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quarta-feira, 19 de abril de 2017

"Teu casamento pode ser ímpio sem você perceber" por Josemar Bessa


Existe um famoso livro chamado Respectable Sins ( Pecados respeitáveis ). No subtítulo do livro é dito: Confrontando os Pecados que Toleramos.

No meio cristão, muitas vezes fazemos um bom trabalho ao abordar pecados “maiores” como infidelidade, pornografia, relação abusiva... mas temos a tendência de minimizar os pecados “mais respeitáveis” – ou seja que toleramos facilmente.

Quando você olha o índice de conteúdo do livro, alguns tópicos logo se destacam, como pecados que mais facilmente “brilham” em nossas vidas. Coisas que você normalmente tenta minimizar... como raiva, falta de auto-controle, ingratidão... mas há um tópico que é um soco no estômago por ser tão terrível, e tão tolerado.

É o pecado da impiedade... e queremos rapidamente olhar para o pecado da impiedade, e refletir sobre como afeta terrivelmente a caminhada cristã e o casamento.

Assim, à primeira vista, como cristãos, seguidores de Cristo, as pessoas acham que cometem... por isso não lutam... com o pecado da impiedade... ser “ímpio”. Afinal de contas, se alguém é cristão, é porque foi levado a crer em Cristo como seu Salvador, e embora possa agir como um ímpio algumas vezes, os cristãos normalmente não acham que lutar contra o  pecado da impiedade seja um grande batalha para eles.

Bridges faz um bom trabalho no capítulo sobre esse assunto em ajudar o leitor a entender a diferença entre a irreverência, maldade e impiedade. Mas especificamente, Bridges ensina partindo de Romanos 1.18, onde o apóstolo Paulo declara: “Porque do céu se revela a ira de Deus contra toda a impiedade e injustiça dos homens” – Nesta passagem Paulo distingue a impiedade da injustiça.

Impiedade é descrita e descreve uma atitude para com Deus, enquanto a injustiça se refere a ações pecaminosas em si, em pensamento, palavra e ação.

A impiedade pode ser descrita então, como estar vivendo a vida diária com pouco ou nenhum pensamento proposital sobre Deus, sobre a vontade de Deus, sobre a glória de Deus ou sobre a dependência de Deus... Poderíamos continuar aumentando a lista.

Em outras palavras, Deus se torna irrelevante na vida real e diária dessa pessoa e ela vive basicamente – apesar de sua crença, seu cristianismo... – como se Deus de fato não existisse... ou estivesse presente e tivesse que ser honrado como Deus em cada aspecto da vida diária. Por exemplo, alguém faz planos sem sequer considerar Deus totalmente naquela lista que mostramos antes... ou sem reconhecer sua dependência de Deus para levar qualquer plano adiante. Não seria isso óbvio quando a vida de oração é tão tênue? Tiago diz: “Eia agora vós, que dizeis: Hoje, ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos; Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece. Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo.” - Tiago 4:13-15 – Isso é o pecado de impiedade se manifestando.

Muito mais poderia ser dito ou escrito sobre o tópico, mas queríamos olhar sobre como nossos casamentos cristãos podem ser ímpios sem nós nem mesmo percebermos.


Aqui estão alguns exemplos:


1. Como você e seu cônjuge tomam decisões importantes sobre coisas como dinheiro, férias e horários?


Se você está em um casamento ímpio, você vai tomar decisões baseadas mais no que se encaixa no orçamento, o que é conveniente aos horários e como tudo se alinha ao teu calendário. O mesmo que um homem natural faria. No casamento piedoso, por outro lado, as decisões são feitas em oração e processadas entre si em meditação na Palavra e com a comunidade sábia: “O que anda com os sábios ficará sábio, mas o companheiro dos tolos será destruído.” - Provérbios 13:20


 2. Você trabalha de todo o coração para com o Senhor, ou trabalha,  é pai, e ama seu cônjuge com “meio-coração?”

“E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai. Vós, mulheres, estai sujeitas a vossos próprios maridos, como convém no Senhor. Vós, maridos, amai a vossas mulheres, e não vos irriteis contra elas. Vós, filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto é agradável ao Senhor. Vós, pais, não irriteis a vossos filhos, para que não percam o ânimo. Vós, servos, obedecei em tudo a vossos senhores segundo a carne, não servindo só na aparência, como para agradar aos homens, mas em simplicidade de coração, temendo a Deus. E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens” - Colossenses 3:17-23

