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terça-feira, 27 de setembro de 2016

"Politicamente correto ou vergonhosamente omisso?" Rev. Olivar Alves Pereira


Em nome do “politicamente correto” os cristãos estão se tornando vergonhosamente omissos. A falta de coragem em falar a verdade é mascarada pelo “respeito” e pela “tolerância” que na realidade não é nem uma coisa nem outra, mas, sim, diante da omissão da mensagem que deve ser proclamada, custe o que custar, doa em quem doer.

Em nome do “politicamente correto”:

1) Noé teria visto sua família morrer no dilúvio, pois, anunciar o castigo de Deus ao mundo seria (hoje) uma propaganda terrorista;

2) Moisés teria ficado calado quando viu o egípcio matando aquele hebreu, afinal, seria loucura da parte dele se levantar contra o sistema estabelecido;

3) Ana, mãe de Samuel, hoje teria sido processada por “abandono de incapaz” quando cumpriu sua promessa a Deus de dedicar-Lhe o filho que Ele lhe desse;

4) Elias teria sido um intolerante, agitador e incitador de perseguição quando zombou dos sacerdotes de Baal e de seu culto idólatra, e depois mandou que fossem mortos todos aqueles prevaricadores idólatras;

5) Eliseu teria sido condenado tanto pelo IBAMA por ter usado duas ursas, e pelo MP pelo assassinato daqueles meninos que zombavam do ungido do Senhor;

6) Jeremias seria achincalhado por ser “do contra”, pois, onde já se viu um profeta profetizar “coisas ruins” quando todos os outros profetas só “profetizavam” coisas boas? Na verdade, os falsos profetas (assim como em nossos dias) sempre pregaram o que o povo quer ouvir e não o que Deus de fato manda, como o fez Jeremias;

7) E Ezequiel? Ah! Esse profeta boca suja que deveria passar por uma sessão de psicanálise na melhor linha freudiana, pois, ele só falava de sexo e órgãos genitais, sexo, e órgãos genitais… para repreender o povo.

8) Daniel e seus companheiros seriam condenados (e foram) por rebeldia contra o rei. Onde já se viu um servo de Deus se rebelar contra os governantes?

9) João Batista seria (e foi) chamado de endemoninhado, pois, somente quem tem o capeta no couro come gafanhotos com mel (ainda que em nossos dias algumas culturas saboreiem “iguarias” como essa, mas, aí, dessas culturas dizemos que é normal, e, criticá-las seria “etnocentrismo”);

10) E Jesus? Em nome do “politicamente correto” Ele seria chamado de agitador, perturbador da ordem estabelecida, megalomaníaco (se declara Deus!), absolutista, pois, Se declara como “a Verdade” e não como mais uma verdade.

11) Paulo, Pedro, João, Tiago e os demais apóstolos não passam de um bando de aproveitadores que “institucionalizaram” a Igreja de Cristo dando ensejo para que os muitos pilantras se aproveitassem da ganância travestida de ingenuidade de muitos.

Definitivamente, em nome do politicamente correto a omissão tem se instalado no coração dos cristãos que se acovardam, não têm coragem de chamarem de mal o mal, de denunciarem o pecado seja em quem e aonde for.

“A Igreja de Cristo não foi chamada para fazer relações públicas, mas, sim, dar um ultimato à sociedade” (Rev. Marcos Agripino).

Não fomos chamados para dialogar com o mundo, mas, sim, monologar, pois, pregação é monólogo (e muitas vezes ficamos sozinhos enquanto falamos).

Via: Bereianos

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

"O QUE NOS RESERVA O FUTURO POLÍTICO PÓS-PT?" por Franklin Ferreira



Ofereço um possível cenário para o que pode ocorrer nos meses que se seguirão ao impeachment de Dilma Rousseff, e ao indiciamento de Lula da Silva e sua eventual prisão.

1. O PT vai perder muito de sua força, com vários de seus principais líderes presos ou na iminência de serem presos; os quadros do partido com mais senso de sobrevivência já saíram ou estão para sair do PT, migrando para partidos de centro, como o PMDB, ou de centro-esquerda ou extrema-esquerda, como o PSB, a REDE e PSOL. Somente em São Paulo, 20% dos prefeitos petistas deixaram a sigla recentemente. Por isso, candidatos petistas às eleições municipais têm trocado o tradicional vermelho por outras cores e escondido a estrela, o símbolo do partido. Para os próximos meses, o desafio da legenda será sobreviver, eleitoral e judicialmente.

2. Há uma grande possibilidade do PT ser cassado como partido político. Ou, a depender das multas que a Operação Lava Jato aplicar na legenda por causa do “Petrolão”, o PT pode ser extinto. O valor da multa pode chegar à cifra astronômica de 200 milhões de dólares. Não custa ressaltar, para não esquecer: os petistas hipertrofiaram o estado; conduziram a economia à ruína; tornaram-se sócios de empresários eleitos “campeões nacionais”; transformaram políticas sociais em máquina de caçar votos; criaram um contingente de 11,4 milhões de desempregados; as contas públicas estão em ruínas; e superlotaram os cárceres de Curitiba.

3. Com a saída do PT do governo federal e eventual cassação ou extinção da legenda, as fontes que abastecem os militantes esquerdistas profissionais “secará” drasticamente; isso vai baixar em muito a temperatura política, ainda que haja resistência residual por parte de militantes idealistas e aguerridos, para os quais ainda “não caiu a ficha” sobre o que está acontecendo, que não se veem responsáveis diretos pela grave crise que o país passa, e que vivem na fantasia histérica da operação Lava Jato ser uma “conspiração das elites conservadoras e da direita” ou até mesmo da CIA.

4. Provavelmente haverá tumultos no campo e em algumas capitais, insuflado por grupos como o MST e o MTST. Resta saber o quanto de força os governadores estão prontos a aplicar para as Polícias Militares imporem a lei a estes grupos. Estes movimentos também perderão muito do apoio financeiro com a saída do PT do governo federal, necessitando repensar suas ações para não perder os polpudos benefícios governamentais; o governo federal (PMDB) analisa propostas de retirar do MST e congêneres o poder de selecionar as famílias que serão assentadas; e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), mirando a presidência em 2018, se aproxima do MST, sancionando leis de transmissão de terras e acesso a meios de financiamento para este grupo.

5. Resta os sindicatos, que recebem metade do imposto sindical – típico exemplo do infame corporativismo estatal e sindical brasileiro. Este imposto é cobrado compulsoriamente de trabalhadores e empregadores, independentemente de sua condição de associados ou não. Isso tornou os sindicatos dependentes do Estado, representando não os interesses do trabalhador ou da classe, mas os interesses do partido, no caso, o PT. Após o impeachment de Dilma alguns sindicatos talvez façam greves, paralisações e protestos em apoio à destituída, mas nada que uma mudança na legislação não desarme: já há projeto no Senado para acabar com este imposto compulsório, o que diminuiria a força dos sindicatos.

6. Haverá oposição a um novo governo? Sim, mas esta parece que será apenas “pregação para os convertidos”, e que dificilmente seduzirá novos eleitores. Esta oposição, conduzida por representantes da esquerda e da extrema-esquerda, será virulenta, combativa, alegando que Dilma sofreu um “golpe” ou que Lula e Dilma deixaram de ser esquerda ou nunca foram a “esquerda real” – este último argumento não é novo: esquerdistas afirmam religiosamente que Lenin, Stalin, Mao Tse-Tung, Kim Jong-il, Pol-Pot, Fidel Castro, Hugo Chávez e Evo Morales também traíram os ideais da esquerda. Lula e Dilma não serão os primeiros a serem acusados de tal “pecado” contra o socialismo.

7. Membros da força-tarefa de Curitiba já disseram que a Lava Jato – que abalou pela primeira vez a cleptocracia brasileira – continuará por anos; e o vazamento das gravações de Lula em março foi “só a azeitona do Dry Martini”, como dito por um integrante da força-tarefa. Se a lei eleitoral for tomada ao pé da letra, não apenas o PT, mas também o PP e o PMDB poderão ser extintos como partidos políticos.

8. O fato de que o STF proibiu doação de empresas para campanhas eleitorais, por instigação de juristas esquerdistas, criou uma armadilha para os partidos de esquerda e extrema-esquerda. Eles pensaram que tal lei sufocaria os outros partidos, enquanto o “Petrolão” os abasteceria durante 20 anos, mantendo-os no poder de forma inconteste, por meio do marketing, do voto e da “democracia”. A decisão do STF não proíbe que pessoas físicas doem às campanhas, podendo contribuir com até 10% de seu rendimento. Mas haverá muita dificuldade por parte dos partidos esquerdistas de conseguir financiamento de pessoas físicas, por causa do novo ambiente muito crítico ao estatismo, ao coletivismo e às esquerdas em geral.

