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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

TRABALHAR FORA OU SER DONA DE CASA?




terça-feira, 25 de outubro de 2016

“Modéstia: Uma Questão do Coração” por Roberta Macedo


Não é objetivo deste breve post apresentar uma lista pormenorizada do que é apropriado ou não para mulheres do sec. XXI no Brasil. Antes, o foco do presente é estudar alguns princípios imutáveis da inerrante e autoritativa Palavra de Deus sobre modéstia.

Inicialmente, devemos conceituar a termo.

O que vem a ser modéstia?

Diversos dicionários equiparam modéstia a pudor, decência, sobriedade, simplicidade. Em inglês, o termo é definido como sinônimo de castidade, propriedade em se vestir, falar e conduzir. Muito interessante observarmos que mesmo um dicionario secular traz uma noção bíblica da palavra modéstia.(1)

Em 1 Tim. 2:9-10, Paulo trata de modéstia sob um aspecto positivo e outro negativo. “Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia, não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos preciosos, mas (como convém a mulheres que fazem profissão de servir a Deus) com boas obras.” No original, a palavra modéstia traz uma ideia de senso de vergonha ou honra, consideração e respeito por outros. Os demais adjetivos trazem semelhante ideia de propriedade, ordem, harmonia (oposto de caos). Num sentido postitivo, vestir-se apropriadamente seria apresentar-se de maneira condizente com o seu corpo, o local, a ocasião, respeitando sua feminilidade e sua posição como filha de Deus. Num sentido negativo o apóstolo lista certas coisas de pessoas que queriam chamar atenção para si usavam (tranças, ouro, pérolas ou vestidos preciosos).
Mas é preciso também apontarmos o que modéstia não significa. Certamente não significa usar algo esquisito, feio, demodê, sem graça, ou ser legalista. Antes, é ser simples, elegante, discreto, sem chamar atenção para si, nem servir de causa de tropeço para outros.

Que outras passagens das Escrituras nos trazem princípios sobre o tema?

Deut 22:5 nos traz o principio de que mulheres não devem se vestir como homens e vice versa. Em 1 Pedro 3:1-4 somos instruídos que o adorno interno é mais importante que o externo. Já em 1 Sam. 16:7 temos que o homem vê o exterior mas Deus vê o coração. Por fim, dentre muitos outros textos que poderíamos citar, temos em 1 Cor 6:19-20 o mandamento de glorificarmos a Deus com os nossos corpos, pois somos templos do Espírito Santo.

É comum tendermos a acreditar que modéstia é um problema recente, da nossa geração; e que a mídia, Hollywood, revistas etc são os grandes responsáveis pela imoralidade que nos rodeia. É indubitável que o problema foi agravado nas últimas décadas, assim como é inquestionável a má influência da mídia de forma geral; mas se quisermos ser luz no meio de uma geração corrupta, precisamos entender também que modéstia é uma questão do coração.

Richard Baxter, um pastor do sec. XVII, certa vez falou para as mulheres de sua congregação que elas deveriam praticar “modéstia em seus guarda-roupas” para evitar despertar paixões nos corações dos homens. Baxter disse mais: “… e vocês não devem colocar uma pedra de tropeço no caminho deles, nem acender o fogo de suas paixões, ou fazer de seus ornamentos uma armadilha, mas vocês devem andar no meio de pessoas pecadoras como quem anda com uma vela entre a palha ou pólvora, senão você poderá ver uma chama que você não tinha previsto, quando será muito tarde para apagá-la” (2)-tradução livre)

Nancy DeMoss (3) usa uma interessante ilustração. Se eu dissesse que uma pessoa está vindo com um longo vestido branco pelo corredor da igreja, você provavelmente saberia qual é a ocasião. Um casamento. Mas como você sabe? Porque vestimenta comunica algo. Comunica algo não apenas sobre o nosso status socio-economico, mas também sobre nossos valores, caráter, costumes.

A Bíblia fala em situações em que se usava saco como sinal de arrependimento ou luto (Ester 4:3). Se uma pessoa estivesse assim vestida, todos de imediato identificavam a mensagem enviada. Temos também exemplos de mensagem sendo enviada quando a mulher adúltera está vestida como uma prostituta (Prov 7:10). A maneira como uma mulher se veste pode indicar que seus motivos não são puros. Tamar, por exemplo, para seduzir um homem que não era o seu marido, tirou as suas vestes de viúva e colocou algo que iria identificá-la como uma prostituta. (Gen 38:13)

Homens são estimulados pelas coisas que veem. Aquilo que usamos transmite uma mensagem, quer façamos propositadamente ou não. Apesar do pecado deles serem ultimamente por suas próprias escolhas, quando nos vestimos de forma provocativa, nós também quebramos a lei de Deus. Em Romanos 14 e 1 Corintios 8, Paulo fala em não sermos pedras de tropeço.

É certo que mulheres enviam mensagens com a forma como elas se vestem. Algumas sabem exatamente que mensagem estão enviando; outras, porém, são “inocentes” ou tão envolvidas com a nossa cultura que simplesmente nem gastam tempo meditando a esse respeito. Mas falta de modéstia envolve bem mais que usar roupas apertadas ou evidenciar partes do corpo. Modéstia, seja em nossas roupas, no que falamos ou em nossas atitudes é uma questão do coração. O que está em nossos corações será evidenciado externamente em todas as áreas de nossas vidas.

Irmãs, que mensagem estamos enviando?

Breves aplicações:

Mães, não deixem para se preocupar com a vestimenta de suas filhas apenas quando estas completarem 18 anos.
Senhoras, sejam exemplo para as mais jovens.
Jovens, não nos aproximemos dos valores e padrões do mundo, pois não pertencemos a ele. Nós fomos chamadas à santidade, para sermos luz no meio de uma geração corrupta.
Exortemos uns aos outros em amor, pois pertencemos a um mesmo corpo.
Examinemos os nossos próprios corações e motivações para que possamos mudar aquilo que desagrada ao Senhor.

Busquemos a Deus, pois dependemos inteiramente dele.
A Cristo, nosso Salvador, seja dada toda a glória.

sábado, 17 de setembro de 2016

“Espere para Namorar até que Possa Casar” por Marshall Segal


Quando jovens deveriam começar a namorar?

Sua resposta depende de por que você pensa que você (ou qualquer outra pessoa) deve começar a namorar em primeiro lugar. Qualquer um pode ver que os custos são geralmente altos: términos esmagadores, pecados sexuais, traições surpreendentes, rejeições repentinas, corações devastados — a dor do amor que nunca andou até o altar.

Então, por que muitos de nós ainda mergulhamos tão rapidamente no namoro?

Bem, em parte porque Satanás mascara os riscos muito bem (Apocalipse 12:9). Ele coloca o romance como um requisito para uma vida boa e projeta todo o resto como sendo vazio, solitário e sem propósito em comparação. Ele tira proveito de nossos desejos e nos convence de que devemos “amar” para que realmente vivamos, de que os maiores prazeres e as experiências mais plenas são encontrados num relacionamento com um namorado ou namorada (ou então com um esposo ou esposa). Ele ameniza as desilusões amorosas e adoça cada pecado sexual com um lindo — mas venenoso — glacê.

Satanás e sua influência dentro e por meio do mundo levam milhões de nós a namorar muito e muito cedo. Isso porque ele ama o que esse tipo de namoro faz conosco.

Eu tive minha primeira “namorada” na sexta série, meu primeiro beijo naquele verão (de outra garota) e, depois disso, uma namorada nova praticamente a cada ano durante o ensino médio. Desde muito novo, eu estava procurando por atenção, segurança e intimidade em garotas ao invés de procurar em Deus. Eu namorei mais cedo que a maioria e mais que a maioria. Meus anos de adolescência foram como um longo novelo de relacionamentos, os quais eram muito sérios para nossas idades. Eles duravam muito tempo e, por isso, terminavam muito dolorosamente. Eu disse “eu te amo” muito cedo e para muitas. E o diabo se sentou no melhor lugar da plateia, amando cada minuto da minha história tão precoce de namoro.

Por que Qualquer Pessoa Deveria Namorar?

A guerra espiritual pelos nossos corações é real, e os riscos são altos, então é vital questionar por que nós pensamos que devemos namorar em primeiro lugar. Por que eu tive uma namorada quando estava com 12 anos (ou 13, 14 e até mesmo 15)?

Muitos de nós desejamos apenas ser felizes, valorizados e pertencer a algum lugar. Imaginamos nossas necessidades mais profundas sendo satisfeitas na intimidade de se estar com uma (ou um) jovem especial.