Na vida e no matrimônio ímpio, a pessoa dá 100% a alguns aspectos de sua vida, mas então vive sem entusiasmo nos outros. Ele não faz TUDO como que diante de Deus. Ou seja, impiedade. Então há dias em que a pessoa dá 100 % para o seu trabalho e, em seguida, dá as sobras e sucatas para sua esposa e filhos. Há dias em que a pessoa se mata no trabalho, servindo com todo o seu coração, mente, alma e força ( como ao Senhor, como Paulo diz ), e então chega em casa e passa passivamente pela esposa e mal tolera os filhos. No casamento piedoso, você tem suas prioridades retas e opta por fazer tudo, trabalhar de todo o coração ao Senhor em todos os aspectos da sua vida.

Poderíamos continuar aumentando a lista... mas acho que cada um de nós pode fazer isso em aspectos particulares de nossa vida e casamento.

Uma maneira melhor

Em vez de viver uma vida ímpia e um casamento ímpio, Paulo desafia seus leitores em Colossenses 1: 9-10 a serem cheios do conhecimento da vontade de Deus em toda a sabedoria espiritual e entendimento, e andar de maneira digna do Senhor, ou seja, consciente sempre da presença dele – o que é piedade o oposto da impiedade. Temos um casamento piedoso? Uma família piedosa? – “Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós, e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual; Para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda a boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus;” - Colossenses 1:9,10

Em vez de viver um casamento ímpio, deseje conduzir teu casamento de uma maneira que seja completamente agradável a Ele e realmente diante dele – Piedade, e não onde Deus é periférico e na verdade irrelevante na maior parte das coisas que compõe o casamento e a família – Impiedade. Não existe percentual de piedade... ou Deus está sendo considerado em tudo, ou não está.

Como dissemos no início, a impiedade pode ser descrita como estar vivendo a vida diária com pouco ou nenhum pensamento proposital sobre Deus, sobre a vontade de Deus, sobre a glória de Deus, ou sobre a dependência de Deus...

Responda a si mesmo: Você tem percebido diariamente as implicações profundas do pecado da impiedade no tua vida e teu casamento?

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

TRABALHAR FORA OU SER DONA DE CASA?




sábado, 17 de setembro de 2016

“Espere para Namorar até que Possa Casar” por Marshall Segal


Quando jovens deveriam começar a namorar?

Sua resposta depende de por que você pensa que você (ou qualquer outra pessoa) deve começar a namorar em primeiro lugar. Qualquer um pode ver que os custos são geralmente altos: términos esmagadores, pecados sexuais, traições surpreendentes, rejeições repentinas, corações devastados — a dor do amor que nunca andou até o altar.

Então, por que muitos de nós ainda mergulhamos tão rapidamente no namoro?

Bem, em parte porque Satanás mascara os riscos muito bem (Apocalipse 12:9). Ele coloca o romance como um requisito para uma vida boa e projeta todo o resto como sendo vazio, solitário e sem propósito em comparação. Ele tira proveito de nossos desejos e nos convence de que devemos “amar” para que realmente vivamos, de que os maiores prazeres e as experiências mais plenas são encontrados num relacionamento com um namorado ou namorada (ou então com um esposo ou esposa). Ele ameniza as desilusões amorosas e adoça cada pecado sexual com um lindo — mas venenoso — glacê.

Satanás e sua influência dentro e por meio do mundo levam milhões de nós a namorar muito e muito cedo. Isso porque ele ama o que esse tipo de namoro faz conosco.

Eu tive minha primeira “namorada” na sexta série, meu primeiro beijo naquele verão (de outra garota) e, depois disso, uma namorada nova praticamente a cada ano durante o ensino médio. Desde muito novo, eu estava procurando por atenção, segurança e intimidade em garotas ao invés de procurar em Deus. Eu namorei mais cedo que a maioria e mais que a maioria. Meus anos de adolescência foram como um longo novelo de relacionamentos, os quais eram muito sérios para nossas idades. Eles duravam muito tempo e, por isso, terminavam muito dolorosamente. Eu disse “eu te amo” muito cedo e para muitas. E o diabo se sentou no melhor lugar da plateia, amando cada minuto da minha história tão precoce de namoro.

Por que Qualquer Pessoa Deveria Namorar?

A guerra espiritual pelos nossos corações é real, e os riscos são altos, então é vital questionar por que nós pensamos que devemos namorar em primeiro lugar. Por que eu tive uma namorada quando estava com 12 anos (ou 13, 14 e até mesmo 15)?

