* Total Depravity – Depravação Total
* Unconditional Election – Eleição Incondicional
* Limited Atonement – Expiação Limitada
* Irresistible Grace – Graça Irresistível
* Perseverance of the Saints – Perseverança dos Santos
DEPRAVAÇÃO TOTAL (Total Depravity)
A Bíblia diz que Deus criou o primeiro homem, Adão, à Sua imagem e semelhança. Deus fez um pacto com esse homem a fim de que, através da obediência aos Seus mandamentos, este pudesse obter vida. Contudo, o homem falhou desobedecendo a Deus deliberadamente, fazendo uso do seu livre-arbítrio, rebelando-se contra o seu Criador. Este pecado inicial de desobediência (conhecido como a “queda do homem”) resultou em morte espiritual e ruptura na ligação de sua alma com Deus, o que mais tarde trouxe também sua morte física. Sendo Adão o representante de toda a raça humana, todos nós caímos com ele e fomos afetados pela mesma corrupção do pecado. Tornamo-nos objetos da justa ira de Deus e a morte passou a todos os homens.
Toda a humanidade herdou a culpa do pecado de Adão e por isso todos
nascemos totalmente depravados e espiritualmente mortos. A morte
espiritual não quer dizer que o espírito humano esteja inativo, mas sim
que o homem é culpado (tem um passado manchado) e corrupto (possui uma
natureza má). A Depravação Total não quer dizer que os homens são
intensivamente maus (que somos tão maus quanto poderíamos ser), mas sim
que somos extensivamente maus (todo o nosso ser, intelecto, emoções e
vontade estão corrompidos pelo pecado).
A Depravação Total também significa que o homem possui uma
inabilidade total para restaurar o relacionamento com seu Criador. Por
causa da depravação, o homem natural, por si mesmo, é totalmente incapaz
de crer verdadeiramente em Deus. O pecador está morto, cego e surdo
para as coisas espirituais. Desde a queda o homem perdeu o seu
livre-arbítrio e passou a ser escravo de sua natureza corrompida e por
isso ele é incapaz de escolher o bem em questões espirituais. Todas as
falsas religiões são tentativas do homem de construir para si um “deus”
que lhe seja propício. Porém, todas essas tentativas erram o alvo, pois o
homem natural por si mesmo não quer buscar o verdadeiro Deus.
Devido ao estado de depravação do homem, se Deus não tomasse a
iniciativa de salvá-lo, ele continuaria morto eternamente. O homem
natural sem o conhecimento de Deus jamais chegará a este conhecimento se
Deus não ressuscitá-lo espiritualmente através de Jesus Cristo.
Referências bíblicas: Gn 2:17; 6:5; 8:21; 1 Rs 8:46; Sl 51:5; 58:3;
Ec 7:20; Is 64:6; Jr 4:22; 9:5-6; 13:23; 17:9; Jo 3:3,19,36; 5:42;
8:43-44; 14:4; Rm 3:10-11; 5:12; 7:18,23; 8:7; 1 Co 2:14; 2 Co 4:4; Ef
2:3; 4:18; 2 Tm 2:25-26; 3:2-4; Tt 1:15.
ELEIÇÃO INCONDICIONAL (Unconditional Election)
Devido ao pecado de Adão, seus descendentes entram no mundo como pecadores culpados e perdidos. Como criaturas caídas, elas não têm desejo de ter comunhão com o seu Criador. Deus é santo, justo e bom, ao passo que os homens são pecaminosos, perversos e corruptos. Deixados à sua própria escolha, os homens inevitavelmente seguem seu coração corrupto e criam ídolos para si. Consequentemente, os homens têm se desligado do Senhor dos Céus e têm perdido todos os direitos de Seu amor e favor. Teria sido perfeitamente justo para Deus ter deixado todos os homens em seus pecados e miséria e não ter demonstrado misericórdia a quem quer que seja. É neste contexto que a Bíblia apresenta a eleição.
A Eleição Incondicional significa que Deus, antes da fundação do
mundo, escolheu certos indivíduos dentre todos os membros decaídos da
raça humana e os predestinou para serem o objeto de Seu imerecido amor e
para trazê-los ao conhecimento de Si mesmo. Esses, e somente esses,
Deus propôs salvar da condenação eterna. Deus poderia ter escolhido
salvar todos os homens (pois Ele tem o poder e a autoridade para fazer
isso), ou Ele poderia ter escolhido não salvar ninguém (pois Ele não tem
a obrigação de mostrar misericórdia a quem quer que seja), porém não
fez uma coisa nem outra. Ao invés disso, Ele escolheu salvar alguns e
excluir (preterir) outros. Sua eterna escolha de determinados pecadores
para a salvação não foi baseada em qualquer ato ou resposta prevista da
parte daqueles escolhidos, mas foi baseada tão somente no Seu
beneplácito e na Sua soberana vontade. Desta forma, a eleição não foi
condicionada nem determinada por qualquer coisa que os homens iriam
fazer, mas resultou inteiramente do propósito determinado pelo próprio
Deus.