Todos nós queremos que nossos corações suspirem por alguém ou por alguma coisa. O romance e o mistério do casamento parecem deter as maiores vantagens terrenas do prazer e da amizade. Nós ansiamos ser conhecidos e amados; ansiamos pertencer a alguém, à história de outra pessoa. Nós também desejamos que alguém faça parte da nossa. E todos nós desejamos que nossas vidas valham algo. Queremos contribuir com algo significante para uma causa importante. Queremos fazer a diferença. Não queremos desperdiçar nossas vidas.

Muitos de nós namoramos porque estamos tentando preencher essas necessidades por meio do amor. Se você nos perguntasse, diríamos que estamos “buscando o casamento”, mas muitos de nós não estamos nem sequer perto do casamento — seja em idade, maturidade, educação ou estágio da vida. Nós estamos, na verdade, em busca da felicidade, do pertencimento e da significância, que pensamos que encontraremos no romance.

O que Eu Faria Diferente?

Se eu pudesse fazer tudo de novo, eu não teria namorado no 1º ano do ensino médio (nem no segundo, sequer nos meus dois primeiros anos da faculdade). Eu teria esperado para namorar até que pudesse casar.

Essa reviravolta dentro de mim aconteceu quando comecei a entender as grandes diferenças entre namorar e casar. Um casal de namorados pode até se sentir como casados algumas vezes, mas um casal de namorados nunca é um casal de casados. Entender as distinções entre esses dois relacionamentos nos protegerá de todo o tipo de dor e fracasso no namoro.

O maior prêmio em qualquer vida, independentemente do status de relacionamento, é conhecer Cristo e ser conhecido por ele, é amá-lo e ser amado por ele. O maior prêmio no casamento é a intimidade centrada em Cristo com o cônjuge — conhecer e ser conhecido, amar e ser amado pelo esposo ou esposa. O maior prêmio no namoro é a clareza centrada em Cristo a respeito do casamento (ou em direção ao casamento). Intimidade romântica é mais segurança no contexto do casamento, e o casamento é mais seguro no contexto da clareza. Se queremos ter e aproveitar esse tipo de intimidade centrada em Cristo, precisamos nos casar. E, se queremos nos casar, precisamos buscar clareza sobre com quem nos casar.

Espere para Namorar

Legalmente, pelo menos nos EUA, não podemos nos casar até que tenhamos 18 anos (exceto em Nebraska e Mississippi, onde é preciso ser ainda mais velho —19 e 21 anos, respectivamente).
Além da mera idade, porém, precisamos pensar em algumas perguntas sérias sobre maturidade e estabilidade. Nosso namorado ou namorada amadureceu o suficiente para ter qualquer ideia do que gostaria de ser como esposo ou esposa pelos próximos 50 anos? Nós amadurecemos o suficiente? Algum de nós (ou ambos) será capaz de prover financeiramente para uma família? A fé dele ou dela em Jesus foi testada o suficiente por provas para que estejamos seguros de que é real?

Alguns, sem dúvida, odiarão este conselho — eu tenho certeza que odiaria —, mas todos nós precisamos reconhecer que, apesar de podermos namorar por muito tempo antes de casar, isso não significa que devemos fazê-lo. Não podemos namorar pensando em casar quando o casamento sequer está no radar ainda. Você talvez já esteja sonhando com o casamento (eu estava), mas é realístico que vocês dois se casem logo?

Espere para namorar até que possa casar. Meu conselho — pegue-o ou largue-o — é esperar até que você possa casar prudentemente com ele ou ela nos próximos 18 meses. Isso não significa que você deve casar tão rápido assim. A parte importante é que você pode (se Deus deixou claro que essa é a vontade e o tempo dele para você). Você não achará “18 meses” em nenhum lugar na Bíblia, então você não deveria tratar isso como uma lei de Deus. Mas você pode testar — com o Senhor, com seus pais e com amigos cristãos próximos — se isso parece sábio e seguro para você e para seu coração.

O que Fazer Enquanto Esperamos

Só porque estamos esperando para namorar, não significa que estamos esperando sentados. A vida nunca é somente nem principalmente sobre amor e casamento. Nossa vida agora é sobre Jesus — seu amor por nós e seus planos para nós —, independentemente se estamos solteiros ou casados, se temos 16 ou 60 anos.

Deus tem muito mais no estoque para você do que qualquer relacionamento poderia oferecer. Ele quer dizer algo espetacular por meio de você e da sua vida jovem. Ele quer usar você e seus dons para mudar vidas de outras pessoas. Se ele deseja que você se case, ele quer fazê-lo um futuro esposo ou esposa forte e cuidadoso. Ele quer mostrar ao mundo onde encontrar felicidade por meio da sua alegria.

Você não precisa de um namorado ou namorada para experienciar nenhum dos sonhos de Deus nos seus anos jovens. Então, se não é para namorar, o que fazer?

1. Seja um exemplo de coragem e fé para outros.

1 Timóteo 4:12

Talvez você ainda não possa votar nem mesmo dirigir, mas você pode fazer sua vida dizer algo sobre Jesus. Seu discurso – a linguagem e a atitude que você usa com sua família e amigos — diz algo sobre Jesus agora. Seu comportamento — as decisões que você faz todos os dias sobre o que fazer ou não, as maneiras com que você se encaixa com o resto do mundo ou não — fala ao mundo sobre Deus. Seu amor — a maneira pela qual você trata as pessoas em sua vida — diz algo sobre como você tem sido amado por Deus. Sua santidade — seu comprometimento em confiar em Deus e em sua palavra e em priorizar ele acima de qualquer prazer ou experiência prematura — prega o evangelho aos seus pares escravizados em seus próprios desejos.

2. Viva para servir, não para ser servido.

“Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus; se alguém serve, faça-o na força que Deus supre, para que, em todas as coisas, seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo […]” (1 Pedro 4:10-11)

A maioria das pessoas jovens é tão consumida pelas suas próprias necessidades e desejos que se esquecem das necessidades das pessoas ao seu redor. Mas você é capaz de muito mais do que mexer em redes sociais, comprar e jogar videogames. Olhe, por exemplo, para o que os adolescentes realizaram nas Olimpíadas: jovens de 15 ou 16 anos ganhando ouro contra os melhores do mundo.

E se você decidir usar os dons que Deus lhe deu para fazer a diferença na vida de alguém? Você poderia servir em algum ministério na igreja, mentorear alguém mais jovem ou perguntar ao seu redor sobre as necessidades de sua vizinhança. Você é capaz de muito mais do que o mundo espera de você. Viva de tal forma “que, em todas as coisas, seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo” através de você.

3. Empenhe-se para se tornar o futuro cônjuge que Deus o chama para ser.

“As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor; porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo. […] Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela.” (Efésios 5:22-25)

Alguns de nós talvez nasceram querendo casar, mas nenhum de nós nasceu pronto para casar. O chamado para amar o cônjuge é o chamado para viver a melhor história jamais contada — o próprio Deus veio em carne para morrer por sua noiva pecadora, a Igreja. Nossos instintos naturais não são de morrer para nós mesmos por outra pessoa, mesmo que seja uma pessoa de quem gostemos muito.

Até que você esteja pronto para namorar, Deus estará preparando-o para amar bem, transformando-o de um degrau de prontidão para outro (2 Coríntios 3:18).

4. Choque todos ao redor de você com alegria enquanto você espera.

“[…] não cessamos de orar por vós e de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual; a fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no pleno conhecimento de Deus; sendo fortalecidos com todo o poder, segundo a força da sua glória, em toda a perseverança e longanimidade; com alegria.” (Colossenses 1:9-11)

Ninguém precisa procurar tão longe para encontrar pessoas solteiras azedas, homens e mulheres jovens queixando-se de solidão enquanto todo mundo está namorando alguém. É muito mais difícil encontrar pessoas jovens achando sua identidade, felicidade e segurança em outro lugar.