9. Parece que a próxima disputa presidencial se dará entre Aécio Neves (PSDB), José Serra (PSDB, talvez no PMDB), Geraldo Alckmin (PSDB, mas talvez no PSB), Marina Silva (REDE), Jair Bolsonaro (PSC) e, muito provavelmente, Ronaldo Caiado (DEM). Deve-se ver com ceticismo o surgimento de uma alternativa à lista de candidatos saídos do atual quadro partidário, tais como Sergio Moro, Joaquim Barbosa ou Cármen Lúcia. Para tornar o cenário incerto, o presidente da OAS, Léo Pinheiro, em suas conversas com a Procuradoria-Geral da República, citou os nomes de Dilma, Lula, Serra, Aécio e Marina em sua delação. Tudo aponta para o fato de que as delações da Odebrecht e da OAS é que determinarão os sobreviventes da política brasileira.

10. Apesar da agenda conservadora/liberal só ser representada consistentemente em apenas um partido (de 35), o NOVO, pesquisas recentes mostram que as prioridades de parcela significativa de brasileiros, quando pensam no Estado, são: combate à corrupção, fim do aparelhamento do Estado, redução de sua estrutura e corte de impostos. A REDE, que tem recebido vários políticos ligados ao PT e ao PSOL em seus quadros, tentará capitalizar o discurso da “esquerda real”, apresentando-se como um tipo de esquerda light, socialdemocrata, para tentar atrair os idealistas. Mas se ficar evidente que o discurso da REDE é estatista e coletivista, igual ao do PT, este partido não irá muito longe – como a campanha errática e etérea de Marina em 2014 evidenciou. Difícil ver como o discurso da esquerda, mesmo edulcorado pela REDE, poderá atrair uma parcela expressiva do eleitorado que clama por uma modernização e desburocratização do Estado, especialmente dos estados do sul, parte do centro-oeste e São Paulo. Por outro lado, se partidos de direita (NOVO), centro-direita (DEM, PSC) ou mesmo de centro (PMDB, PDS) enfatizarem tal discurso, pode-se ter algumas surpresas, especialmente nas votações para prefeituras e governos dos estados.

11. Estamos presenciando a maior derrota política da esquerda no Brasil desde 1922, ano da fundação do Partido Comunista Brasileiro. O mais emocionante é que esta vitória não se deu com infantes e blindados nas ruas, mas por meio da democracia e da Constituição. E esta conquista ocorreu a despeito da classe política e das oposições. Este é um triunfo do povo, que foi às ruas em protestos antigovernamentais, os maiores ocorridos na história do país, com milhões tomando as ruas em sete gigantescas manifestações ocorridas entre 2015 e 2016. Milhares de evangélicos participaram destes protestos, que abriram caminho para o impeachment de Dilma e a derrota do PT. Mas ainda há muito a ser feito, especialmente no âmbito cultural e educacional, que ainda são feudos da esquerda militante.

Mas, ao considerar o cenário religioso na Europa Ocidental, nos Estados Unidos e na Rússia, em que a liberdade de expressão dos cristãos está sendo cada vez mais cerceada por políticas conectadas com a esquerda e cada vez mais autoritárias e anticristãs, e do êxodo sem precedentes de cristãos do Oriente Médio e da África, é imperativo reconhecer que o Deus todo-poderoso concede uma nova chance para a igreja evangélica no Brasil, e devemos ser muito gratos por isso. Portanto, em nome do Senhor Jesus Cristo, somos chamados a confessar mais corajosamente, a orar com mais fé, a crer com maior alegria, a amar mais apaixonadamente e a pregar fervorosamente o evangelho de Jesus Cristo, morto na cruz por nossos pecados, sepultado e ressurreto dentre os mortos para nossa salvação. Assim, supliquemos a Deus, em um tempo de novo começo: “Vem Espírito Criador!”

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

"Pensando Biblicamente sobre o Aborto" por Randy Alcorn


Alguns defensores do aborto afirmam que suas crenças têm a Bíblia como base. Eles afirmam que a Bíblia não proíbe o aborto. Eles estão errados. A Bíblia, de fato, proíbe enfaticamente a morte de pessoas inocentes (Êxodo 20:13) e considera claramente o nascituro como sendo um ser humano digno de proteção (21:22-25).

Jó descreveu graficamente a forma como Deus o criou antes de ele nascer (Jó 10:8-12). O que estava no ventre de sua mãe não era algo que poderia tornar-se Jó, mas alguém que era Jó—o mesmo homem, só que mais jovem. Para o profeta Isaías, Deus diz: “Assim diz o SENHOR, que te criou, e te formou desde o ventre, e que te ajuda” (Isaías 44:2). O que cada pessoa é, e não apenas o que ela pode se tornar, esteve presente no ventre de sua mãe.

Salmo 139:13-16 pinta um retrato vívido do envolvimento íntimo de Deus com uma pessoa antes de seu nascimento. Deus criou o “interior” de Davi, não no nascimento, mas antes do nascimento. Davi diz ao seu Criador, “tu me teceste no ventre de minha mãe” (versículo 13). Cada pessoa, independentemente de sua filiação ou deficiência, não foi fabricada em uma linha de montagem cósmica, mas criada pessoalmente por Deus. Todos os dias de nossas vidas são planejados por Deus antes de virmos a ser (versículo 16).

Meredith Kline observa: “O que há de mais importante a respeito da legislação do aborto na lei bíblica é que não há legislação nenhuma. Era tão inconcebível que uma mulher israelita pudesse desejar um aborto que não havia necessidade de mencionar esse crime no código penal”. Tudo o que se precisava para proibir o aborto era o mandamento “Não matarás” (Êxodo 20:13). Todo israelita sabia que o nascituro era uma criança. Assim como nós sabemos, se formos honestos. Nós todos sabemos que uma mulher grávida está “carregando uma criança”.

Toda criança no ventre é obra de Deus e faz parte do seu plano. Cristo ama essa criança e provou isso, tornando-se semelhante a ela - ele mesmo passou nove meses no ventre de sua mãe.

Assim como os termos criança e adolescente, embrião e feto não se referem a seres não humanos, mas a seres humanos em diferentes estágios de desenvolvimento. É cientificamente incorreto dizer que um embrião humano ou um feto não é um ser simplesmente porque ele está em uma fase mais prematura do que uma criança. Isso é a mesma coisa que dizer que uma criança não é um ser humano, porque ele ainda não é um adolescente. Será que alguém se torna mais humano quando cresce? Se assim for, então os adultos são mais humanos do que as crianças, e os jogadores de futebol são mais humanos do que os jóqueis. Algo que não é humano não se torna humano ou mais humano ao ficar mais velho ou maior; tudo o que for humano é humano desde o início, ou não é humano de jeito nenhum. O direito à vida não aumenta com a idade e o tamanho; caso contrário, as crianças e os adolescentes teriam menos direito de viver do que os adultos.

Uma vez que reconhecemos que os nascituros são seres humanos, a questão sobre o seu direito de viver deve ser resolvida, independente da forma como foram concebidos. É desigual a comparação entre os direitos das mães e os direitos dos bebês. O que está em jogo na grande maioria dos abortos é o estilo de vida da mãe, em oposição à vida do bebê. Nesses casos, é justo que a sociedade espere que um adulto viva temporariamente com um inconveniente, se a única alternativa é matar uma criança.

Os defensores do aborto desviam a atenção da grande maioria dos abortos (99%) ao colocarem o foco sobre o estupro e o incesto por causa do fator simpatia. Eles dão a falsa impressão de que a gravidez é comum nesses casos. No entanto, nenhuma criança é um “produto desprezível de um estupro ou incesto”, mas sim uma criação de Deus única e maravilhosa feita à sua imagem. Para uma mulher vitimizada, pode ser muito mais benéfico ter e carregar uma criança do que saber que uma criança morreu em uma tentativa de reduzir o seu trauma.

Quando Alan Keyes se dirigiu aos alunos do ensino médio em uma escola em Detroit, uma menina de treze anos de idade perguntou se ele faria uma exceção para o estupro em sua posição pró-vida. Ele respondeu com esta pergunta: “Se o seu pai estuprasse alguém, e nós o condenássemos por esse estupro, vocês acham que seria certo se, em seguida, nós disséssemos: ‘OK, pelo fato de seu pai ter sido culpado do estupro, nós mataremos você?” A classe respondeu: “Não”. Quando lhe perguntaram por que uma garota teria que passar por uma gravidez, quando algo tão horrível aconteceu com ela, com sabedoria, ele fez a seguinte analogia:

Vamos supor que os Estados Unidos se envolvessem em uma guerra quando você tivesse 19 anos. E, sabemos que, em guerras no passado, tivemos um recrutamento e as pessoas de sua idade eram recrutadas e enviadas para a guerra, certo? Então você teria que ser enviada. Você teria que viver em um campo de batalha. Você teria que arriscar a sua vida. E muitas pessoas, de fato, arriscam suas vidas, vivem em dificuldades todos os dias e, no final, elas morrem. Por quê? Elas estavam defendendo o quê? Nosso país e a sua liberdade. Elas tiveram que passar por dificuldades pela causa da liberdade, não é mesmo.