Os que não foram escolhidos foram preteridos e deixados às suas próprias inclinações e escolhas más para serem punidos pelos seus pecados. Não cabe à criatura questionar a justiça do Criador por não escolher todos para a salvação. Deve-se ter em mente que, se Deus não tivesse graciosamente escolhido um povo para Si mesmo e soberanamente determinado prover-lhe e aplicar-lhe a salvação, ninguém seria salvo.
Referências bíblicas: Dt 4:37; 7:7-8; Pv 16:4; Mt 11:25; 20:15-16;
22:14; Mc 4:11-12; Jo 6:37,65; 12:39-40; 15:16; At 5:31; 13:48;
22:14-15; Rm 2:4; 8:29-30; 9:11-12, 22-23; 11:5,8-10; Ef 1:4-5; 2:9-10; 1
Ts 1:4; 5:9; 2 Ts 2:11-12; 3:2; 2 Tm 2:10,19; Tt 1:1; 1 Pe 2:8; 2 Pe
2:12; 1 Jo 4:19; Jd 1:3-4; Ap 13:8; 17:17; 20:11-21:8.
EXPIAÇÃO LIMITADA (Limited Atonement)
Embora Deus tenha resolvido salvar da condenação um certo número de homens, Sua santidade e justiça exigem que o pecado seja punido. Como os escolhidos de Deus são pecadores, uma expiação completa e perfeita era necessária. Jesus Cristo, o Filho de Deus feito homem, suportou o castigo merecido pelos pecadores e obteve a Salvação para os Seus eleitos.
A eleição em si não salvou ninguém; apenas destacou alguns pecadores
para a salvação. Os que foram escolhidos por Deus Pai e dados ao Filho
precisavam ser redimidos para serem salvos. Para assegurar sua redenção,
Jesus Cristo veio ao mundo e tomou sobre Si a natureza humana para que
pudesse identificar-se com os Seus eleitos e agir como seu representante
ou substituto. Cristo, agindo em lugar do Seu povo, guardou
perfeitamente a Lei de Deus e dessa forma produziu uma justiça perfeita a
qual é imputada aos eleitos ou creditada a eles no momento em que são
trazidos à fé nEle. Através do que Cristo fez, esse povo é constituído
justo diante de Deus. Os eleitos são libertos da culpa e condenação,
como resultado do que Cristo sofreu por eles. Através do Seu sacrifício
substitutivo, Jesus sofreu a penalidade dos pecados dos eleitos e assim
removeu a culpa deles para sempre. Por conseguinte, quando Seu povo é
unido a Ele pela fé, é-lhe creditada perfeita justiça pela qual ficam
livres da culpa e condenação do pecado. São salvos não pelo que fizeram
ou irão fazer, mas tão somente pela fé na obra redentora de Cristo.
A obra redentora de Cristo foi definida em desígnio e realização. Foi
planejada para render completa satisfação em favor de certos pecadores
específicos e, de fato, assegurou a salvação para esses indivíduos e
para ninguém mais. A salvação que Cristo adquiriu para o Seu povo inclui
tudo que está envolvido no processo de trazê-los a um correto
relacionamento com Deus, incluindo os dons da fé e do arrependimento.
Deus não deixou aos pecadores a decisão se a obra de Cristo será ou não
efetiva. Pelo contrário, todos aqueles por quem Cristo morreu serão
infalivelmente salvos. A redenção, portanto, foi designada para cumprir o
propósito divino da eleição.
Referências bíblicas: 1 Sm 3:14; Is 53:11-12; Mt 1:21; 20:28; 26:28;
Jo 10:14-15; 11:50-53; 15:13; 17:6,9-10; At 20:28; Rm 5:15; Ef 5:25; Tt
3:5; Hb 9:28; Ap 5:9.
GRAÇA IRRESISTÍVEL (Irresistible Grace)
Cada membro da Trindade divina – Pai, Filho e Espírito Santo – participa e contribui para a salvação dos pecadores eleitos. Deus Pai, antes da fundação do mundo, selecionou aqueles que iriam ser salvos e deu-os ao Filho para serem o Seu povo. Na época oportuna o Filho veio ao mundo e assegurou a redenção desse povo. Mas esses dois grandes atos – a eleição e a redenção – não completam a obra da salvação, pois está incluída no plano divino para a recuperação do pecador perdido a obra renovadora do Espírito Santo, pela qual os benefícios da obediência e da morte de Cristo são aplicados ao eleito. A Graça Irresistível ou Eficaz significa que o Espírito Santo nunca falha em trazer à salvação aqueles pecadores que Ele pessoalmente chama a Cristo. Deus aplica inevitavelmente a salvação a todo pecador que tencionou salvar, e é Sua intenção salvar todos os eleitos.