Surpreenda seus amigos (e todo mundo) sendo contente com o fato de esperar para namorar até que possa casar uma vez que você já tem tudo o que precisa em Deus.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

“Honrando o Chamado Bíblico da Maternidade” por John Piper


“Tu, porém, tens observado a minha doutrina, procedimento, intenção, fé, longanimidade, amor, perseverança, as minhas perseguições e aflições, quais as que sofri em Antioquia, em Icônio, em Listra; quantas perseguições suportei! e de todas o Senhor me livrou. E na verdade todos os que querem viver piamente em Cristo Jesus padecerão perseguições. Mas os homens maus e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados. Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido, e que desde a infância sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela que há em Cristo Jesus. Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça;  para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra.” 2 Timóteo 3:10-17

Meu objetivo nesse sermão é honrar a maternidade e dessa forma glorificar a Jesus Cristo, que projetou isso, criou e abençoou isso através de sua encarnação no útero de Maria e através de suas palavras ditas da cruz para João,em um dos mais belos atos de cuidado final para com Maria;  “[João] eis aí tua mãe” (João 19:27)

O que eu quero homenagear nessa mensagem é o chamado bíblico na vida da mulher para tecer um tecido da vida familiar de compromisso ao seu marido e seu chamado, compromisso com seus filhos e seu treinamento, e compromisso com Cristo e sua glória. Em outras palavras, eu quero honrar o chamado bíblico que faz com que casamento, maternidade e gerenciamento do lar, no contexto de um discipulado cristão radical, sejam o centro, o coração, os compromissos dominantes na vida de uma mulher.

Existem milhares de mulheres solteiras, e muitas delas se manterão solteiras. Deus derrama sua graça nesse caso – uma graça muito especial, e para muitos até mesmo um chamado. Há mulheres que são mães solteiras e o elemento do casamento no chamado que eu descrevi faz muita falta. Jesus Cristo também derrama sua graça nesse caso. Existem mulheres que se casaram e não podem, ou que juntamente com seus maridos decidiram não ter filhos. Jesus derrama sua graça nesse caso.

E existem também mães que além de seus filhos, cuidam de seus maridos e gerenciam suas casas e tem ainda um trabalho de meio período ou de período integral fora de casa – algumas delas porque precisam (como as mães solteiras, por exemplo) , outras porque vêem isso como parte do seu chamado e encontram formas criativas de interligar suas agendas de maneira que não prejudicam o seu compromisso principal em casa e outras, infelizmente, porque não consideram como compromisso principal o cuidar do marido e dar o suporte para o chamado dele, dedicar suas vidas aos seus filhos e gerenciar o lar para a glória de Cristo. Elas simplesmente absorveram os valores do mundo da televisão, mídia, e amigos sem uma visão bíblica.

O objetivo desse sermão

Meu interesse não é endereçar todas essas circunstâncias. Meu objetivo é encorajar as mulheres – e existem milhares de vocês – que acreditam que o chamado de Deus na sua vida é o casamento, o alegre suporte ao marido e ao chamado dele, demonstrando dessa forma como é a relação entre Cristo e a igreja, a maternidade, a transmissão para seus filhos de uma visão centralizada em Deus e cujo tesouro é Cristo, e também o gerenciamento da casa, a criação de um belo e simples lugar e um organismo vivo chamado Lar que se tornará, não somente para a família, mas também para a comunidade, um refúgio da paz de Cristo e fonte da justiça de Deus.

Mulheres como vocês que sentem esse chamado são aquelas a quem eu quero encorajar com essa mensagem, o seu papel é aquele o qual eu desejo homenagear de maneira especial hoje, porque você provavelmente não receberá encorajamento ou homenagens do mundo secular. Eles não sabem do que eu estou falando. Casamento é uma parábola de Cristo e sua igreja? Maternidade como uma transmissão de vida-para-vida de uma visão centrada em Deus, tendo Cristo como tesouro? O gerenciamento do lar como a criação de um organismo vivo que nutre a paz de Cristo e a justiça de Deus? O mundo não entende essas coisas.

Esse é um chamado crucial, sagrado e muito alto que muitas de vocês abraçam mesmo com o pouco entendimento ou encorajamento do mundo. Vocês são aquelas que ouviram Tito 2:4-5 , não como uma obrigação mas como uma libertação. Paulo disse a Tito que as mulheres mais velhas devem “instruir as jovens recém casadas a amarem ao marido e a seus filhos, a serem sensatas, honestas, boas donas de casa, bondosas, sujeitas ao marido , para que a palavra de Deus não seja difamada.” Você ouviu esse chamado tão rico, profundo, precioso, alto e sagrado, que confirma os desejos do coração como sendo absolutamente essencial para a formação de uma igreja e cultura centralizada em Deus, e que exalta a Cristo.

A você eu direciono essa mensagem como uma palavra de honra e encorajamento. Para fazer isso eu quero gastar parte do meu tempo em I Timóteo 2 e outra parte do meu tempo, como forma de ilustração das Escrituras, pagar um tributo à minha própria mãe que viveu esse chamado tão fielmente.

Primeiramente, olhe comigo para 2 Timóteo 3:14-15

“Tu, porém[Timóteo], permanece naquilo que aprendeste [marque essas palavras], e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido,
E que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras[isso sinaliza para nós quem foi que o ensinou essas coisas], que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus.”

Através de quem Timóteo aprendeu a Palavra?

Eu quero que você veja duas coisas. Primeiro, de quem Paulo está falando no versículo 14 quando ele diz: “sabendo de quem o tens aprendido”? Ele está falando de Eunice e Loide, a mãe e a avó de Timóteo. Existem três pistas que nos levam a essa conclusão. Primeiramente, Paulo se refere a essa aprendizado como tendo sido adquirido na “meninice”. Segundo, nós vemos em 2 Timóteo 1:5 essas palavras, “pela recordação que guardo de tua fé sem fingimento, a mesma que, primeiramente, habitou em tua avó Loide e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também em ti.” Então Paulo já havia conectado a fé de Timóteo com o que ele havia aprendido de sua mãe e avó.

A terceira pista é a resposta para a questão: Por que Paulo não se refere ao pai de Timóteo? A resposta é encontrada em Atos 16:1 onde Lucas nos fala sobre como Paulo escolheu Timóteo em primeiro lugar para ser seu parceiro de missões. “Chegou também a Derbe e a Listra. Havia ali um discípulo chamado Timoteo, filho de uma judia crente, mas de pai grego” Então, Timóteo é o produto de um lar com uma mãe crente e um pai descrente. É por conta disso que Paulo não diz que Timóteo aprendeu as Escrituras com seu pai. Ele não aprendeu com o pai. Seu pai não acreditava nelas, mas sua mãe e avó sim. É a isso que Paulo está se referindo em 2 Timóteo 3:14.

Lembrar-se do caráter de sua mãe piedosa é um grande incentivo a se agarrar às Escrituras como ela te ensinou.

Agora a segunda coisa a perceber nesse versículo é que lembrar-se do caráter de sua mãe piedosa é um grande incentivo para se agarrar às Escrituras como ela te ensinou.

Vamos ler de novo para poder ver isso. Versículo 14: “Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado..” – isso significa, não desista da sua fé, não desista das Escrituras, não desista de sua salvação. E então vêm as palavras cruciais se referindo de volta para Loide e Eunice: “sabendo de quem tens aprendido”

Em outras palavras, Timóteo, um dos caminhos – não somente o único – um dos caminhos de fortalecer sua fé e perseverar em tempos difíceis, e não desistir das Escrituras é se lembrar de quem te apresentou para a palavra de Deus e o caminho da salvação. Lembre-se de sua mãe e de sua avó.

Vamos deixar isso bem claro: o apóstolo de Jesus Cristo nesse texto confere à maternidade e ao auxilio da avó na criação dos netos uma grande homenagem. Você tem um chamado que pode se tornar uma base de fé que será lembrada por muito tempo, não apenas para as suas crianças – preste atenção nisso – mas para um numero indeterminado de pessoas que serão afetadas por seus filhos. E isso é um acréscimo a todos os outros milhares de efeitos que a fé trás à sua vida.

Um tributo à Rute Piper

Agora eu me volto para ilustrar essa homenagem pagando um tributo à minha mãe, Rute Piper. Eu tenho dois documentos. Um que eu escrevi sobre minha mãe e outro que meu pai escreveu, os dois foram escritos há trinta anos atrás. Eu lerei algumas partes da minha lembrança para ilustrar algumas das virtudes e do comprometimento de minha mãe enquanto ela viveu esse chamado de esposa, mãe e gerente do lar.

Primeiro, a Glória de Deus era suprema para minha mãe, eu escrevi:

Eu nunca apanhei por suja as minhas calças mas apanhei por faltar a igreja O que significa que mamãe se preocupava mais em manter o nome de Deus e minha alma limpa do que com suas próprias mãos .

Segundo: Ela nunca foi cínica com as minhas fraquezas, pelo contrário demonstrava empatia com carinho. Eu escrevi:

Quando eu tive que dar a minha primeira palavra no grupo de jovens. Logo depois do dia da promoção quando todos os ouvintes são mais velhos, ela me mostrou como escrever os pontos mais importantes em um papel e me escutou um pouco antes da ceia enquanto eu treinava com ela; ela nunca me deixou pensar que isso não era questão de vida ou morte.