O princípio da liberdade é que nossos direitos vêm de Deus. Você acha que é errado pedir que as pessoas façam sacrifícios para manter o nosso respeito por esse princípio? ... Só que eu não acredito que seja certo pegar essa dor e torná-la pior... você sabe o que eu acrescento se eu permitir que se faça um aborto? Estou acrescentando o peso daquele aborto. E, em algum momento, a verdade de Deus que está escrita em seu coração retorna a você. E você é ferido por essa verdade.

Portanto, eu não acho justo, nem para a criança e nem para a mulher, deixar que esta tragédia tire a vida de ambos, a vida física da criança e a vida moral e espiritual da mãe. E nesta sociedade, eu acho que fazemos um mal terrível a ambos, porque não temos a coragem de nos posicionarmos a favor do que é verdadeiro. (ProLife Info Digest, 2 de fevereiro de 2000)

Em seu livro, Victims and Victors [Vítimas e Vencedores], David Reardon e associados trazem a experiência de 192 mulheres que ficaram grávidas como resultado de estupro ou incesto. Acontece que quando as vítimas da violência falam por si, a opinião delas sobre o aborto é quase unânime e exatamente o oposto do que a maioria poderia prever: quase todas as mulheres entrevistadas disseram que se arrependeram de abortar seus bebês concebidos através de estupro ou incesto. Dentre as mulheres que deram uma opinião, mais de 90 % disseram que desencorajariam outras vítimas de violência sexual a fazerem abortos. Nenhuma das que deram à luz uma criança expressou arrependimento.

A imposição de pena de morte ao filho inocente de um agressor sexual não traz nenhuma punição ao estuprador e nenhum benefício para a mulher. Criar uma segunda vítima nunca desfaz o dano causado à primeira. O aborto não traz a cura para uma vítima de estupro.

Os discípulos de Cristo não conseguiram entender como as crianças eram valiosas para ele, então eles repreendiam aquelas pessoas que tentavam trazê-las para perto dele (Lucas 18:15-17). Porém Jesus disse: “Deixai vir a mim os pequeninos e não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus”. Ele considerou as crianças como parte do seu reino, e não uma distração.

A visão bíblica sobre os filhos é que eles são uma bênção e uma dádiva do Senhor (Salmo 127:3-5). No entanto, a cultura ocidental trata as crianças como obrigações. Temos de aprender a ver todas as crianças como Deus as vê, e devemos agir em relação a elas conforme ele nos manda agir. Devemos defender a causa do fraco e do órfão; manter os direitos dos pobres e dos oprimidos, salvar os fracos e os necessitados e libertá-los dos ímpios (Salmo 82:3-4).

Cristo afirmou que tudo o que fazemos, ou deixamos de fazer, aos filhos de Deus que são mais fracos e vulneráveis, nós fazemos, ou deixamos de fazer, a ele. No julgamento, “O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” (Mateus 25:40).

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

"O mais terrível silêncio e um desafio!" por Josemar Bessa


Como cristãos podem apoiar políticos e partidos claramente favoráveis e defensores do aborto sem racionalizar a escuridão, não só do coração deles, mas de seus próprios corações?

Há poucas coisas (pecados) que Deus mostra o quanto odeia quanto derramamento de sangue inocente (horizontalmente inocente), especialmente o sangue de crianças. Estava vendo uma entrevista essa semana onde  Hillary Clinton se mostra uma candidata radicalmente pró-aborto e vendo que a plataforma dos Democratas reforça os pontos de vista mais radicais a respeito...  enquanto via a entrevista me perguntava como um cristão pode votar em Hillary de boa consciência?

Em Jeremias 19, Deus explicou por que o povo de Judá estava prestes a ir para o exílio: Foi porque eles adoravam ídolos e porque eles "encheram este lugar [falando de Jerusalém] com o sangue dos inocentes. Eles construíram os altos de Baal, para queimarem seus filhos no fogo como oferendas a Baal " (Jer 19: 4-5.).

Por causa destes pecados hediondos, Jerusalém foi destruída e o Templo do Senhor queimado até o chão, com dezenas de milhares indo para o exílio.

Será que Deus odeia o derramamento de sangue inocente menos hoje, especialmente quando é o sangue de crianças? Ouça novamente a Jeremias: "Eles construíram os altos de Tofete no vale de Ben-Hinom, para queimarem seus filhos e filhas no fogo " (Jr 07:31).

Quais são as implicações disto? Veja a descrição do comentarista judeu medieval Rashi, que explicou que os altos de Tofete referem-se ao deus "Moleque, que era feito de cobre, e que era aquecido por baixo, com suas mãos estendidas e aquecidas . E que os pais colocavam a criança em suas mãos, e ela seria queimada ali, e os sacerdotes iriam bater tambores para que os pais não ouvissem a voz de seu filho gritando e pudessem ter pena."  Que horror! Nós hoje também temos nossos “tambores”  - os "tambores" da nossa cultura estão tocando bem alto para não ouvirmos os “gemidos”... clínicas onde o despedaçar de uma criança possa acorrer de forma que não fiquemos chocados com o horror.

Agora, pare por um momento e olhe para estas imagens de bebês abortados e pergunte a si mesmo como o Senhor  se sente sobre o derramamento o sangue de bebês inocentes no útero.

Você pode, como um seguidor de Jesus, votar para um candidato que apoia este derramamento de sangue? Você poderia votar em “Hillarys Clintons” (Aqui no Brasil há muitos e muitas Hillarys e partidos semelhantes ),  uma das melhores amigas  que a Planned Parenthood já teve?

Conforme relatado por LifeNews.com , " A plataforma que o Partido Democrata propôs este ano é mais extrema do que nunca, pedindo a revogação da Emenda Hyde. A plataforma do Partido Democrata já apoia o aborto legalizado na demanda por qualquer motivo, até o momento do nascimento.

Vamos lembrar também que Hillary Clinton se diz uma “pacifista” ( que ironia ) - que evitaria o derramamento de sangue na guerra.  Mesmo havendo  um mundo de diferença entre ir para a guerra para derrotar o terrorismo, por exemplo, e matar um bebê no útero. No útero ela é a favor do derramamento de sangue inocente... na guerra contra o terror ela não é a favor de derramamento de sangue nenhum... nem do assassino terrorista.

A questão de fundo sempre será esta: Você pode olhar fotos de bebês abortados - e ler versículos sobre o ódio de Deus sobre isso, e, em seguida, votar em um candidato que defende agressivamente o "direito" de uma mulher derramar este sangue, até mesmo no nono mês? Apesar de sabermos não fazer diferença em que mês você as mate, é claro.

Temos eleições no Brasil este ano e em outros e outros... Eu, por exemplo, não vejo como você pode olhar Jesus nos olhos, escolher um candidato, plataforma de partido político que defendo algo assim... e dizer que escolheu isso por motivos mais importantes. Mais importantes?

No Brasil temos pastores ativistas políticos, igrejas... que falam muito sobre violência, direitos humanos... Mas nada falam sobre o aborto nunca. Todo ativismo desses não vem de nenhum compromisso com Deus, mas com a cultura, aceitação... como o aborto os colocará na contramão da cultura, sem apoio midiático e sofrendo oposição...  o silêncio é desmoralizante.

Eu desafio você a olhar Jesus nos olhos e dizer: "eu te amo e eu estou votando em um candidato pró-aborto  por motivos mais relevantes."

domingo, 21 de agosto de 2016

"Precisamos Novamente de Homens de Deus" por A. W. Tozer


A igreja, neste momento, precisa de homens, o tipo certo de homens, homens ousados. Afirma-se que necessitamos de avivamento e de um novo movimento do Espírito; Deus, sabe que precisamos de ambas as coisas. Entretanto, Ele não haverá de avivar ratinhos. Não encherá coelhos com seu Espírito Santo. A igreja suspira por homens que se consideram sacrificáveis na batalha da alma, homens que não podem ser amedrontados pelas ameaças de morte, porque já morreram para as seduções deste mundo. Tais homens estarão livres das compulsões que controlam os homens mais fracos. Não serão forçados a fazer as coisas pelo constrangimento das circunstâncias; sua única compulsão virá do íntimo e do alto.