Muitos de nós desejamos apenas ser felizes, valorizados e pertencer a algum lugar. Imaginamos nossas necessidades mais profundas sendo satisfeitas na intimidade de se estar com uma (ou um) jovem especial.

Todos nós queremos que nossos corações suspirem por alguém ou por alguma coisa. O romance e o mistério do casamento parecem deter as maiores vantagens terrenas do prazer e da amizade. Nós ansiamos ser conhecidos e amados; ansiamos pertencer a alguém, à história de outra pessoa. Nós também desejamos que alguém faça parte da nossa. E todos nós desejamos que nossas vidas valham algo. Queremos contribuir com algo significante para uma causa importante. Queremos fazer a diferença. Não queremos desperdiçar nossas vidas.

Muitos de nós namoramos porque estamos tentando preencher essas necessidades por meio do amor. Se você nos perguntasse, diríamos que estamos “buscando o casamento”, mas muitos de nós não estamos nem sequer perto do casamento — seja em idade, maturidade, educação ou estágio da vida. Nós estamos, na verdade, em busca da felicidade, do pertencimento e da significância, que pensamos que encontraremos no romance.

O que Eu Faria Diferente?

Se eu pudesse fazer tudo de novo, eu não teria namorado no 1º ano do ensino médio (nem no segundo, sequer nos meus dois primeiros anos da faculdade). Eu teria esperado para namorar até que pudesse casar.

Essa reviravolta dentro de mim aconteceu quando comecei a entender as grandes diferenças entre namorar e casar. Um casal de namorados pode até se sentir como casados algumas vezes, mas um casal de namorados nunca é um casal de casados. Entender as distinções entre esses dois relacionamentos nos protegerá de todo o tipo de dor e fracasso no namoro.

O maior prêmio em qualquer vida, independentemente do status de relacionamento, é conhecer Cristo e ser conhecido por ele, é amá-lo e ser amado por ele. O maior prêmio no casamento é a intimidade centrada em Cristo com o cônjuge — conhecer e ser conhecido, amar e ser amado pelo esposo ou esposa. O maior prêmio no namoro é a clareza centrada em Cristo a respeito do casamento (ou em direção ao casamento). Intimidade romântica é mais segurança no contexto do casamento, e o casamento é mais seguro no contexto da clareza. Se queremos ter e aproveitar esse tipo de intimidade centrada em Cristo, precisamos nos casar. E, se queremos nos casar, precisamos buscar clareza sobre com quem nos casar.

Espere para Namorar

Legalmente, pelo menos nos EUA, não podemos nos casar até que tenhamos 18 anos (exceto em Nebraska e Mississippi, onde é preciso ser ainda mais velho —19 e 21 anos, respectivamente).
Além da mera idade, porém, precisamos pensar em algumas perguntas sérias sobre maturidade e estabilidade. Nosso namorado ou namorada amadureceu o suficiente para ter qualquer ideia do que gostaria de ser como esposo ou esposa pelos próximos 50 anos? Nós amadurecemos o suficiente? Algum de nós (ou ambos) será capaz de prover financeiramente para uma família? A fé dele ou dela em Jesus foi testada o suficiente por provas para que estejamos seguros de que é real?

Alguns, sem dúvida, odiarão este conselho — eu tenho certeza que odiaria —, mas todos nós precisamos reconhecer que, apesar de podermos namorar por muito tempo antes de casar, isso não significa que devemos fazê-lo. Não podemos namorar pensando em casar quando o casamento sequer está no radar ainda. Você talvez já esteja sonhando com o casamento (eu estava), mas é realístico que vocês dois se casem logo?

Espere para namorar até que possa casar. Meu conselho — pegue-o ou largue-o — é esperar até que você possa casar prudentemente com ele ou ela nos próximos 18 meses. Isso não significa que você deve casar tão rápido assim. A parte importante é que você pode (se Deus deixou claro que essa é a vontade e o tempo dele para você). Você não achará “18 meses” em nenhum lugar na Bíblia, então você não deveria tratar isso como uma lei de Deus. Mas você pode testar — com o Senhor, com seus pais e com amigos cristãos próximos — se isso parece sábio e seguro para você e para seu coração.

O que Fazer Enquanto Esperamos

Só porque estamos esperando para namorar, não significa que estamos esperando sentados. A vida nunca é somente nem principalmente sobre amor e casamento. Nossa vida agora é sobre Jesus — seu amor por nós e seus planos para nós —, independentemente se estamos solteiros ou casados, se temos 16 ou 60 anos.