Terceiro, ela tinha uma preocupação completa em relação ao meu coração, eu escrevi:

Mamãe conhecia o Bom Livro – especialmente os Provérbios; anos depois quando eu estava três milhões de milhas distante ela continuava a fazer citações de Provérbios em suas saudações. A mensagem era sempre a mesma – a batida pulsante de seu coração – Seja um filho sábio, seja sábio verdadeiramente Tema a Deus e mantenha o seu coração aquecido.

Em quarto lugar, misturado com a fé ferozmente sincera nas realidades do céu e do inferno e da seriedade da vida cristã, minha mãe tinha um senso de humor totalmente desinibido. Eu escrevi:

Talvez Paulo não conseguisse imitar a fala dos bebês ou a Sra. Loren Jones ou todos os outros personagens em uma peça na igreja mas mamãe conseguia – e como ela ria! Eu a vi junto com a minha avó Mohn – cento e trinta anos no valor da sobriedade alemã -gargalhar até suas lágrimas molharem a toalha de mesa.

As gargalhadas começavam com uma pequena explosão de um soprano que poderia rachar os tímpanos, sua cabeça prateada se atiraria pra trás e seus longos e brancos dentes brilhariam abaixo de seu nariz afilado e seu pescoço bronzeado ficaria vermelho quando seus nervos se encolhiam. Ela era uma visão de saúde e alegria e eu nunca me senti melhor do que quando mamãe ria.

Quinto, ela levava o certo e o errado muito a sério, e me mantinha prestando contas detalhadamente, para que eu soubesse que em todos os conflitos minha mãe se importava muito comigo. Eu escrevi:

E eu raramente ficava mais triste do que quando via mamãe chorando Eu ganhei uma multa por velocidade uma noite e mamãe lamentou como se eu tivesse atirado em alguém. Por todo o caminho até a estação ela chorou e me fez pagar por isso bem ali naquela hora. Uma coisa eu tinha certeza Mamãe se importava muito comigo. Quanto eu devo à minha mãe por minha alma, por meu amor a Cristo, por meu papel como marido, pai e pastor é incalculável!

Agora eu encerro lendo o tributo do meu pai. Tenha em mente o meu propósito- homenagear e encorajar mulheres que abraçaram o chamado bíblico do casamento, maternidade e administração do lar para Cristo e seu reino. Eu vejo o que estou fazendo aqui como do mesmo gênero de Provérbios 31. E eu estou celebrando um belo chamado criado por Deus com a vida de uma mulher que o vivenciou.

Um memorial para Rute, minha esposa
Por: Bill Piper

Ela era uma joia preciosa, muito mais rara do que as safiras, rubis ou diamantes. Sua resplandecência não dependia de nenhum holofote externo ou terrestre. Seu brilho vinha de dentro, brilhava a partir de sua autenticidade de caráter e pureza de alma.

O brilho dançante de sua vida não era resultado de estímulos materiais. Ele vinha de um coração que doou, e doou e doou novamente sem nunca pensar em receber algo em troca. Ele refletia uma vida que amou e amou tanto que esgotou.

Sua beleza era como um altruísmo expandido. Sua vida toda foi para os outros, os amados dela, seus amigos, seus vizinhos e sua igreja. Ela não conhecia um lugar de descanso. As necessidades eram infinitas e sua devoção sempre equilibrou as demandas. Cansaço profundo de mente e corpo nunca a deteve.

A enorme riqueza de seu caráter era mais demonstrada em sua bondade incansável. Todos os que a conheciam sentiam isso, testemunharam isso, experimentaram e acreditaram nisso. Todos os que vinham o circulo de influência de seu brilho eram animados, encorajados, aliviados e abençoados.
Sua beleza não conhecia a vaidade. Ela desdenhou o barato, o mau gosto e o faz de conta. Ela detestava tudo que fosse falso, e hipócrita. Sua autenticidade era transparente. Ela irradiava coisas reais. A vida para ela não era nenhuma palhaçada ou uma charada, mas uma expressão diária de sinceridade sem vícios.

Sua glória surgiu de um amor à vida. Suas atividades nunca cessavam e sua energia parecia sem limites. Sua risada espontânea e seu sorriso contagiante alegravam a todos que a conheciam. Ela aproveitava o fato de estar viva, e sua vida tinha beleza e propósito.

Ela era uma síntese da mulher virtuosa. Ela se vestia com força e honra. Meu coração confiava nela com segurança. Ela cuidou bem de todos os negócios da família. Ela acende o óleo á meia noite.  Suas mãos nunca foram ociosas. Sua boca era cheia de sabedoria e sua língua era a lei da bondade. Seus filhos cresceram para louvá-la.

Ela era modesta, tanto que quase errava. Sempre uma dama. Sempre uma rainha. Ela se portava com equilíbrio e grande dignidade sem pompa, falsa religiosidade ou cerimônia. Tendências modernas de estilo eram ignoradas se ofendiam sua sensibilidade ou violavam suas convicções. Ela nunca procurou por louvor ou popularidade, se contentava sempre em servir com um espírito de harmonia e auto-abnegação.

Ela era uma mulher prática. Nunca esbanjava. Nunca gastava demais. Eu era o sonhador. Ela evitava o desnecessário e o excessivo. Satisfeita sempre com as coisas simples, ela evitava o que fosse tolo e vão. Os julgamentos precediam suas decisões. Nunca fazia deles um desfile, ela se abstinha de superficialidade, pretenciosidade, coisas desnecessárias e que não eram práticas..

A luz de sua devoção e o aroma de seu caráter vive perpetuamente como uma benção na vida daqueles que a amaram. Seu testemunho não será perdido. Seu compromisso com Cristo não foi em vão. Seu marido e seus filhos e todos os seus descendentes crescerão e a chamarão ditosa.

Esse sermão é um cumprimento daquela profecia, e eu oro pra que ele seja uma honra e um encorajamento para todas a mulheres que abraçaram o chamado bíblico do casamento, o alegre suporte do marido e ao chamado dele refletindo o relacionamento entre Cristo e a Igreja, e a maternidade, a transmissão de uma visão centrada em Deus e tendo Cristo como um tesouro para suas crianças, a administração do lar, a criação de um lugar lindo e simples que funcione como um organismo vivo que se torne um refugio da paz de Cristo e uma lugar de propagação da justiça de Deus.

sábado, 20 de agosto de 2016

“O Que Uma Mulher Cristã Sabe Sobre Beleza ” por Rebecca VanDoodewaard


Tem havido muita conversa sobre a beleza por aqui ultimamente. Um amigo até rotulou a conversa como “ADB – A Discussão sobre Beleza”. Nós temos arrastado Agostinho, reformadores, puritanos, filósofos e os Mahaneys na discussão para nos ajudar e ajudar nossas filhas a pensarem sobre as mulheres e sobre a beleza como cristãs. Aqui estão cinco pontos:

A beleza física é tão real quanto à beleza espiritual. 

A nossa cultura diz às mulheres que a beleza física é tudo que importa. Alguns cristãos reagem a isso dizendo que a beleza espiritual é a única beleza real. Mas isso não é verdade; Deus criou o real, a beleza física, e neste mundo vemos muito disso, inclusive em outras pessoas. Algo puramente físico pode ser bonito (a flor, o pôr do sol, e o cabelo de Taylor Swift) e nós podemos ser gratos por isso. Há uma tensão entre a beleza física e a espiritual, enquanto nós nos esforçamos para manter o corpo e cultivar a alma, mas uma não é menos real do que a outra, embora uma seja menos valiosa do que a outra.

Beleza pode mentir. 

Embora este mundo esteja cheio de beleza física, não é a beleza que já foi uma vez. Deus criou a beleza, a bondade e a verdade para serem aspectos de uma mesma coisa (o refletir de Sua perfeição), mas em um mundo caído de Genesis 3 as três já não andam mais juntas o tempo todo. É por isso que você pode ter uma mulher bonita, sem discrição (Prov. 11:22) e uma mulher enrugada e fraca , porém cheia de bondade, compaixão e paciência. Beleza exterior nem sempre diz a verdade. George Eliot disse: “longos cílios escuros- o que pode ser mais requintado? Acho que é impossível não esperar alguma profundidade da alma por trás de um profundo olho cinza com longos cílios escuros, porém uma experiência me mostrou que eles podem ir junto com o engano, peculato e estupidez …. Em certa demora, alguém começa a suspeitar que não existe uma correlação direta entre cílios e moral … “. E é por isso que esta questão é tão complicada. O pecado cortou a beleza da verdade e do bem, Satanás distorce e abusa da beleza, e temos a tendência de olhar para o lado de fora (1 Sam 16: 7.), somos atraídos pela beleza, mesmo quando ela é divorciada ou está em oposição à bondade e verdade.