Esse tipo de liberdade é necessária, se queremos ter novamente, em nossos púlpitos, pregadores cheios de poder, ao invés de mascotes. Esses homens livres servirão a Deus e à humanidade através de motivações elevadas demais, para serem compreendidas pelo grande número de religiosos que hoje entram e saem do santuário. Esse homens jamais tomarão decisões motivados pelo medo, não seguirão nenhum caminho impulsionados pelo desejo de agradar, não ministrarão por causa de condições financeiras, jamais realizarão qualquer ato religioso por simples costume; nem permitirão a si mesmos serem influenciados pelo amor à publicidade ou pelo desejo por boa reputação.

Muito do que a igreja faz em nossos dias, ela o faz porque tem medo de não fazê-lo. Associações de pastores atiram-se em projetos motivados apenas pelo temor de não se envolverem em tais projetos.

Sempre que o seu reconhecimento motivado pelo medo (do tipo que observa o que os outros dizem e fazem) os conduz a crer no que o mundo espera que eles façam, eles o farão na próxima segunda-feira pela manhã, com toda a espécie de zelo ostentoso e demonstração de piedade. A influência constrangedora da opinião pública é quem chama esses profetas, não a voz de Jeová.

A verdadeira igreja jamais sondou as expectativas públicas, antes de se atirar em suas iniciativas. Seus líderes ouviram da parte de Deus e avançaram totalmente independentes do apoio popular ou da falta deste apoio. Eles sabiam que era vontade de Deus e o fizeram, e o povo os seguiu (às vezes em triunfo, porém mais freqüentemente com insultos e perseguição pública); e a recompensa de tais líderes foi a satisfação de estarem certos em um mundo errado.

Outra característica do verdadeiro homem de Deus tem sido o amor. O homem livre, que aprendeu a ouvir a voz de Deus e ousou obedecê-la, sentiu o mesmo fardo moral que partiu os corações dos profetas do Antigo Testamento, esmagou a alma de nosso Senhor Jesus Cristo e arrancou abundantes lágrimas dos apóstolos.

O homem livre jamais foi um tirano religioso, nem procurou exercer senhorio sobre a herança pertencente a Deus. O medo e a falta de segurança pessoal têm levado os homens a esmagarem os seus semelhantes debaixo de seus pés. Esse tipo de homem tinha algum interesse a proteger, alguma posição a assegurar; portanto, exigiu submissão de seus seguidores como garantia de sua própria segurança. Mas o homem livre, jamais; ele nada tem a proteger, nenhuma ambição a perseguir, nenhum inimigo a temer. Por esse motivo, ele é alguém completamente descuidado a respeito de seu prestígio entre os homens. Se o seguirem, muito bem; caso não o sigam, ele nada perde que seja querido ao seu coração; mas, quer ele seja aceito, quer seja rejeitado, continuará amando seu povo com sincera devoção. E somente a morte pode silenciar sua terna intercessão por eles.

Sim, se o cristianismo evangélico tem de permanecer vivo, precisa novamente de homens, o tipo certo de homens. Deverá repudiar os fracotes que não ousam falar o que precisa ser externado; precisa buscar, em oração e muita humildade, o surgimento de homens feitos da mesma qualidade dos profetas e dos antigos mártires. Deus ouvirá os clamores de seu povo, assim como Ele ouviu os clamores de Israel no Egito. Haverá de enviar libertação, ao enviar libertadores. É assim que Ele age entre os homens.

E, quando vierem os libertadores... serão homens de Deus, homens de coragem. Terão Deus ao seu lado, porque serão cuidadosos em permanecer ao lado dEle; serão cooperadores com Cristo e instrumentos nas mãos do Espírito Santo...



sábado, 20 de agosto de 2016

"Confortavelmente Perdidos" por Léo Barbosa


O conforto é o deus deste século.

Não é o dinheiro. Muita gente decide viver com menos. Não é a beleza. Pouca gente faz regime e exercício. Não é o poder. Tá cheio de gente que adora receber ordem. Não é o sucesso. Existem anônimos por opção.

Como cantou o eterno sindico Tim Maia, "o que eu quero... sossego". Quase todos os modismos, tecnologias, pílulas, produtos e serviços modernos têm como principal função reduzir nossos esforços. Na religião não poderia ser diferente.

Trocamos a Bíblia pelo projetor, o culto pelo streaming, os projetos de evangelização pelos programas de TV, as longas orações por filas da bênção, a obediência pela água ungida etc.

Resultado, estamos espiritualmente obesos e sedentários. Obesos, porque continuamos inchados de orgulho. Sedentários, porque terceirizamos a prática da piedade.

Estamos, em duas palavras, confortavelmente perdidos.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

“Porque Garotas Cristãs Postam Selfies Sedutoras” por Kristen Clark


Quando eu estava no ensino médio, Bethany e eu decidimos que queríamos fazer uma sessão de fotos bem legal de nós mesmas.

Colocamos as roupas mais modernas que poderíamos encontrar, nos cobrimos com jóias, colocamos duas camadas de rímel e nos dirigimos a um lugar privilegiado – o nosso telhado. Recrutamos (imploramos) uma de nossas irmãs mais novas para ser a nossa fotógrafa. Todas nós subimos ao telhado de nossa casa e ela começou a tirar as fotos.

Sim, um telhado é um lugar inusitado para fazer uma sessão de fotos, mas nós fizemos lá para que a perfeita brisa de top model soprasse direitinho o nosso cabelo. Para cada foto, nós posavámos exatamente do jeito que tínhamos visto as modelos profissionais fazerem – com os lábios franzidos, uma sobrancelha erguida, a mão no quadril e olhos sérios.

Sem que ninguém nos ensinasse como posar sedutoramente, nós fomos “profissionais” e sabíamos exatamente o que fazer. Nós postamos nossa sessão de fotos no Facebook com todo orgulho e esperamos os elogios aparecerem.

Sedução é a nova norma.

Infelizmente, vivemos em uma cultura que treina as nossas mentes para ver sedução como norma a partir de uma idade muito jovem. Basta dar uma rápida caminhada pelo shopping e você verá cartazes atrás de cartazes com modelos em pose sensual. Desde a invenção do Pinterest, Instagram e outros aplicativos, imagem sensuais estão em nossa frente mais do que nunca.

Como garotas cristãs, estamos sendo bombardeadas por mensagens de nossa cultura que sedução e poses sensuais são legais, descoladas e normais. Tirar selfies sedutoras não é mais atrevido… é aceitável e louvável. Por vivermos em um mundo caído, faz sentido que a cultura incentive as garotas a agirem assim.

Faz sentido que as supermodelos e meninas não-cristãs não tenham problema em postar selfies assim.
A pergunta que eu tenho pra você é esta: Por que razão as meninas cristãs estão postando selfies sedutoras?

Fico chocada, às vezes, quando eu entro no meu Instagram e vejo algumas das poses sensuais que minhas amigas cristãs estão postando. O que mais me surpreende é que eu leio os comentários de outros amigos cristãos que estão elogiando as imagens e chamando-as de “lindas”. Como assim? Parece uma epidemia ao longo dos últimos anos.

Por que meninas cristãs gostam tanto de postar selfies sedutoras?

Eu sei a resposta para estas perguntas, porque eu costumava ser uma daquelas meninas. Eu costumava ser a garota por trás do iPhone tirando aquelas selfies sedutoras. Eu era a garota do telhado fazendo uma sessão de fotos para que eu pudesse exibir os resultados para os meus amigos.
Quanto a mim, eu postava as fotos porque queria que os rapazes me notassem. Eu queria que as pessoas elogiassem “o quão bonita eu era”. Eu adorava ouvir o louvor e afirmação dos meus amigos. Nunca foi por um “acidente” que eu postei uma foto minha. Era sempre intencional e planejado. Eu já tinha visto imagens suficientes de modelos da moda para saber como uma foto sensual devia ser.
Muitas de vocês que estão lendo este blog, sabem exatamente do que estou falando, porque você já fez a mesma coisa.

A verdade é que, postar selfies sedutoras é apenas um sintoma exterior de uma questão muito mais profunda.

É um sinal de uma menina que anseia por algo mais. É um sinal de uma menina que está tentando encher o seu ego através dos louvores e elogios de seus amigos. Uma menina que deseja atenção de rapazes e tem a esperança de que eles vão notar uma de suas fotos. Uma menina que quer parecer confiante, mas é fraca e solitária no interior. Uma menina que gosta de seduzir os rapazes fazendo com que eles “queiram o que não podem ter.”

Selfies sedutoras são nada mais do que imagens que gritam, “Olhe para mim!”. Elas são uma oportunidade para apontar os holofotes sobre si mesma por um breve momento e esperar que alguém note.

Como garotas cristãs, Deus nos chama para um padrão muito elevado para ficarmos jogando o jogo “selfie sedutora”.

Todo o propósito de nossas vidas é apontar outros a Cristo, não para nós mesmas. Esse tipo de foto nunca é centrada em Cristo, mas é sempre centrada em sí mesma. Deus nos chama a viver uma vida moralmente pura em todos os sentidos. Postando fotos sedutoras de si mesma, você não está promovendo a pureza ou santidade dentro do corpo de Cristo.