Deus tem muito mais no estoque para você do que qualquer relacionamento poderia oferecer. Ele quer dizer algo espetacular por meio de você e da sua vida jovem. Ele quer usar você e seus dons para mudar vidas de outras pessoas. Se ele deseja que você se case, ele quer fazê-lo um futuro esposo ou esposa forte e cuidadoso. Ele quer mostrar ao mundo onde encontrar felicidade por meio da sua alegria.

Você não precisa de um namorado ou namorada para experienciar nenhum dos sonhos de Deus nos seus anos jovens. Então, se não é para namorar, o que fazer?

1. Seja um exemplo de coragem e fé para outros.

1 Timóteo 4:12

Talvez você ainda não possa votar nem mesmo dirigir, mas você pode fazer sua vida dizer algo sobre Jesus. Seu discurso – a linguagem e a atitude que você usa com sua família e amigos — diz algo sobre Jesus agora. Seu comportamento — as decisões que você faz todos os dias sobre o que fazer ou não, as maneiras com que você se encaixa com o resto do mundo ou não — fala ao mundo sobre Deus. Seu amor — a maneira pela qual você trata as pessoas em sua vida — diz algo sobre como você tem sido amado por Deus. Sua santidade — seu comprometimento em confiar em Deus e em sua palavra e em priorizar ele acima de qualquer prazer ou experiência prematura — prega o evangelho aos seus pares escravizados em seus próprios desejos.

2. Viva para servir, não para ser servido.

“Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus; se alguém serve, faça-o na força que Deus supre, para que, em todas as coisas, seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo […]” (1 Pedro 4:10-11)

A maioria das pessoas jovens é tão consumida pelas suas próprias necessidades e desejos que se esquecem das necessidades das pessoas ao seu redor. Mas você é capaz de muito mais do que mexer em redes sociais, comprar e jogar videogames. Olhe, por exemplo, para o que os adolescentes realizaram nas Olimpíadas: jovens de 15 ou 16 anos ganhando ouro contra os melhores do mundo.

E se você decidir usar os dons que Deus lhe deu para fazer a diferença na vida de alguém? Você poderia servir em algum ministério na igreja, mentorear alguém mais jovem ou perguntar ao seu redor sobre as necessidades de sua vizinhança. Você é capaz de muito mais do que o mundo espera de você. Viva de tal forma “que, em todas as coisas, seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo” através de você.

3. Empenhe-se para se tornar o futuro cônjuge que Deus o chama para ser.

“As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor; porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo. […] Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela.” (Efésios 5:22-25)

Alguns de nós talvez nasceram querendo casar, mas nenhum de nós nasceu pronto para casar. O chamado para amar o cônjuge é o chamado para viver a melhor história jamais contada — o próprio Deus veio em carne para morrer por sua noiva pecadora, a Igreja. Nossos instintos naturais não são de morrer para nós mesmos por outra pessoa, mesmo que seja uma pessoa de quem gostemos muito.

Até que você esteja pronto para namorar, Deus estará preparando-o para amar bem, transformando-o de um degrau de prontidão para outro (2 Coríntios 3:18).

4. Choque todos ao redor de você com alegria enquanto você espera.

“[…] não cessamos de orar por vós e de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual; a fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no pleno conhecimento de Deus; sendo fortalecidos com todo o poder, segundo a força da sua glória, em toda a perseverança e longanimidade; com alegria.” (Colossenses 1:9-11)

Ninguém precisa procurar tão longe para encontrar pessoas solteiras azedas, homens e mulheres jovens queixando-se de solidão enquanto todo mundo está namorando alguém. É muito mais difícil encontrar pessoas jovens achando sua identidade, felicidade e segurança em outro lugar.

Surpreenda seus amigos (e todo mundo) sendo contente com o fato de esperar para namorar até que possa casar uma vez que você já tem tudo o que precisa em Deus.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

O CRISTÃO PODE FICAR OU BEIJAR SEM COMPROMISSO?