O apelo do Evangelho estende uma chamada à salvação a todo que ouve a
mensagem. Ele convida a todos os homens, sem distinção, a beber da água
da vida e viver. Ele promete salvação a todo que se arrepender e crer.
Mas essa chamada geral externa, estendida igualmente ao eleito e ao não
eleito, não trará pecadores a Cristo. Por que? Porque os homens estão,
por natureza, mortos em pecado e debaixo de seu poder. Eles são, por si
mesmos, incapazes de abandonar os seus maus caminhos e se voltarem a
Cristo, para receber misericórdia. Nem podem e nem querem fazer isso.
Consequentemente, o não regenerado não vai responder à chamada do
Evangelho para arrepender-se e crer. Nenhuma quantidade de ameaças ou
promessas externas fará um pecador cego, surdo, morto e rebelde se
curvar perante Cristo como Senhor, e olhar somente para Ele para a
salvação. Tal ato de fé e submissão é contrário à natureza do homem.
Por isso, o Espírito Santo, para trazer o eleito de Deus à salvação,
estende-lhe uma chamada especial, interna, em adição à chamada externa
contida na mensagem do Evangelho. Através dessa chamada especial, o
Espírito Santo realiza uma obra de graça no pecador que inevitavelmente o
traz à fé em Cristo. A mudança interna operada no pecador eleito o
capacita a entender e crer na verdade espiritual.
No campo espiritual, são lhe dados olhos para ver e ouvidos para
ouvir. O Espírito Santo cria no pecador eleito um novo coração e uma
nova natureza. Isto é realizado através da regeneração (novo
nascimento), pela qual o pecador é feito filho de Deus e recebe a vida
espiritual. Sua vontade é renovada através desse processo, de forma que o
pecador vem espontaneamente a Cristo por sua própria e livre escolha.
Referências bíblicas: Jr 24:7; 31:3; Ez 11:19-20; 36:26-27; Mt 16:17;
Jo 1:12-13; 5:21; 6:37,44-45; At 16:14; 18:27; Rm 8:30; 1 Co 4:7; 2 Co
5:17; Gl 1:15; Ef 1:19-20; Cl 2:13; 2 Tm 1:9; Hb 9:15; 1 Pe 2:9; 5:10.
PERSEVERANÇA DOS SANTOS (Perseverance of the Saints)
Os eleitos não são apenas redimidos por Cristo e regenerados pelo Espírito; eles são mantidos na fé pelo infinito poder de Deus. Todos os que são unidos espiritualmente a Cristo, através da regeneração, estão eternamente seguros nEle. Nada os pode separar do eterno e imutável amor de Deus. Foram predestinados para a glória eterna e estão, portanto, assegurados para o Céu. A perseverança dos santos não significa que todas as pessoas que professam a Fé Cristã estão garantidas para o Céu. Somente os santos – os que são separados pelo Espírito – é que perseverarão até o fim. São os crentes – aqueles que recebem a verdadeira e viva fé em Cristo – os que estão seguros e salvos nEle. Muitos que professam a fé cristã desistem no meio do caminho, mas eles não desistem da graça, pois nunca estiveram na graça. A perseverança dos santos está diretamente ligada à santificação, que é o processo pelo qual o Espírito Santo torna os eleitos cada vez mais semelhantes a Jesus Cristo em tudo o que fazem, pensam e desejam. A luta dos crentes contra o pecado dura toda a vida e, às vezes, eles podem cair em tentações e cometer graves pecados, mas esses pecados não os levam a perder a salvação ou a afastar-se de Cristo. A Bíblia diz que o povo de Deus recebe a vida eterna no momento em que crê. São guardados pelo poder de Deus mediante a fé e nada os pode separar do Seu amor. Foram selados com o Espírito Santo que lhes foi dado como garantia de sua salvação e, desta forma, estão assegurados para uma herança eterna.
Referências bíblicas: Is 54:10; Jr 32:40; Mt 18:14; Jo 6:39-40,51;
10:27-30; Rm 5:8-10; 8:28-39; 11:29; Gl 2:20; Ef 4:30; Fp 1:6; Cl 2:14; 2
Ts 3:3; 2 Tm 2:13,19; Hb 7:25; 10:14; 1 Pe 1:5; 1 Jo 5:18; Ap 17:14.
EBD 08.01.12 – Depravação Total
EBD 15, 22 e 29.01.12 – Eleição Incondicional
EBD 22.04.12 – Expiação Limitada
EBD 15, 22 e 29.01.12 – Eleição Incondicional
EBD 22.04.12 – Expiação Limitada
Fonte: site Eleitos de Deus (www.eleitosdeDeus.org).
Estudo ministrado anteriormente na 3ª IPB de Barretos / SP em 24/11/11.
Estudo ministrado anteriormente na 3ª IPB de Barretos / SP em 24/11/11.


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