Desde aquele dia no telhado, Deus me deu convicção de pecado acerca da motivação e condição do meu coração. Diga-me se você acha que selfies sedutoras não são erradas de acordo com Efésios 5:1,3: “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados. Mas a impudicícia e toda sorte de impurezas ou cobiça nem sequer se nomeiem entre vós, como convém a santos”.

O que você acha?

Primeiro somos chamadas a sermos imitadoras (reflexos) de Deus para o mundo que nos rodeia. Você e eu somos filhas de Deus! Precisamos refletir bem o caráter e a pureza de nosso Pai. Em segundo lugar, somos ordenadas a ficar longe de qualquer forma de imoralidade sexual e toda a impureza. Você entendeu isso? “Qualquer forma … toda a impureza”.

Selfies sedutoras não tem chance contra estes versículos.

Nossa cultura nos diz que santidade e pureza é careta e que ser rigorosa demais consigo mesma a levará a uma vida de tédio. Se for esse o caso, então por que há tantas meninas solitárias, tristes, deprimidas, inseguras e carentes?

Deus nos dá padrões de pureza e santidade, porque Ele sabe que é o que é melhor para nós. A verdadeira alegria e contentamento não virá através dos aplausos de seus amigos, ela só virá através de obedecer e honrar a Deus. “Bem-aventurados os irrepreensíveis no seu caminho, que andam na lei do SENHOR. Bem-aventurados os que guardam as suas prescrições e o buscam de todo o coração” Salmo 119:1-2.

Eu sei que você quer ser abençoada por Deus. Tenho certeza! Em vez de ficar se esforçando para alcançar o aplauso vazio deste mundo, se esforce para receber os aplausos gratificantes de seu Rei.
Nada lhe fará mais feliz do que viver para a glória de Deus.

Como garotas cristãs, temos o dever de honrar nosso Rei, em todas as áreas de nossas vidas. Temos a responsabilidade de refletir a imagem de Cristo para o mundo perdido ao redor de nós.

Você vai se juntar a mim em rejeitar a tendência de selfies sedutoras? Você vai dizer não às postagens de fotos que te auto-glorificam e colocam toda a atenção em você?

Nosso mundo precisa desesperadamente de meninas cristãs que estejam dispostas a defender a verdade de Deus, exibindo algo muito maior do que elas mesmas.

Vamos tornar isto pessoal:

Você é culpada por postar selfies sedutoras? Se assim for, qual é a sua motivação por trás das publicações?

Você está disposta a pedir perdão a Deus por não refletir bem a Sua imagem? Se assim for, confesse seus pecados e peça a Deus para criar um coração limpo e puro dentro de você.

De que forma você é tentada a colocar a atenção sobre si mesma, em vez de Deus?

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Cientistas evangélicos criticam criação de embriões que unem humanos e animais

Escultura de híbrido humano e animal feita pelo artista chinês Liu Xue, apresentada na exposição "We are the World". (Foto: Reprodução)

Diante da ideia de unir embriões humanos e animais, bioeticistas cristãos alertam que os experimentos podem gerar animais com vestígios de inteligência humana.

Bioeticistas evangélicos têm reunido esforços contra a proposta do governo dos Estados Unidos de financiar a experimentos que pretendem iniciar a criação de embriões híbridos — meio humanos e meio animais.

De acordo com a principal agência americana de pesquisa médica, National Institutes of Health, o foco dos experimentos seria estudar as doenças humanas e gerar órgãos humanos em animais, para que eles se tornem potenciais transplantes.

No entanto, bioeticistas cristãos alertam que a pesquisa apelidada de “quimera" — monstros híbridos de diversos animais, que fazem referência à mitologia grega — inclui a destruição de embriões humanos, a criação de animais com vestígios da inteligência humana e com a capacidade de produzir a prole humana.

"Poucas pessoas vão se opor ao uso de animais para a criação de tecidos humanos discretos, como rins ou pâncreas. Mas, se os meios para esse fim envolvem métodos imorais, ou exigem a destruição de seres humanos ainda não nascidos, o fim não justifica os meios", disse ao site Baptist Press o reitor e professor de Filosofia Moral na Union University,  C. Ben Mitchell.

De acordo com Mitchell, a pesquisa proposta poderia levar ao desenvolvimento de uma nova espécie. Sua sugestão é confirmada pelo pesquisador biomédico Charles Patrick, vice-presidente de comunicações no Seminário Batista em Southwestern.

O pesquisar afirma que a inserção do tecido cerebral humano em animais poderia "provocar a transferência de características humanas (tais como inteligência, consciência ou fala) em um animal".

“A Bíblia é clara em Gênesis que Deus criou o homem diferentemente dos animais, e deu autoridade ao homem sobre os animais. Parece prudente ter muito cuidado com as tecnologias que, potencialmente, borram a distinção estabelecida na ordem criada por Deus”, ressalta Patrick.

"Porque não devo tudo ao Feminismo" por Renata Veras


Você deve tudo o que você tem hoje ao feminismo! Quantas vezes você já foi confrontada com essa afirmação? O fato de você estudar, trabalhar e até mesmo está escrevendo ou lendo esse blog... você deve tudo isso ao feminismo.*

Querem nos forçar a ideia de que, como mulheres, devemos tudo a eles. Nossa dignidade, valor, voz, vez, participação, protagonismo, força e direito. O fato é que superestimam o feminismo. Colocam em sua conta feitos dignos de um verdadeiro salvador messiânico.

Sinceramente, não creio ser preciso agradecer por me ‘darem de volta’ o que é meu por natureza, que me foi concedido por Deus e que nunca foi tomado por Ele de mim. (E sim, mesmo nos casos em que outros querem me privar de meus direitos, dignidade e valor não preciso agradecer-lhes por sua luta, pois não creio que suas armas são eficazes e suas soluções verdadeiras. O próprio Deus combate à opressão feminina e as soluções divinas são as únicas suficientes para resolver a questão.)

Não foi o feminismo que me deu humanidade. 
Deus me criou à sua imagem e semelhança, em igualdade de dignidade com o homem.

Não foi o feminismo que me deu dignidade
Em tempos da antiguidade oriental, os povos que seguiam os princípios do Deus da Bíblia já sabiam reconhecer as mulheres com a dignidade que lhes era devida. O povo de Deus se destacava das nações vizinhas que, por seguirem seus próprios ideais, tratavam a mulher como qualquer coisa, menos como mulher. Desde os tempos antigos, entre o povo de Deus, as mulheres já tinham vez, tinham voz. Muitas entraram para a história sem que fosse necessário pisar na cabeça dos homens ou ser superior a eles.

Não foi o feminismo não me deu força
Fui criada ouvindo histórias de mulheres fortes, valentes, guerreiras que desafiaram sistemas opressores por amor a Deus e assim fizeram a diferença. Não preciso de figuras desfiguradas que pretensiosamente se fazem de salvadora das mulheres.

Não foi o feminismo que me deu voz
Mesmo em culturas extremamente fechadas, Deus levantou mulheres e fez suas vozes serem ouvidas. Mulheres foram instrumentos de revelação da vontade de Deus segundo a Sua vontade. E as palavras destas mulheres foram escritas e estão eternizadas nas páginas Sagradas das Escrituras.

Não foi o feminismo que me deu direitos sexuais
Deus deu às mulheres seus direitos sexuais. Eles nunca foram negados. Eles sempre foram projetados de forma a dignificar a mulher e a proteger de perdas e danos físicos, emocionais e morais.

Não foi o feminismo que me deu o direito de trabalhar
Deus sempre deu a mulher não apenas o direito, mas o dever de trabalhar duro, de estudar, de explorar as suas potencialidades – assim como deu ao homem. O mandato cultural sempre foi para ambos.

Feminismo não me deu vez
Cristo simplesmente reiterou o ensino do Pai em sua maneira de tratar as mulheres. Ele naturalmente conviveu com elas, conversou com elas, discipulou muitas delas. Teve muitas como parceiras de ministério. Frisou que ambos são valiosos, necessários e úteis. Que ambos são igualmente dignos de participar de seus planos, cada um no lugar que Ele projetou.

Feminismo não me deu protagonismo
As mulheres que tanto nos inspiram nas Escrituras não eram alienadas da realidade política e social do seu tempo. Mulheres notáveis que humilde e piedosamente protagonizaram momentos históricos de conquistas de seu povo. 


No fundo, o ‘pacote completo’ de conquistas e vantagens que nos é oferecido tira de nós exatamente o que prometem nos dar: a dignidade, o valor. 

O que realmente o feminismo quer me dar, isso eu não quero. Não, obrigada.