"Claudia Leitte quer mais é beijar na boca. Os Aviões do Forró não querem compromisso com ninguém, só beijar na boca sem namorar, ficar. Fernando e Sorocaba beijam mesmo, pegam mesmo e no outro dia nem se lembram. O Leonardo quer zoar e beber, locar uma van e levar a mulherada pro AP, beber e depois paragadá. Mas e o cristão que ama a Deus? Fica aí, que o vídeo de hoje vai pegar você."




terça-feira, 23 de agosto de 2016

"Casamento, Uma Instituição Essencialmente Cristã" por R. C. Sproul


Alguns anos atrás, compareci a um casamento interessante. Fui especialmente surpreendido pela criatividade da cerimônia. A noiva e o noivo tinham desenvolvido ideias com o pastor para inserir elementos novos e empolgantes no culto, e eu gostei daqueles elementos. Contudo, no meio da cerimônia, eles incluíram porções da cerimônia de casamento clássica e tradicional. Quando comecei a ouvir as palavras da cerimônia tradicional, minha atenção foi despertada e fiquei comovido. Lembro-me de ter pensado: “Não há como melhorar isso, pois as palavras são tão belas e significativas”. Uma grande quantidade de reflexão e cuidado foi colocada nessas velhas e familiares palavras.

Hoje, é claro, muitos jovens estão não apenas dizendo “não” para a tradicional cerimônia de casamento, como também estão rejeitando o próprio conceito do casamento. Mais e mais jovens estão vindo de lares rachados e, como resultado, têm medo e desconfiança quanto ao valor do casamento. Então vemos casais vivendo juntos ao invés de se casarem, por medo de ser grande demais o custo de tal comprometimento. Eles temem que isso os torne vulneráveis demais. Isso significa que uma das mais estáveis e, costumávamos pensar, mais permanentes tradições de nossa cultura está sendo desafiada.

Uma das coisas que eu mais gosto na cerimônia tradicional de casamento é que ela inclui uma explicação para o motivo da existência de algo como o casamento. Nos é dito, naquela cerimônia, que o casamento é ordenado e instituído por Deus — isso significa dizer que o casamento não simplesmente brotou arbitrariamente de convenções sociais ou tabus humanos. O casamento não foi inventado por homens, mas por Deus.

Nós vemos isso nos primeiros capítulos do Antigo Testamento, onde encontramos o relato da criação. Encontramos que Deus vai criando em etapas, começando com a luz (Gn 1.3) e finalizando o processo com a criação do homem (v. 27). Em cada etapa, ele profere uma bênção, uma “boa palavra”. Deus repetidamente olha para o que ele criou e diz: “Isso é bom” (vv. 4, 10, 12, 18, 21, 25, 31).

Mas então, Deus nota algo que provoca não uma bênção, mas o que chamamos de maldição, isto é, uma “palavra má”. O que é essa coisa que Deus viu na sua criação que ele julgou como “não é bom”? Nós a encontramos em Gênesis 2.18, quando Deus declara: “Não é bom que o homem esteja só”. Isso o leva a criar Eva e a trazê-la até Adão. Deus instituiu o casamento, e ele o fez, em primeira instância, como uma resposta à solidão humana. Por essa razão, Deus inspirou Moisés a escrever: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (v.24).

Mas embora eu goste de apreciar as palavras da cerimônia tradicional de casamento, eu creio que a forma da cerimônia é ainda mais importante. Isso porque a cerimônia tradicional envolve fazer um pacto. Toda a ideia de pacto está profundamente enraizada no cristianismo bíblico. A Bíblia ensina que nossa própria redenção é baseada em um pacto. Muito poderia ser dito a respeito do caráter dos pactos bíblicos, mas uma faceta vital é que nenhum deles é uma questão privada. Todo pacto é tomado diante de testemunhas. É por isso que trazemos convidados aos nossos casamentos, para que eles testemunhem os nossos votos — e nos considerem responsáveis por cumpri-los. Uma coisa é um homem sussurrar expressões de amor para uma mulher quando ninguém ouve; mas é muito diferente quando ele fica de pé em uma igreja, diante de pais, amigos, autoridades eclesiásticas ou civis, e diante do próprio Deus e, lá, faz promessas de amá-la e protegê-la. Votos de casamento são promessas sagradas feitas na presença de testemunhas que se lembrarão delas.

Eu creio que o casamento é a mais preciosa de todas as instituições humanas. É também a mais perigosa. Em nossos casamentos, derramamos as nossas mais profundas expectativas. Colocamos as nossas emoções. Lá podemos alcançar a mais profunda felicidade, mas também podemos experimentar a maior decepção, a maior frustração, a maior dor. Com tudo isso em jogo, precisamos de algo mais solene do que uma promessa casual.

