O conforto é o deus deste século.
Não é o dinheiro. Muita gente decide viver com menos. Não é a beleza. Pouca gente faz regime e exercício. Não é o poder. Tá cheio de gente que adora receber ordem. Não é o sucesso. Existem anônimos por opção.
Como cantou o eterno sindico Tim Maia, "o que eu quero... sossego". Quase todos os modismos, tecnologias, pílulas, produtos e serviços modernos têm como principal função reduzir nossos esforços. Na religião não poderia ser diferente.
Trocamos a Bíblia pelo projetor, o culto pelo streaming, os projetos de evangelização pelos programas de TV, as longas orações por filas da bênção, a obediência pela água ungida etc.
Resultado, estamos espiritualmente obesos e sedentários. Obesos, porque continuamos inchados de orgulho. Sedentários, porque terceirizamos a prática da piedade.
Estamos, em duas palavras, confortavelmente perdidos.


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