Eu não quero o dever de não ser mãe
Eu não quero o direito de matar meus filhos no ventre
Eu não quero o dever de sair de casa
Eu não quero o direito de ter sexo sem compromisso, propósito e sem amor
Eu não quero o dever de me sustentar sozinha
Eu não quero o direito de descartar os homens
E, por fim, não quero ser igual ao homem, exatamente porque fui criada diferente e me alegro em ser MULHER

O que verdadeiramente me tira a dignidade, valor, voz, vez, participação, protagonismo, força e direito é me distanciar do projeto original do Criador. 

Os que me tiraram todas essas coisas ironicamente são os mesmo que querem os louros por teoricamente as terem me dado de volta. Sistemas que desprezam a intenção do Criador e que historicamente transformaram a mulher em objeto ou em vítima.

Mulheres não são vítimas inocentes, não são pobres coitadas que historicamente apenas sofrem inescapavelmente. Pensar assim é macular a memória de incríveis mulheres que marcaram a história. Bem como fazer vista grossa para mulheres terríveis que entristeceram o mundo.

Sim, historicamente as mulheres sofrem – isso é consequência clara e direta do pecado no mundo. Mas essa desigualdade não foi pretendida ou projetada pelo criador, foi um ato deliberado da vontade humana. Aquelas nações ou grupos que entenderam isso e resolveram olhar de volta para o projeto original sempre foram os que tiveram a maior chance de serem curados e tratar as mulheres com mais dignidade porque puderam ver a beleza e a bondade por traz do projeto divino para a mulher.

*É fato que muitos direitos sociais e políticos práticos foram conquistados através do tempo, mas isso não me torna devedora. Na história vemos Deus usando mãos ímpias para fazer a Sua vontade. Isso não significa que sejamos necessariamente seus devedores. Sem mencionar o fato de que nem todas as mulheres fortes e ativas que se empenharam em conquistar esses direitos se identificavam com o movimento. 


terça-feira, 26 de julho de 2016

Bianca Toledo fala como Sarah Sheeva disse que seu casamento era "Revelação de Deus"


No vídeo abaixo é possível saber como a Bianca Toledo ficou sabendo que seu casamento com o pastor Felipe Heiderich era de Deus.

Observe bem às coisas que ela mesma disse que Deus falou com ela.

Um absurdo!



quinta-feira, 14 de julho de 2016

SOBRE OS “CRISTÃOS PROGRESSISTAS” por Franklin Ferreira


Os assim chamados “cristãos progressistas” (alcunha que não é nova, e foi usada, por exemplo, na Polônia, nas décadas de 1950 e 1960 para caracterizar os católicos que apoiaram os comunistas) se notabilizam, hoje, no Brasil, por defender a união civil de pessoas do mesmo sexo, aborto, maioridade penal e todo tipo de estatismo, como bons devotos de uma ordem religiosa, totalmente leais ao Partido e ao santo graal da Ideia. Todos aqueles que não concordam com eles são tratados, simplesmente, como “não-pessoas”. E alguns de seus autores prediletos são Jürgen Moltmann, Hans Küng, Paul Tillich, Rob Bell, Brian McLaren, John Howard Yoder, Rosemary Radford Ruether, Leonardo Boff, Frei Betto, Gustavo Gutiérrez, Severino Croatto, entre outros.

Mas a defesa veemente desses temas são sinais de um mal maior. Até que ponto esses “cristãos progressistas” não têm reinterpretado profundamente a fé cristã, tornando-a em algo amorfo, totalmente distinto daquilo que se pode receber como revelação de Deus nas Escrituras Sagradas?

Parece que há, da parte desses “cristãos progressistas”, uma clara ruptura com “aquilo que foi crido em todo lugar, em todo tempo e por todos [os fiéis]” (Vicente de Lérins); isto é, esses “cristãos progressistas” se caracterizam não só por um afastamento, mas por uma rejeição de todo o ensino consensual entre os cristãos legítimos: a crença no Deus uno e trino, em sua revelação infalível e autoritativa nas Escrituras Sagradas, no pecado original e pessoal, na salvação exclusiva pela livre graça, no nascimento virginal de Cristo Jesus, em seu sacrifício sangrento na cruz, expiatório e substitutivo, em sua ressurreição corporal e em sua segunda vinda, única, visível e pessoal.

Se há, de fato, tal cisão, como reconhecer esses ditos “progressistas” como cristãos? Até que ponto – mais uma vez, se há um afastamento do ensino consensual cristão, como resumido nos antigos credos, aceitos por todos os ramos da fé cristã – não se deve considerá-los como meros “cavalos de Tróia”? Pois estes têm por alvo subverter os alicerces mais básicos da fé e da ética cristã para que a Igreja seja controlada (Gleichschaltung), subordinando-a à agenda do Partido/Estado, inflexível e colossal.

E, me parece, com a derrocada da esquerda na esfera pública, esses “cristãos progressistas” dobraram a aposta, na esfera eclesial, propagandeando com mais virulência, militantemente, suas crenças e valores.

Ao fim, toda noção de cristianismo parece ter sido subvertida pelos “cristãos progressistas”, subordinados que estão a uma Ideia. Se isso é assim, estes não podem ser reconhecidos como cristãos. Pois eles colocam fé na Ideia, não na Revelação. E gnosticismo não é cristianismo.

[O termo “cristão progressista” também foi usado no Brasil nas décadas de 1950 e 1960 para caracterizar os adeptos da teologia da libertação, que “pensavam à frente”, contrapondo-se aos “reacionários”, que, por serem conservadores, estariam “amarrando o progresso”. E, na época, era hegemônico equacionar “progresso” com a noção comunista de história. Os “cristãos progressistas” surgiram nesse momento, supondo que a classe que salvaria o mundo seriam os pobres. Com a derrocada do socialismo no leste europeu, seguindo a nova esquerda, os “cristãos progressistas” entendem que a classe que salvará o mundo será a dos “excluídos” e minorias: mulheres, negros, homossexuais, índios, etc. Agora, enquanto o esquerdismo do PT sai de moda no Brasil e no restante da América Latina, alguns, atrasados em seis décadas, defendem e propagam o “cristianismo progressista”, na contramão da história.]

sábado, 21 de maio de 2016

"Grávida após ser estuprada aos 14 anos, ouvi Deus dizer que o sangue do meu bebê era inocente" Por Crystal Blount



Eu me tornei uma mãe biológica após um estupro. Sei o que muitas pessoas pensam sobre o aborto em casos de estupro e estou compartilhando a minha história para dar um outro ponto de vista a ser considerado.

Entendo como esta questão pode tocar o seu coração e de como pode parecer muito difícil considerar realista a expectativa de que uma mulher leve a termo a gravidez no caso do estupro – que isso pareça impossível de entender. Eu costumava pensar que eu era a única pessoa no mundo a quem isso tinha acontecido. Mas eu não estou sozinha, e agora tenho muitas amigas que passaram pelo mesmo e todas nós saímos muito mais forte dessa.

Eu era uma jovem moça. Como uma caloura do ensino médio de 14 anos, virgem, que frequentava a igreja, esperta, nova, fui estuprada no meu colégio por um rapaz da série seguinte que eu mal conhecia. Eu o conheci em uma classe do nível seguinte de matemática e ele me convenceu a ir um dia ao departamento de música, ele me levou a uma sala escura e me estuprou. Não contei a ninguém por quase três meses, até que eu já não podia mais negar que estava grávida. Eu era a menininha do meu pai e estava devastada porque tinha perdido a minha virgindade que queria guardar para o casamento. Eu não podia suportar o pensamento de decepcionar o meu pai.

Para encurtar a história, tive duas consultas de aborto – uma escondida então eu não teria que contar a meu pai, e a segunda na qual o meu pai mesmo insistiu porque ele estava envergonhado por falhar em proteger a mim e o nome da família. Eu me sentia envergonhada e muito triste por desapontá-lo e com medo de destruir a minha família.

Aqui é onde o bem surge: no caminho para a segunda consulta, eu ouvi Deus me dizendo que o sangue do bebê era inocente e para eu segurar na mão dEle. Pedi a meu pai para parar o carro e disse que eu não sabia o que eu iria fazer (criar o bebê ou dar para adoção), mas que eu iria aceitar a tarefa de levar a criança até o nascimento – a escolher a VIDA para ela. Eu me senti superada pelo dever de proteger esta vida indefesa que crescia dentro de mim. Eu tinha visto o coração dela batendo. Eu soube instantaneamente no carro que não era culpa dela, não importando quem fosse o pai. Eu sabia então que era meu dever e que Deus de alguma forma me daria forças para trazê-la ao mundo.

Foi exatamente o que eu fiz, e com a ajuda de conselheiros, eu escolhi a adoção aberta para minha filha. Escolhi os pais – um casal casado por muitos anos que tentou por sete anos formar uma família. Hoje a minha filha é uma estudante exemplar e terminará o ensino médio em três semanas – um ano adiantada com a idade de 16. Ela foi aceita em quatro universidades, e quer ser um dia cirurgiã de traumatismos da sala de emergência.