Mesmo em cerimônias formais de casamento, com o envolvimento de estruturas de autoridade, cerca de cinquenta por cento dos casamentos fracassam. Infelizmente, entre homens e mulheres que permanecem juntos como marido e mulher, muitos não se casariam com o mesmo cônjuge novamente, mas permanecem juntos por várias razões. Algo foi perdido quanto ao caráter sagrado e santo do pacto do casamento. A fim de fortalecer a instituição do casamento, devemos considerar fortalecer a cerimônia de casamento com uma clara e bíblica lembrança: o casamento é instituído por Deus e forjado à sua vista.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

“Não Desperte o Amor” por Nicole Whitacre


Uma mãe nos escreveu com a seguinte pergunta:

“Eu tenho uma filha de 15 anos, uma jovem mulher que tenta viver segundo os princípios bíblicos. Você tem algum conselho para nós em relação a esta fase da sua vida onde ela está muito consciente de homens jovens e percebendo as qualidades bíblicas e caráter deles, mas também ainda está na fase de crescimento, amadurecimento, término da escola … na fase de ‘casamento é no futuro’? Como podemos ajudá-la a guardar o seu coração? Manter suas emoções sob controle?”

Como minha mãe sempre lembrava a mim e às minhas irmãs: gostar de meninos é normal! Deus nos fez para ser atraídas pelo sexo oposto. E conforme uma jovem cresce em feminilidade, esses desejos certamente se tornarão mais evidentes.

E como é maravilhoso que a sua filha se sinta atraída por um caráter divino em homens jovens e não se encante simplesmente com aparência ou personalidade. Isso é um sinal de que ela foi treinada por seus pais para discernir o que é verdadeiramente admirável em um homem.

No entanto, também temos a advertência poética e ainda solene do Cântico dos Cânticos: “Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, pelas gazelas e cervas do campo, que não acordeis, nem desperteis o amor, até que este o queira.” (Cântico dos Cânticos 3:5), seguido do santo pressuposto em 1 Coríntios 7, que “a mulher, tanto a viúva como a virgem, cuida das coisas do Senhor, para ser santa, assim no corpo como no espírito;” 1 Cor 7:34.

Na adolescência, o fato de Deus ter nos criado como mulheres para serem atraídas por homens, assim como a admoestação bíblica para guardar nossos corações até o momento apropriado, devem permanecer em constante e saudável tensão. E sua filha vai precisar da sua ajuda para fazer isso!

Para começar, minha mãe iniciou uma conversa comigo e com minhas irmãs sobre rapazes; consistentemente perguntando quem nos atraía e por quê. “Ser atraído não é um pecado”, ela nos disse. “Mas entregar-se a pensamentos sobre eles, mudar o comportamento em torno deles, permitindo-lhes que se distraiam da sua busca por Deus e do serviço a outros é errado.”

Pureza era para ser a nossa busca constante; a Bíblia nos exorta a “fugir paixões da mocidade” (2 Tm. 2:22). Através de conversas constantes sobre nossos corações, nos ajudando a evitar situações que nos tentam a ter pensamentos impuros ou ações, e uma dieta constante da Palavra de Deus sobre este assunto, mãe e pai foram a nossa maior ajuda em nossa busca pela pureza.

No entanto, não foi só sobre “fugir das paixões.” Mamãe nos ajudou a ver que, além de lutar pela pureza, também devemos estar ocupadas perseguindo as coisas de Deus. Ficar sentada tentando não pensar sobre um cara só tem eficácia limitada; mas uma jovem que está ocupada servindo a Cristo não terá muito tempo para saciar suas emoções. Então me deixe encorajá-la a ajudar a sua filha a encontrar formas que ela possa usar seus dons espirituais, servindo no lar e na igreja.

Por fim, até que um jovem tenha manifestado interesse em nós, mamãe nos ajudou a manter os pés firmemente plantados no chão: “Pense nele como o marido de outra pessoa”, ela dizia. “Você não iria considerar adequado sonhar ou fantasiar sobre um homem casado. E o mais provável: este cara que você gosta vai se casar com outra mulher um dia. Suponha que ele não vá ser o seu marido, a menos que ele torne suas intenções conhecidas”. E para a sua filha de 15 anos de idade, esse tempo estará, provavelmente a alguns anos de distância.

Há muito mais que poderia ser dito sobre esse assunto. Eu praticamente nem comecei e essa já é uma longa postagem. Eu quero recomendo três livros Joshua Harris: Eu Disse Adeus ao Namoro, Garoto Encontra Garota, e Not Even a Hint.

Eu oro para que estas poucas dicas, e mais importante, que esses recursos úteis, lhe sirvam, no sentido de ajudar a sua filha a andar pelo caminho da pureza em toda a sua adolescência!