Nossas ideias de beleza são mais informadas pelos padrões culturais do que pensamos. 

Na Europa medieval, as mulheres arrancaram seus finos cabelos para darem-se testas altas. Belezas renascentistas foram muito acima do peso para os nossos padrões. Em outras culturas ao redor do mundo, pescoços longos, lábios esticados e cabeças raspadas desafiam as nossas ideias de beleza como meramente culturais e temporais e não atemporais e universais. Nós certamente temos dificuldade em pensar fora da nossa caixa cultural, mesmo quando temos de lidar com passagens da Escritura que exaltam os cabelos grisalhos como uma coisa boa.

Não somos lindas do jeito que somos. 

Há uma batalha acontecendo na cultura secular sobre beleza. Ambos os lados afirmam que a beleza é extraordinariamente importante. Um lado, no entanto, diz que tudo o que estamos fazendo não é suficiente: precisamos ser mais finas, ter o cabelo mais cheio, olhos maiores, as roupas mais caras e por aí vai, a fim de sermos realmente bonitas. Depois, há o outro lado (eu tenho certeza que você já viu os anúncios): toda mulher é bonita do jeito que ela é. Não é verdade. Qualquer um que pensa que elas são perfeitamente lindas apenas como elas são ou está na pré-escola ou tem problemas de percepção. É por isso que, quando você perguntar às mulheres o que não gosta em sua aparência, elas podem citar pelo menos algumas coisas. E elas podem estar certas: manchas e rugas e todas essas coisas são feias, não bonitas (Ef 5:27). Nós temos coisas erradas com a nossa aparência, tanto quanto temos coisas erradas com as nossas almas, e não há muito que possamos fazer sobre isso. Gênesis 3 não só nos fez pecadores: também nos fez feias, embora não tão feias como poderíamos ser, felizmente! Assim como no resto da criação, Deus preservou muita beleza em nós, embora todos nós saibamos que ficamos aquém do padrão estético, tal como fazemos moralmente.

Seremos bonitas. 

Exatamente onde a nossa cultura nos deixa pendurado (não estamos perfeitamente lindas e é uma batalha perdida) é o lugar onde as promessas da Palavra tornam-se especialmente claras. Nossos corpos estão definhando. Com o passar dos anos, eles estão ficando mais enrugados, flácidos, manchados, curvados e incolores. E enquanto uma mulher cristã cuida de seu corpo como um templo do Espírito (1 Cor 6, 19-20.), ela pode ser satisfeita e sensata durante este processo. Podemos real e verdadeiramente envelhecer graciosamente no sentido mais pleno, sabendo que este é o corpo físico temporário que um dia vai ser deixado de lado e depois receberemos de volta como um corpo espiritual perfeitamente refeito: forte, saudável e muito bonito.

Talvez três palavras devam moldar nossos pensamentos sobre a beleza: a mortalidade, a humildade e a fecundidade. Esses órgãos são temporários e há um limite do que podemos fazer para fortalecê-los enquanto nós os temos. Nós somos mortais: temos uma data de expiração da mesma forma como o leite na geladeira. A mortalidade deveria nos fazer humildes, não deveria? A pessoa de 20 anos mais linda deve se sentir sóbria quando se lembrar de que um dia seu belo rosto e corpo estarão em uma sepultura e as pessoas não vão querer vê-la. É aí que a fecundidade traz equilíbrio. Se estamos todos destinados à sepultura, o que vamos fazer com esses corpos que ocupam muito tempo e esforço? Frutificar. Sabemos que fruto estamos nutrindo: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio.

Sabendo que somos mortais e que vamos morrer, devemos nos esforçar para sermos saudáveis e em bom condicionamento, não por causa da pressão cultural, mas porque somos capazes de servir aos outros. Admitindo-se que nossos corpos estão caídos, ainda abundamos de amor ao próximo. Podemos esconder as manchas e rugas com um pouco de maquiagem, demonstrando bondade para com as pessoas que têm de olhar para nós. E nós podemos usar o autocontrole e humildade ao nos vestir, ao fazer o cabelo e todo o resto, porque vamos ter de dar conta de como passamos cada minuto e cada dólar. Felizmente, é nessa segunda vinda que também receberemos não somente novos corpos, mas também mentes e almas perfeitamente capazes de usá-los da maneira que melhor traz glória a Deus. Vamos começar a praticar agora.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

“Porque Garotas Cristãs Postam Selfies Sedutoras” por Kristen Clark


Quando eu estava no ensino médio, Bethany e eu decidimos que queríamos fazer uma sessão de fotos bem legal de nós mesmas.

Colocamos as roupas mais modernas que poderíamos encontrar, nos cobrimos com jóias, colocamos duas camadas de rímel e nos dirigimos a um lugar privilegiado – o nosso telhado. Recrutamos (imploramos) uma de nossas irmãs mais novas para ser a nossa fotógrafa. Todas nós subimos ao telhado de nossa casa e ela começou a tirar as fotos.

Sim, um telhado é um lugar inusitado para fazer uma sessão de fotos, mas nós fizemos lá para que a perfeita brisa de top model soprasse direitinho o nosso cabelo. Para cada foto, nós posavámos exatamente do jeito que tínhamos visto as modelos profissionais fazerem – com os lábios franzidos, uma sobrancelha erguida, a mão no quadril e olhos sérios.

Sem que ninguém nos ensinasse como posar sedutoramente, nós fomos “profissionais” e sabíamos exatamente o que fazer. Nós postamos nossa sessão de fotos no Facebook com todo orgulho e esperamos os elogios aparecerem.

Sedução é a nova norma.

Infelizmente, vivemos em uma cultura que treina as nossas mentes para ver sedução como norma a partir de uma idade muito jovem. Basta dar uma rápida caminhada pelo shopping e você verá cartazes atrás de cartazes com modelos em pose sensual. Desde a invenção do Pinterest, Instagram e outros aplicativos, imagem sensuais estão em nossa frente mais do que nunca.

Como garotas cristãs, estamos sendo bombardeadas por mensagens de nossa cultura que sedução e poses sensuais são legais, descoladas e normais. Tirar selfies sedutoras não é mais atrevido… é aceitável e louvável. Por vivermos em um mundo caído, faz sentido que a cultura incentive as garotas a agirem assim.

Faz sentido que as supermodelos e meninas não-cristãs não tenham problema em postar selfies assim.
A pergunta que eu tenho pra você é esta: Por que razão as meninas cristãs estão postando selfies sedutoras?

Fico chocada, às vezes, quando eu entro no meu Instagram e vejo algumas das poses sensuais que minhas amigas cristãs estão postando. O que mais me surpreende é que eu leio os comentários de outros amigos cristãos que estão elogiando as imagens e chamando-as de “lindas”. Como assim? Parece uma epidemia ao longo dos últimos anos.

Por que meninas cristãs gostam tanto de postar selfies sedutoras?

Eu sei a resposta para estas perguntas, porque eu costumava ser uma daquelas meninas. Eu costumava ser a garota por trás do iPhone tirando aquelas selfies sedutoras. Eu era a garota do telhado fazendo uma sessão de fotos para que eu pudesse exibir os resultados para os meus amigos.
Quanto a mim, eu postava as fotos porque queria que os rapazes me notassem. Eu queria que as pessoas elogiassem “o quão bonita eu era”. Eu adorava ouvir o louvor e afirmação dos meus amigos. Nunca foi por um “acidente” que eu postei uma foto minha. Era sempre intencional e planejado. Eu já tinha visto imagens suficientes de modelos da moda para saber como uma foto sensual devia ser.
Muitas de vocês que estão lendo este blog, sabem exatamente do que estou falando, porque você já fez a mesma coisa.

A verdade é que, postar selfies sedutoras é apenas um sintoma exterior de uma questão muito mais profunda.

É um sinal de uma menina que anseia por algo mais. É um sinal de uma menina que está tentando encher o seu ego através dos louvores e elogios de seus amigos. Uma menina que deseja atenção de rapazes e tem a esperança de que eles vão notar uma de suas fotos. Uma menina que quer parecer confiante, mas é fraca e solitária no interior. Uma menina que gosta de seduzir os rapazes fazendo com que eles “queiram o que não podem ter.”

Selfies sedutoras são nada mais do que imagens que gritam, “Olhe para mim!”. Elas são uma oportunidade para apontar os holofotes sobre si mesma por um breve momento e esperar que alguém note.