Aos 17 anos, eu terminei o ensino médio também. Fui passar dois anos na minha escola dos sonhos, Berklee College of Music em Boston, estudando negócios de música e voz.

Eventualmente eu me mudei para Califórnia e completei meu bacharelado enquanto trabalhava em tempo integral na indústria de entretenimento. Tenho trabalhado agora para uma grande empresa de entretenimento por quase cinco anos, obtive a minha licenciatura em marketing e me casei em 2011. Ganho uma renda média alta, vou à igreja e tenho recentemente trabalhado em perder peso (ate agora já perdi 15 kilos) e escrevendo o meu segundo livro. Sim, eu publiquei o meu primeiro livro em 2011! (‘Orações & Conversa de Travesseiro: A jornada de uma sobrevivente do estupro à auto-estima’¹). Estou atualmente em uma campanha de out-doors na Califórnia através do ‘Direito à Vida – Tulare-Kings’ ², com os palestrantes do ‘Save The 1’³ em cada anúncio. Então, coisas boas estão acontecendo e eu definitivamente me sinto abençoada e tenho um senso de propósito!

Minha família é ótima e nos tornamos mais fortes depois daquela provação. Na verdade, meus pais estão agora casados por ​​32 anos, apesar daquele tempo de verdadeira provação para a nossa família. Meu pai desde então me pede desculpas e diz ser muito grato por eu ter escolhido confiar em Deus em vez de tentar agradá-lo, porque ele ama muito a sua neta!

Minha filha sabe que ela é um dom de Deus. Eu digo isso à ela em todas as oportunidades. Ela se parece muito comigo, e quando eu vejo o sorriso dela, eu vejo como Deus é bom e como ele tomou essa má experiência e fez dela algo bonito!

Apesar dela não conhecer o pai biológico, e provavelmente nunca o conhecerá, ela tem um pai adotivo que a ama muito e morreria por ela, um avô biológico (meu pai) que agora é louco por ela e tão orgulhoso (ele finalmente superou a própria vergonha e nós também estamos mais fortes do que nunca), e muitos tios, tias e primos do meu lado e do lado adotivo, que veem o quão maravilhoso e surpreendente é Deus e de como Ele é capaz de fazer algumas coisas realmente incríveis e milagrosas quando damos os nossos problemas a Ele. Ela é uma adolescente muito feliz que se está descobrindo mais a cada dia – ela ama dança, fotografia e canto.

Como eu curei? Principalmente, por saber que a minha situação foi usada por Deus.

Compartilhando a minha história para ajudar os outros ajuda a me curar também, porque a vergonha não pode viver quando nos recusamos a ficar em silêncio. Ao longo do tempo, e com a ajuda de meus conselheiros, familiares e apoio dos amigos, eu fui capaz de superar muitas lutas. Com a ajuda de conselheiros e oração, eu fui capaz de perdoar o homem que me estuprou. Por quê? Porque, afinal de contas, ele é humano também. Alguém provavelmente o machucou uma vez se ele acha que aquele comportamento era aceitável.

Eu sei que é uma idéia maluca para a maioria, porque eu tive um enorme fardo para carregar por causa do que ele fez, eu suportei muita dor e desisti da minha única filha para adoção depois de carregá-la por nove meses. Foi muito difícil. Eu quase não consegui e quis me machucar muitas vezes porque sentia vergonha. Por muitos anos eu o odiei, o culpei, sentia que o mundo me devia uma e estava brava com Deus. O mundo me disse que eu era fraca, louca, suja e que a minha filha não merecia viver. Mas agora que eu estou em paz com a minha história, isso me deu um incrível testemunho que eu sou abençoada em ver como impacta as pessoas todos os dias. Espero que a minha história seja um encorajamento para você.

Então quando as pessoas me perguntam por que sou pró-vida, é principalmente por duas razões. Em primeiro lugar, porque sinto paixão em defender esses pequeninos corações batendo de que Deus sentiu que tínhamos que proteger, prover e sermos fortes o suficiente para trazê-los ao mundo porque cada vida importa. Em segundo lugar, eu sou pró-vida pelas mulheres e meninas que são tantas vezes deixadas sozinhas, abandonadas, e que sentem que não conseguirão ir adiante. Elas foram ensinadas ao longo da vida em nossa sociedade que o estupro as torna suja e que a gravidez é impensável. Mas os pecados do pai não são os pecados do filho – não mais do que os meus pecados pertencem a você, ou vice-versa. Se aos estupradores não é dada a pena de morte (por ser considerada muito dura), por que os bebês humanos ainda por nascer deveriam ser condenados à morte pelos crimes dos estupradores?

Cada um de nós temos a nossa própria vida para viver – cada um de nós a quem foi dada a oportunidade que a vida é. Eu quero que todos os bebês que ainda não nasceram tenham a oportunidade de vida, não importa o que qualquer um de nós tenha feito – não importa quais os erros que eu cometi, ou quaisquer que sejam os erros que o homem que me estuprou cometeu.

Eu quero que todos nós tenhamos a nossa própria chance de ser amado, de viver, e de ser uma inspiração para este mundo. Eu quero que nós estejamos dispostos a protegermos uns aos outros, e de estarmos lá presentes para as garotas de que alguém se aproveitou – não para fazer com que elas se sintam sujas, envergonhadas e então ter a própria carne e sangue literalmente sugadas de dentro delas.

É meu objetivo agora dizer a cada garota que ela é preciosa, dizer a cada mulher que ela é forte o suficiente para passar através de qualquer coisa, e que há pessoas que querem ajudá-la a passar por isso, apesar do que a sociedade diz. Quero dizer a elas para escolherem a vida porque há pessoas que vão amar esse bebê até o fim do mundo se ela sente que não será uma mãe adequada. E isso é totalmente ok. Eu fui tão abençoada e a minha filha é incrível! Deus ama quando trazemos nossas confusões para Ele, assim Ele pode transformá-las em uma Mensagem.

Espero que se um dia você encontrar uma garota ou uma mulher que esteja lutando com a decisão de escolher a vida para o seu bebê (independentemente das circunstâncias), que você pense em mim, e diga a ela que ela é capaz e pode superar qualquer coisa. Faça ela saber que ela não está sozinha, que há pessoas que fazem disso a missão deles para ajudar, que ela É forte o suficiente para lidar com qualquer coisa que a vida apresente no caminho dela, e que ela pode fazer isso de uma forma que dá a vida e é bonito. Mesmo se engravidar não tenha sido por erro dela, e especialmente se não foi erro dela, ela não deve ser punida em ter que passar por outro trauma, e o bebê dela também não é culpado.

Fonte: Save The 1

Tradução: Tathiane Locatelli
Núcleo de Comunicação Casa Pró-Vida Mãe Imaculada

segunda-feira, 2 de maio de 2016

"Nojinho de Deus e da Família" por Luiz Felipe Pondé

Luiz Felipe Pondé

Os frequentadores de jantares inteligentes não gostam do povo. Mentem quando se dizem preocupados com ele. Essa preocupação só serve para alimentar a vaidade deles ("Como sou bom! Até me sinto mal quando tomo vinho, só de pensar em quem sofre na fila do posto de saúde!"). Outra vantagem de "amar a ideia de povo" é a carteira de "projetos" rentáveis junto ao governo.

Bom, isso nada tem de novo. Qualquer um que olhe a sua volta vê o nojinho que os inteligentes alimentam pelo povo. Ainda que chamem suas empregadas de "Dôdo" ou "Tatá".

Muita gente, nos últimos dias, falou daquilo que para muitos foi um vexame na votação do impeachment na Câmara: "Em nome de Deus, da minha família...".

Mas eu gostaria de aprofundar um pouco o nojinho que aquelas confissões em Deus e na família despertaram nos jantares inteligentes desde o domingão de 17 de abril.

Minha hipótese é simples. Penso que o nojinho aqui vai além do blábláblá sobre a "qualidade de nossos políticos". O nojinho é, na verdade, nojinho de Deus, da religião e da família mesmo.

Poderíamos fazer uma sociologia desse "mundo das letras" no tocante aos afetos, rancores, ressentimentos e solidão que, provavelmente, levaria sua segunda-feira a um astral meio ruim. Por isso, vamos deixar de lado essa sociologia triste.

Seria fácil identificar em muitos ateus rancorosos (mesmo que digam que não) um ódio de Deus que os faz pensar mais Nele do que os crentes o fazem. Quanto mais militante é um ateu, mais problemas ele tem com seu papai ("daddy issues", como se fala em inglês). E o que falar da solidão em meio a livros e aulas, muitas vezes irrelevantes? E a inveja de quem consegue ter uma vida familiar gratificante por anos a fio? Sim, sei que prometi não pegar tão pesado, por isso paro por aqui.