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Conselhos sobre casamento


"Sempre casamos com a pessoa errada, ainda que seja ela a pessoa certa. No casamento, quando o casal está junto, um é usado por Deus para mudar o outro. A base do casamento não pode ser o sentimento, e sim a promessa de companheirismo eterno diante de Deus. O casamento é o que melhor expressa o Evangelho, a renovação da aliança não é simplesmente um ato de vontade, ela se baseia na Nova Aliança de Deus com os homens, no Evangelho, em quem Deus é. Quando casamos, testemunhamos na conservação da aliança, algo sobre Cristo e a Igreja. Alicerce o casamento nas Escrituras Sagradas, somos feitos para Deus e por Deus, o Casal é tipo a união de Cristo com a Igreja, é um plano de Deus, não nosso. ''

  John Piper, Don Carson e Tim Keller

''Lembrem-se de Romanos 8:28-29, o objetivo de Deus em tudo em relação a seus filhos é torná-los imagem de Cristo. Quando pensamos em ser imagem de Cristo, 3 características veem automático na mente: Amor incondicional, Misericórdia e Graça. Como você aprenderá AMOR INCONDICIONAL se casar com alguém que cumpre todas as condições? Como aprenderá MISERICÓRDIA, amabilidade, longanimidade e compaixão se casar com alguém que nunca falha com você? Que nunca é difícil com você? Que nunca peca contra você? Que nunca é lento para ignorar seu pecado e pedir perdão? Como você aprenderá GRAÇA ou derramar seu favor imerecido se você casar com alguém que merece sempre todas estas coisas boas? Ouça-me, o propósito principal do casamento, é que através dele, você se torne imagem de Cristo Jesus. Casamento, eu creio, é o maior instrumento de santificação Você se casará certamente com alguém que não atinge todas estas condições. Para que você possa aprender AMOR INCONDICIONAL, com alguém que precisa de MISERICÓRDIA, então você aprenderá a concedê-la. Você se casará com alguém que não merece GRAÇA, não responde apropriadamente, portanto você aprenderá a se tornar como o Deus que você adora. Você adora a Deus por estas 3 coisas, mas não quer concedê-las aos outros.'' Paul Washer 

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Proteja Seu Casamento (Para Casados e Solteiros) por Isaltino G. C. Filho


Muitas vezes um casamento vai bem, e acaba abalado por causa de um relacionamento inesperado com uma terceira pessoa. Começa de maneira inocente e agradável, torna-se cada vez mais envolvente. Por fim, traz complicações e desgraças para muita gente.

Não foi um acidente ou "um grande amor que surgiu". Foi um relacionamento do qual o casamento deveria ter sido protegido. Não seja ingênuo pensando que isto só acontece com os outros. Muita gente boa já caiu exatamente por ser ingênua assim. Lembre-se de 1 Coríntios 10:12. Por isso, proteja eu casamento...

Eis algumas dicas:

Tenha bom senso com suas companhias

Evite gastar tempo desnecessário com alguém do sexo oposto. Muitos casos surgem por não se agir assim. Um executivo precisa de aulas particulares de inglês e contrata uma jovem professora. Contrate um homem. Não significa que cada contato com alguém do sexo oposto seja porta para o adultério. Significa evitar oportunidades para cair. Companhia contínua cria intimidade. Intimidade com o sexo oposto traz problemas.

Tome cuidado com as confidências

A pessoa mais íntima de alguém deve ser seu cônjuge. Segundo a Bíblia, são "uma só carne", isto é, uma só pessoa. Se há aspectos de seu relacionamento que você não pode compartilhar com esposo(a) e compartilha com alguém do sexo oposto, a coisa está ruim. As pessoas tendem a se solidarizar com quem sofre e a proximidade emocional se torna perigosa. Um homem que se queixa de sua esposa para outra mulher está traçando um caminho perigoso. Isto vale para quem faz e para quem ouve confidências.

Evite momentos a sós

Decida não ter momentos privados com alguém do sexo oposto. Se um(a) colega de trabalho pedir para ter um almoço com você, convide uma terceira pessoa. Se necessário, não se constranja em compartilhar os limites que você e seu cônjuge concordaram ter no seu casamento. É melhor ser visto como rude que vir a cair em pecado.

Vigie seus pensamentos

Cuidado com o que pensa. Se você só se detém nos defeitos de seu cônjuge, qualquer outro homem ou mulher parecerá melhor. Faça uma lista das coisas que inicialmente lhe atraíram em seu cônjuge. Aumente o positivo e diminua o negativo. Evite filmes, conversas, sites e literatura que apologizam o adultério. Lembre de Colossenses 3:2.