Como garotas cristãs, Deus nos chama para um padrão muito elevado para ficarmos jogando o jogo “selfie sedutora”.

Todo o propósito de nossas vidas é apontar outros a Cristo, não para nós mesmas. Esse tipo de foto nunca é centrada em Cristo, mas é sempre centrada em sí mesma. Deus nos chama a viver uma vida moralmente pura em todos os sentidos. Postando fotos sedutoras de si mesma, você não está promovendo a pureza ou santidade dentro do corpo de Cristo.

Desde aquele dia no telhado, Deus me deu convicção de pecado acerca da motivação e condição do meu coração. Diga-me se você acha que selfies sedutoras não são erradas de acordo com Efésios 5:1,3: “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados. Mas a impudicícia e toda sorte de impurezas ou cobiça nem sequer se nomeiem entre vós, como convém a santos”.

O que você acha?

Primeiro somos chamadas a sermos imitadoras (reflexos) de Deus para o mundo que nos rodeia. Você e eu somos filhas de Deus! Precisamos refletir bem o caráter e a pureza de nosso Pai. Em segundo lugar, somos ordenadas a ficar longe de qualquer forma de imoralidade sexual e toda a impureza. Você entendeu isso? “Qualquer forma … toda a impureza”.

Selfies sedutoras não tem chance contra estes versículos.

Nossa cultura nos diz que santidade e pureza é careta e que ser rigorosa demais consigo mesma a levará a uma vida de tédio. Se for esse o caso, então por que há tantas meninas solitárias, tristes, deprimidas, inseguras e carentes?

Deus nos dá padrões de pureza e santidade, porque Ele sabe que é o que é melhor para nós. A verdadeira alegria e contentamento não virá através dos aplausos de seus amigos, ela só virá através de obedecer e honrar a Deus. “Bem-aventurados os irrepreensíveis no seu caminho, que andam na lei do SENHOR. Bem-aventurados os que guardam as suas prescrições e o buscam de todo o coração” Salmo 119:1-2.

Eu sei que você quer ser abençoada por Deus. Tenho certeza! Em vez de ficar se esforçando para alcançar o aplauso vazio deste mundo, se esforce para receber os aplausos gratificantes de seu Rei.
Nada lhe fará mais feliz do que viver para a glória de Deus.

Como garotas cristãs, temos o dever de honrar nosso Rei, em todas as áreas de nossas vidas. Temos a responsabilidade de refletir a imagem de Cristo para o mundo perdido ao redor de nós.

Você vai se juntar a mim em rejeitar a tendência de selfies sedutoras? Você vai dizer não às postagens de fotos que te auto-glorificam e colocam toda a atenção em você?

Nosso mundo precisa desesperadamente de meninas cristãs que estejam dispostas a defender a verdade de Deus, exibindo algo muito maior do que elas mesmas.

Vamos tornar isto pessoal:

Você é culpada por postar selfies sedutoras? Se assim for, qual é a sua motivação por trás das publicações?

Você está disposta a pedir perdão a Deus por não refletir bem a Sua imagem? Se assim for, confesse seus pecados e peça a Deus para criar um coração limpo e puro dentro de você.

De que forma você é tentada a colocar a atenção sobre si mesma, em vez de Deus?

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

"Porque não devo tudo ao Feminismo" por Renata Veras


Você deve tudo o que você tem hoje ao feminismo! Quantas vezes você já foi confrontada com essa afirmação? O fato de você estudar, trabalhar e até mesmo está escrevendo ou lendo esse blog... você deve tudo isso ao feminismo.*

Querem nos forçar a ideia de que, como mulheres, devemos tudo a eles. Nossa dignidade, valor, voz, vez, participação, protagonismo, força e direito. O fato é que superestimam o feminismo. Colocam em sua conta feitos dignos de um verdadeiro salvador messiânico.

Sinceramente, não creio ser preciso agradecer por me ‘darem de volta’ o que é meu por natureza, que me foi concedido por Deus e que nunca foi tomado por Ele de mim. (E sim, mesmo nos casos em que outros querem me privar de meus direitos, dignidade e valor não preciso agradecer-lhes por sua luta, pois não creio que suas armas são eficazes e suas soluções verdadeiras. O próprio Deus combate à opressão feminina e as soluções divinas são as únicas suficientes para resolver a questão.)

Não foi o feminismo que me deu humanidade. 
Deus me criou à sua imagem e semelhança, em igualdade de dignidade com o homem.

Não foi o feminismo que me deu dignidade
Em tempos da antiguidade oriental, os povos que seguiam os princípios do Deus da Bíblia já sabiam reconhecer as mulheres com a dignidade que lhes era devida. O povo de Deus se destacava das nações vizinhas que, por seguirem seus próprios ideais, tratavam a mulher como qualquer coisa, menos como mulher. Desde os tempos antigos, entre o povo de Deus, as mulheres já tinham vez, tinham voz. Muitas entraram para a história sem que fosse necessário pisar na cabeça dos homens ou ser superior a eles.

Não foi o feminismo não me deu força
Fui criada ouvindo histórias de mulheres fortes, valentes, guerreiras que desafiaram sistemas opressores por amor a Deus e assim fizeram a diferença. Não preciso de figuras desfiguradas que pretensiosamente se fazem de salvadora das mulheres.

Não foi o feminismo que me deu voz
Mesmo em culturas extremamente fechadas, Deus levantou mulheres e fez suas vozes serem ouvidas. Mulheres foram instrumentos de revelação da vontade de Deus segundo a Sua vontade. E as palavras destas mulheres foram escritas e estão eternizadas nas páginas Sagradas das Escrituras.

Não foi o feminismo que me deu direitos sexuais
Deus deu às mulheres seus direitos sexuais. Eles nunca foram negados. Eles sempre foram projetados de forma a dignificar a mulher e a proteger de perdas e danos físicos, emocionais e morais.

Não foi o feminismo que me deu o direito de trabalhar
Deus sempre deu a mulher não apenas o direito, mas o dever de trabalhar duro, de estudar, de explorar as suas potencialidades – assim como deu ao homem. O mandato cultural sempre foi para ambos.

Feminismo não me deu vez
Cristo simplesmente reiterou o ensino do Pai em sua maneira de tratar as mulheres. Ele naturalmente conviveu com elas, conversou com elas, discipulou muitas delas. Teve muitas como parceiras de ministério. Frisou que ambos são valiosos, necessários e úteis. Que ambos são igualmente dignos de participar de seus planos, cada um no lugar que Ele projetou.

Feminismo não me deu protagonismo
As mulheres que tanto nos inspiram nas Escrituras não eram alienadas da realidade política e social do seu tempo. Mulheres notáveis que humilde e piedosamente protagonizaram momentos históricos de conquistas de seu povo. 


No fundo, o ‘pacote completo’ de conquistas e vantagens que nos é oferecido tira de nós exatamente o que prometem nos dar: a dignidade, o valor. 

O que realmente o feminismo quer me dar, isso eu não quero. Não, obrigada.

Eu não quero o dever de não ser mãe
Eu não quero o direito de matar meus filhos no ventre
Eu não quero o dever de sair de casa
Eu não quero o direito de ter sexo sem compromisso, propósito e sem amor
Eu não quero o dever de me sustentar sozinha
Eu não quero o direito de descartar os homens
E, por fim, não quero ser igual ao homem, exatamente porque fui criada diferente e me alegro em ser MULHER

O que verdadeiramente me tira a dignidade, valor, voz, vez, participação, protagonismo, força e direito é me distanciar do projeto original do Criador. 

Os que me tiraram todas essas coisas ironicamente são os mesmo que querem os louros por teoricamente as terem me dado de volta. Sistemas que desprezam a intenção do Criador e que historicamente transformaram a mulher em objeto ou em vítima.

Mulheres não são vítimas inocentes, não são pobres coitadas que historicamente apenas sofrem inescapavelmente. Pensar assim é macular a memória de incríveis mulheres que marcaram a história. Bem como fazer vista grossa para mulheres terríveis que entristeceram o mundo.

Sim, historicamente as mulheres sofrem – isso é consequência clara e direta do pecado no mundo. Mas essa desigualdade não foi pretendida ou projetada pelo criador, foi um ato deliberado da vontade humana. Aquelas nações ou grupos que entenderam isso e resolveram olhar de volta para o projeto original sempre foram os que tiveram a maior chance de serem curados e tratar as mulheres com mais dignidade porque puderam ver a beleza e a bondade por traz do projeto divino para a mulher.