E isso existe mesmo? Existe essa coisa de "vida familiar gratificante"? É possível ser religioso e inteligente? Só alguém sem informação, inculto ou inseguro pode ser religioso, não?

Já voltaremos ao nojinho pela família, mas por agora examinemos o nojinho por Deus e pela religião.

Uma sociologia básica do ateísmo mostra que parece haver alguma relação entre aumento de repertório e dúvidas com relação a fé. Países com alto nível de escolaridade se aproximam do chamado ateísmo orgânico. Ateísmo orgânico é a forma de ateísmo a que se chega sozinho após se informar e refletir sobre deuses e religiões e ver como tanto os deuses quanto as religiões são repetições banais das mesmas crenças ao longo dos séculos. Para não falar de todos os picaretas que roubam centenas de milhares de pessoas ao longo dos séculos com o blábláblá dos "poderes espirituais".

Claro que em épocas do politicamente correto e dos ofendidinhos que empesteiam o mundo com o seu mimimi, todo mundo tem que posar de "doce relativista" e esconder que suspeita que essa "gente simples" que crê em pastores, padres e afins seja gente ignorante que não entende nada da realidade.

Mas a repressão do desprezo por quem acredita nessas bobagens religiosas, tão bem instalada no dia a dia social, explode na hora em que aparece associada a algo "desprezível" como ser contra o PT. É fato que esse desprezo disfarçado de "doce relativismo" está mais presente em gente que tem "fé na luta pela igualdade social". Qualquer pessoa um pouco mais atenta sente o cheiro da condescendência quando essa gente culta é obrigada a conviver com aquela gente estúpida da fé.

E o nojinho da família? Esse é fruto de ideias como "família é o lugar da opressão patriarcal", "família é coisa de gente heteronormativa". Basta alguém dizer que uma mulher é "recatada e do lar" para um exército de chatos e ofendidos saírem de seus buracos e protestarem contra a opressão exercida pelas mulheres "recatadas e do lar" sobre todas as outras que não querem ter recato ou um lar.

O número de pessoas solitárias e sem filhos que ensinam por aí o que é uma família ou como educar um filho nos faria dar risada. Pode-se votar em nome de assassinos "revolucionários", mas em nome da família, jamais.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

André Valadão fere o cerne do Cristianismo


"A cruz não é a revelação do nosso pecado, é a revelação do nosso valor".

Esta frase foi postada na página do Facebook oficial do André Valadão. Mas, se a cruz não revela nosso pecado, qual seria o fundamento dos escritores bíblicos ao falar em propiciação e expiação? Estes são termos que comunicam que a morte de Cristo foi em substituição ao pecador, para pagar a dívida do pecado e aplacar a santa ira divina.
Esse tipo de frase demonstra a perversão do evangelho e mostra como baluartes do segmento gospel tem infiltrado falsos ensinamentos no seio da Igreja. Um dos pontos centrais da fé cristã sofre um ataque por parte do André Valadão, que além de cantor detém o título de pastor, e milhares de pessoas curtem e compartilham. Lamentável!
A cruz não revela nosso valor, revela nossa vileza. Revela também a nossa incapacidade de nos achegarmos a Deus. Cristo Jesus foi quem por graça lavou a igreja com seu sangue, purificando-a de todo o pecado. Sendo assim, o valor da igreja, ou seja, dos crentes que formam o corpo de Cristo, não é outro a não ser o sangue que os redimiu. Por isso o apóstolo Paulo diz que se tem um motivo para vanglória, este motivo é a cruz de Cristo (Gl 6.14). Não há nenhuma passagem bíblica que exalta o valor intrínseco do ser humano, pelo contrário, a Bíblia revela o pecado do homem e a necessidade de purificação mediante a fé em Jesus.
"...pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente por sua graça, por meio da redenção que há em Cristo Jesus". Romanos 3:23,24
Ao dar sequência a este texto lemos que Jesus foi entregue "como sacrifício para propiciação mediante a fé, pelo seu sangue, demonstrando a sua justiça. Em sua tolerância, havia deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; mas, no presente, demonstrou a sua justiça, a fim de ser justo e justificador daquele que tem fé em Jesus". Romanos 3:25,26
Como pode ser facilmente observado na Bíblia, Cristo morreu para não deixar os pecados impunes. Nas palavras de Pedro, o justo morreu pelos injustos , sacrificado pelos NOSSOS PECADOS (1 Pd 3.18).
Que o Senhor faça a igreja no Brasil crescer no conhecimento da verdade, pois, falsos mestres estão aos montes disseminando o humanismo que fala do valor do homem, como se este não fosse pecador e miserável, carente da salvação em Jesus para que não pereça. Tendo piedade do teu povo ó Deus, ele perece por não conhecer tua Palavra.

- Thiago Oliveira
Fonte: Púlpito Cristão

segunda-feira, 28 de março de 2016

Aconselhando um cristão que ouve música do mundo por Vinícius Musselman


Pergunta: Irmãos, gostaria de pedir a opinião de vocês. Como aconselhar um jovem que não consegue deixar de ouvir musica mundana (secular ou do mundo), tendo em vista que isso a atrapalha com sua piedade para com Deus?

Resposta: Paz, irmão.

Antes de tudo, deixe-me dizer que entenderei “mundano” como “pecaminoso”. A Bíblia usa “mundo” de diversas formas, sendo uma delas “um sistema em oposição a Deus”.

sexta-feira, 18 de março de 2016

"Estou desempregado! E agora??" por Josemar Bessa



"Pastor, estou desempregado... o que faço agora?"


O que Deus promete para aqueles que estão desempregados?

Por causa tão somente de Cristo, Deus proverá tudo o que você precisa.

Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno. - Hebreus 4:16
O desemprego não é pecado. Mas todos nós, empregados e desempregados, pecamos. Mas a boa notícia é que, porque Jesus morreu para pagar pelos nossos pecados, se de fato estamos em Jesus Cristo e confiamos Nele, Ele nos dará tudo o que é necessário para nós.

E eu quero dizer tudo - perdão completo, a fé mais forte, sabedoria, resistência, sustento, um trabalho - tudo o que precisamos.

Deus nos livra mesmo de problemas que causamos a nós mesmos.

Você pode fazer tudo certo e ainda ser demitido. Mas e se você causou o teu desemprego? E se você não trabalhou duro, foi pego mentindo ou cometeu erros? Olhe para a promessa de Deus no Salmo 50:15.

“Invoca-me no dia da angústia; Eu te livrarei, e tu me glorificarás.”

Se você realmente confessar qualquer erro, humilhar-se diante de Jesus Cristo, e chamá-Lo, Ele te livrará. Pode haver consequências do que você fez. Mas Deus não se desviará de nós por causa do pecado ou erros.
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"A igreja Efeminada" por Stephen C. Perks



Recentemente fui questionado se seria correto dizer que, na história do mundo, dinastias e civilizações inteiras de fato naufragaram na rocha da homossexualidade. Minha resposta foi que não deveríamos pôr as coisas desse modo. Claro, eu creio que a prática homossexual é imoral e proibida pela Lei de Deus. Todavia, em Romanos 1.21 – 32, Paulo põe dessa forma: deixaram de servir a Deus para servirem à criatura. Como uma consequência, Deus entregou-lhes às paixões impuras. Homossexualidade é julgamento de Deus sobre uma sociedade que abandonou a Deus e adora a criatura em vez do Criador. A apostasia espiritual é a rocha na qual as culturas, incluindo a nossa, foi fundada, e a homossexualidade é o julgamento de Deus sobre tal apostasia. Esta é a razão porque a homossexualidade era uma prática comum entre as antigas culturas pagãs; na verdade, é uma prática comum entre a maioria das culturas pagãs, incluindo a nossa crescente cultura neo-pagã. Em resumo, a ideia de que a tolerância da homossexualidade é um mal que conduzirá ao julgamento de Deus não é bíblica, pois coloca o carro na frente dos bois. É exatamente o contrário! A prevalência da homossexualidade em uma cultura é um sinal seguro de que Deus já tem executado ou está executando sua ira sobre a sociedade por sua apostasia. A causa deste julgamento não é a prática imoral da homossexualidade (apesar dos atos imorais homossexuais); mas sim, sua apostasia espiritual. A prevalência da homossexualidade é o efeito, não a causa da ira de Deus visitando aquela sociedade. E em uma sociedade cristã (ou talvez devesse dizer “pós-cristã”), isso significa, inevitavelmente, que a prevalência da homossexualidade na sociedade é julgamento de Deus sobre a igreja por sua apostasia, sua infidelidade para com Deus, porque o julgamento de Deus começa com a Casa de Deus (1Pe 4.17).
 
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