*É fato que muitos direitos sociais e políticos práticos foram conquistados através do tempo, mas isso não me torna devedora. Na história vemos Deus usando mãos ímpias para fazer a Sua vontade. Isso não significa que sejamos necessariamente seus devedores. Sem mencionar o fato de que nem todas as mulheres fortes e ativas que se empenharam em conquistar esses direitos se identificavam com o movimento. 


quinta-feira, 11 de agosto de 2016

"Casamentos são construídos momento a momento" por Paul Tripp


Em What Did You Expect?, Paul Tripp lembra aos leitores de que a reconciliação em um casamento é um estilo de vida, não apenas uma resposta quando as coisas vão mal:

Se você é um pecador casado a um pecador, então é muito perigoso permitir-se um descanso enquanto casal. Vocês simplesmente não viverão um dia juntos sem que algum ato de falta de consideração, interesse próprio, raiva, arrogância, autojustificação, amargura ou deslealdade surja em sua torpe cabeça. Frequentemente será benigno e brando, mas ainda estará lá.

Se vocês desejam ter um casamento que vive em unidade, compreensão e amor, precisam ter uma abordagem “pequenos momentos” em seu casamento. Deus esboçou para nós uma vida que não caminha de momentos grandes e definidores para momentos grandes e definidores. Provavelmente, vocês se lembrarão de duas ou três situações que mudaram suas vidas, e que vocês tenham passado juntos. Todos os dias, deitamos pequenos tijolos na fundação do que nossa vida será. Os tijolos das palavras, das ações, das pequenas decisões, dos pequenos pensamentos e desejos menores – todos trabalham juntos para formar o edifício funcional que é o casamento.

Portanto, você deve ver a si mesmo como um pedreiro matrimonial. Você está diariamente na tarefa de adicionar outra camada de tijolos, que determinará a forma de seu casamento nos dias, semanas e anos porvir. As coisas em um casamento vão mal progressivamente. As coisas tornam-se doces e belas progressivamente. O problema é que simplesmente não prestamos atenção e, por isso, nos permitimos a pensar, desejar, dizer e fazer coisas que não deveríamos.

Aqui estão algumas questões úteis para se considerar:

Você luta pelo seu jeito nas pequenas coisas ou vê isso como uma oportunidade para servir?

Você se permite ir para cama irritado depois de pequenas discordâncias?

Você sai para trabalhar dia após dia sem um momento de carinho?

Você se permite fazer pequenas coisas rudes, que você nunca teria feito no namoro?

Você ainda pede perdão nos pequenos momentos de erro?

Você reclama de como o outro faz coisas menores, quando isso realmente não faz alguma diferença?

Você toma decisões sem consulta?

Você investe em uma amizade íntima no seu casamento?

Você reclama das fraquezas do outro? Ou você as vê como uma oportunidade de encorajar?

Você procura pequenas oportunidades para expressar amor?

Você mantém um registro de erros?

Você regularmente expressa apreciação e respeito?

Você guarda pequenas feridas que antigamente vocês teriam discutido?

Você transforma pequenos pedidos em exigências regulares?

Vocês podem ter um bom casamento, mas precisam entender que um bom casamento não é um dom misterioso. Não, pelo contrário, é um conjunto de compromissos que é forjado em um estilo de vida momento-a-momento.

“O Desejo Sexual e a Garota Solteira (10 conselhos para a pureza)” por Colleen Chao


Imagine guardar um leão naquelas bolsas de transporte para gatos… Por anos. Dia após dia, noite após noite, ele ruge, ele come (muito). A sua energia não tem fim… E ainda assim você o mantem preso.

Como uma garota solteira, nos seus 30 e poucos anos que, pela graça de Deus, se comprometeu a guardar o sexo para o casamento, eu frequentemente me sentia como esse leão aprisionado. Algumas vezes, minhas lutas físicas eram tão grandes, que eu me desesperava; a longa e intensa luta pela pureza, numa cultura sexualmente saturada, parecia impossível. E enquanto havia um diálogo constante sobre as lutas e tentações sexuais masculinas, havia um estranho silêncio quando se tratava de mulheres. Será que eu era parte homem, ou isso também acontecia com as mulheres?

Contudo, quanto mais eu me abria e dividia minhas lutas com outras mulheres solteiras, mais eu percebia que eu realmente era normal e em boa companhia. Então por que não havia ninguém falando sobre isso?

Ou, talvez, a pergunta principal seja por que nós queremos lutar por pureza sexual quando nossos desejos parecem tão naturais e bons – e tantas vezes parecem muito fortes para serem controlados?
Cristo é melhor

Se eu posso testificar alguma coisa, é que eu vi que Cristo é maior que meus desejos sexuais.

Eu nunca esquecerei a conversa que tive com um colega de trabalho agnóstico que, mais uma vez, estava me cobrando por eu não dormir por aí. (Importante dizer que eu nunca dei informações sobre mim no meu trabalho, mas acho que todo mundo já havia descoberto, baseado no meu estilo de vida). A conversa terminou comigo dizendo, “Eric, Jesus é melhor que sexo”. E pelo modo com que ele olhava para mim, eu podia ver que ele desesperadamente queria saber que aquilo era verdade.

Acho que todos nós queremos saber que isso é verdade. Se o sexo é a melhor coisa da vida, o maior prazer que podemos experimentar, estamos em apuros. Sim, sexo é maravilhoso! Desse lado do casamento, posso testificar que Deus criou algo muito bom e prazeroso. Mas nem se compara com os infinitos prazeres que temos em Deus.

Deus criou o sexo, e então nos disse para nos alegrarmos nele apenas dentro do contexto do casamento entre um homem e uma mulher; então se ele nos faz esperar um tempo penosamente longo para isso, Ele está (misericordiosamente) nos ensinando a conhecer nossos mais profundos desejos somente nele. Isso é fácil de dizer; incrivelmente difícil de viver.

De fato, é impossível de viver. Algumas vezes minha luta contra a tentação me levou ao fim de mim mesma e me lembrou que “Tu és o meu Senhor; outro bem não possuo, senão a ti somente” (Salmos 16:2). Eu não podia me gloriar na minha própria força; eu estava profundamente consciente de que o próprio Deus me sustentava e que aparte dele eu rapidamente perderia a batalha.

Ouvindo as suas promessas

Durante aqueles longos anos de solteira, foi aqui que o bicho pegou.

Eu me lembro de ficar batendo no meu travesseiro, chorando angustiosamente, até mesmo gritando, quando a carne parecia muito forte para lutar contra por mais um dia. Mas eram nesses momentos desesperadores que eu via que Deus era exatamente aquilo que ele afirmava ser. Foram nas trincheiras da luta carnal que eu aprendi a confiar nas palavras do meu Comandante.

E Sua Palavra diz que Ele me faz conhecer o caminho da vida, na sua presença há plenitude de alegria, e à sua destra, delícias perpetuamente (Salmos 16:11).

Então, como uma mulher solteira pode andar na sua plenitude de vida e alegria em meio à frustração sexual? Essas são algumas das coisas que me ajudaram:

Memorize e medite na Escritura.

Não consigo enfatizar isso o suficiente. A Palavra de Deus me fortaleceu, sustentou, condenou, encorajou e mudou. A não ser que estejamos constantemente na verdade, nós facilmente cairemos em mentiras.

Seja responsável.

Continue falando! Seja aberta e honesta a mulheres cristãs, seguras e sábias na sua vida. Quando o pecado é levado à luz, ele perde o seu poder e para de condená-la. (E você pode se surpreender em quantas mulheres ao seu redor podem se identificar com sua luta!).

Se exercite e coma bem.

Corra ou faça pilates ou aula de dança. Alimente seu corpo com coisas boas. Assistir a filmes românticos bobos e comer bolo de chocolate não vai ajudar na causa.

Sirva outros.

Transfira suas energias frustradas em cuidado pelas pessoas que lhe rodeiam. Mande uma mensagem encorajadora para alguém que está sofrendo hoje. Sirva uma refeição na sua casa. Entregue café para uma mãe que está em casa com várias crianças.

Não compare.

Não fique olhando para o que os seus amigos casados tem. Os desafios e sofrimentos deles são diferentes. Deus sabe como fazer com que nós necessitemos desesperadamente dele de formas bem diferentes.

Não se importune com os problemas do amanhã.

Deus deu graça abundante para hoje. “Eu vou ficar solteira para o resto da minha vida!”, não diga isso…

Faça um balanço da sua dieta cultural.

Avalie e reavalie seus hábitos, filmes que assiste, as músicas que ouve, as roupas que veste. Você está alimentando ou deixando morrer de fome a luxúria da sua carne?

Defina limites úteis com homens – por você e por eles.

Sair sozinha com um homem nunca me ajudou; normalmente incitava desejos desnecessariamente.

Mantenha um coração agradecido.

Não consigo descrever o quanto essa é uma ferramenta poderosa. Agradeça a Deus por tudo o que você possa imaginar, pequenas ou grandes. É como se fosse uma cirurgia cardíaca instantânea!

Lembre-se da benevolência e da bondade de Deus.

Resistir à tentação sexual por algum período prolongado de tempo pode travar uma guerra contra a nossa crença sobre Deus. Ele é mau, injusto, desinteressado? Por que toda essa angústia para obedecê-lo? Mas conforme I Pedro 4:12, não deveríamos estar surpresos com as provas de fogo que encaramos nessa vida. A melhor notícia desse mundo não é que somos poupados da dor, mas que somos infinitamente amados e perdoados (então nossa dor tem propósito).

Na sua bondade, Deus veio ficar conosco na forma de Jesus, para nos libertar da escravidão do pecado. E não apenas para nos libertar, mas também para se solidarizar com nossa fraqueza. Ele é sensível às nossas lutas e fracassos, e ele é por nós – sempre trabalhando para o nosso eterno bem.

Querida, há tanto em jogo na nossa batalha pela pureza. E se você estragou tudo, bem-vinda ao clube. Cada um de nós está aquém da pureza de Deus de uma forma ou de outra, e todos nós precisamos desesperadamente da sua graça.

Continue voltando ao Amor da sua alma. Continue lutando e confiando pelo poder do Espírito, que está trabalhando dentro de você. Deus é bom e o que ele faz é bom (Salmos 119:68). Enquanto eu reflito nos meus trinta e quatro anos antes do casamento, fico atordoada com a bondade de Deus para comigo, mesmo quando – não, especialmente quando – isso me levou ao fim de mim mesma.

Qual seria uma promessa ou hábito que você poderia aplicar à sua própria luta pela pureza? Que parte da sua luta te deixou se sentindo isolada? Como você pode buscar o encorajamento e a responsabilidade essa semana?

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Luxúria: também um problema de uma garota cristã por Kristen Clark


Eu tenho uma confissão honesta. Como uma jovem garota do ensino médio, meu coração estava cheio de luxúria e eu fiz muito pouco para combatê-la.
Uma noite, Deus comunicou ao meu coração e tudo mudou. Me deparei com um pequeno livro de capa dura que explodiu verdades em meu coração como nunca antes. É o pequeno livro escrito por Josh Harris chamado Sexo não é problema (Lascívia, sim).
Lágrimas escorriam pelo meu rosto quando eu percebi o quão errada e pecaminosa eu tinha sido. Eu me senti suja diante de um Deus Santo e perfeito.
Eu confessei o meu pecado e pedi a Cristo para me perdoar.

A vida passou a ser perfeita depois disso? Nem de perto. Mas agora eu tinha munição e sabia como lutar a batalha feroz em meu próprio coração.
Quando a maioria de nós ouve a palavra luxúria muitas vezes pensamos: “Oh, isso é um problema só de rapazes.” Eu pensava a mesma coisa, mas eu estava muito errada. Como Josh Harris diz, “a luxúria não é um problema apenas de rapazes, é um problema humano.”
Então o que é exatamente a luxúria?

“Luxúria é o desejo sexual que Deus proibiu. Ter luxúria é querer o que você não tem e não foi feito para ter. Luxúria vai além da atração, uma apreciação da beleza, ou mesmo um desejo saudável para o sexo – ela faz com que esses desejos sejam mais importantes do que Deus. A luxúria vai além das diretrizes de Deus para encontrar satisfação.” – Josh Harris.

Basicamente, a luxúria exige gratificação instantânea.

A raiz da luxúria quase sempre começa como um pensamento tentador. O que você faz com esse pensamento (sobre algo que você viu, leu ou ouviu) determina se ele se torna um pecado ou não.
Você pode optar por rejeitar o pensamento ou você pode escolher entretê-lo.
Quando você escolhe entreter um pensamento lascivo, torna-se cada vez mais difícil resistir à próxima vez. Esconder sua luxúria também não a faz ir embora. Muitas meninas cristãs, assim como você, têm um lugar secreto escuro em seu coração que ninguém conhece.

Um lugar onde você pensa e sonha com coisas sexuais de uma forma pecaminosa, lasciva. Um lugar secreto onde você pode ver em particular pornografia. Um lugar secreto onde você se diverte em sua mente com romances eróticos orientados para o sexo.

Você pode parecer pura e feliz por fora, mas por dentro você sabe a verdade sobre o seu coração.
Você sabe a verdade sobre seus pecados secretos. E adivinha quem mais vê tudo que você faz em particular? Deus. Salmo 90:8 diz: “Diante de ti puseste as nossas iniquidades, os nossos pecados ocultos, à luz do teu rosto.”

Só porque os nossos pecados são feitos em segredo não significa que eles são um “segredo”. Deus vê todos eles. Os nossos pecados ocultos ofendem um Deus santo, e haverá consequências.
Os resultados de um coração lascivo é um relacionamento quebrado com Cristo, falta de vontade de crescer espiritualmente, confusão sobre sua identidade sexual, lutas em seu futuro casamento, e uma forte escravidão ao pecado.

Você se torna tão escravo do pecado que você pensava que iria trazer liberdade e prazer.
Como Jesus disse em João 8:34: “Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é escravo do pecado.”

Se você está lutando com pecados lascivos agora, as chances são de que você está fazendo algo para alimentar essa besta horrorosa. Eu sei que eu fazia isso. Eu desafio você a examinar todas as suas ações, pensamentos e atividades. Remova qualquer coisa que está te tentando a pecar.
Aqui estão algumas maneiras pelas quais você poderia estar alimentando o seu desejo por luxúria hoje:
Você alimenta sua luxúria assistindo a filmes ou programas de TV que romantizam o sexo antes do casamento.
Você alimenta sua luxúria pela leitura de romances que incentivam aventura e exploração sexual.
Você alimenta sua luxúria visualizando blogs on-line e sites que promovem a promiscuidade e mostram imagens sexuais.

Você alimenta sua luxúria olhando por tempo demais para pôsteres de modelos com pouca roupa.
Você alimenta sua luxúria olhando os “rapazes sensuais” em seus aplicativos de mídia social.
Você alimenta sua luxúria por: Preencha o espaço em branco ________________________.
Faça o que for preciso para se libertar.

O ponto de mudança na minha vida (no colégio) foi quando eu trouxe o meu pecado à luz. Eu confessei o meu pecado a Deus, então fiz a coisa mais difícil do planeta!
Na verdade, eu confessei o meu pecado de luxúria para os meus pais e pedi a eles para me ajudarem a me tornar responsável pelas minhas próprias ações.
Isso foi SÉRIO.

Trazer o meu pecado à luz e buscar a responsabilização foi uma das melhores (e mais difíceis) coisas que eu fiz, e foi o ponto de mudança na minha batalha. Eu também joguei fora todos os filmes, música e livros que causaram tentação para mim.
O que eu aprendi, e o que eu espero que você aprenda também, é isto:
O pecado sexual não é algo para ser tratado de forma leviana, porque não é tratado de forma leviana por nosso Deus.

Como Paul David Tripp diz: “A questão subjacente a todo pensamento, motivação e comportamento humano é: vou viver a minha identidade como uma criatura de Deus (e ter o comportamento como um filho de Deus) ou vou viver como meu deus com nada mais importante do que a minha própria satisfação?”

Eu sei o quão difícil é a batalha, e minhas orações estão com você. Como filha do Rei, você não está sozinha nesta luta. Deus vai ajudá-la a se libertar. Minha oração para você hoje é que você persiga apaixonadamente o que 1 Tessalonicenses 4:3 diz: “Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição; que cada um de vós saiba possuir o seu corpo em santidade e honra“.

Deus quer que você experimente o incrível, alucinante prazer do sexo puro e santo dentro do casamento um dia.

Não se contente com a versão mundana barata.
Vamos ter uma conversa honesta abaixo. Você tem pecados ocultos que precisam ser confessados a Deus e a seus pais (ou a um mentor sábio)?
Que coisas tornam difíceis para você resistir à tentação de luxúria hoje?
Como você tem sido bem sucedida em superar a luxúria?
Que dicas você daria para uma garota que está atualmente lutando nesta área?


quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Teologia fraca produz mulheres fracas - John Piper


“Teologia fraca não dá a uma mulher um Deus grande o suficiente, forte o suficiente, sábio o suficiente, bom o suficiente para lidar com as realidades da vida de maneira a capacitá-la a magnificá-lo e a seu Filho o tempo todo.” John Piper



 
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