Evite comparações

Um homem trabalha com uma mulher perfumada, maquiada, bem vestida. Em casa encontra a esposa, com criança no colo, cabelo desfeito, banho por tomar. Uma mulher encontra um homem compreensivo com quem pode se abrir, e se sente mais à vontade com ele do que com o esposo. Ignoraram situações e contextos diferentes. Foram iludidos pelo irreal. Lembre-se do pródigo: o mundo lhe era fascinante, mas terminou num chiqueiro. As aparências iludem, porque o mundo em que vivemos em casa é o real. O mundo de relacionamentos fora de casa é sempre artificial.

Evite a síndrome do retorno

É a idéia de que a vida sentimental e sexual caiu na rotina, e agora, a pessoa "renasceu". Já vi inúmeros casos assim: "Eu renasci", ou "Eu me senti jovem de novo". Não banque o adolescente. Você é um adulto com responsabilidades e com uma pessoa com quem partilha a vida. Construa sua vida com seu cônjuge. Se sua vida conjugal se "fossilizou", há outros caminhos. Revigore-a com seu cônjuge. Há pessoas que sempre se fossilizam e pulam de relacionamento em relacionamento, procurando o que não produzem. Temos o que produzimos.

Ponha seu coração no seu lar

A solidez do casamento vem pelo tempo que os cônjuges gastam juntos. Conversas, risos, passeios, programas comuns. Se você não sai com seu cônjuge, marque datas para os próximos meses. Vocês devem ter um ao outro como o melhor companheiro. Mantenham o clima de namoro: querer estar junto com a pessoa. Orem juntos. Dificilmente duas pessoas que oram juntas brigarão entre si. Sejam parceiros espirituais.

Invista em seu cônjuge

O marido da mulher virtuosa é conhecido quando se levanta em público (Pv 31:23). A idéia é que ele está bem vestido e vê o caráter dela pela roupa dele. Uma boa esposa é um bom tesouro (Pv 18:22). De bom tesouro cuida-se e evita-se perdê-lo. Marido: mulher bem tratada é um grande investimento; o retorno emocional é garantido. Mulher: marido bem tratado é um grande investimento; o retorno emocional é garantido.

Busque ajuda

Havendo problemas, busque ajuda. Primeiro em Deus. Lembre-se de Tiago 1:5. Busque orientação de pessoas mais experientes ou de seu pastor. Evite que o problema se avolume. Evite conselhos de gente que não tem o que dizer. Os amigos de Roboão lhe deram maus conselhos (1 Rs 12:6-12). Nesta busca de ajuda, evite por mais lenha na fogueira. Evite também raiz de amargura (Hb 12:15). Busque ajuda e não um juiz a seu favor.

Conclusão

Bons casamentos não acontecem por acaso. São produto de muito trabalho e da graça de Deus. Boa parte do trabalho é investimento emocional no relacionamento conjugal. "Vender a alma" para o cônjuge. Mas investir sem proteger é problemático. É preciso levantar cercas contra os problemas externos, porque os internos são mais vistos e os dois os vivenciam. Não permita brechas. Não dê armas ao inimigo.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Seu Coração Confia Nela por Steven J. Lawson


Poucas influências afetam mais o coração de um homem em seu relacionamento com Deus do que a de sua esposa, para melhor ou para pior. Ela incentivará ou impedirá sua devoção espiritual ao Senhor. Ela ampliará a sua paixão por Deus ou derramará um balde de água fria sobre ela. Que tipo de mulher estimula o crescimento espiritual de seu marido? Provérbios 31:10-31 fornece um perfil da mulher que é digna da confiança do seu marido. Esta mulher é a personificação da verdadeira sabedoria que vem de Deus, fazendo com que o marido tenha total confiança nela. 

“Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de finas joias” (versículo 10). Uma mulher tão boa assim é difícil de encontrar. A palavra virtuosa (hayil) significa “força, capacidade, coragem e dignidade”. Esta mulher é um exemplo de cada uma dessas qualidades, tendo grande competência, caráter nobre e um forte compromisso com Deus e sua família. Só o Senhor pode proporcionar essa mulher virtuosa: “A casa e os bens vêm como herança dos pais; mas do SENHOR, a esposa prudente”. (Provérbios 19:14). “O que acha uma esposa acha o bem e alcançou a benevolência do SENHOR” (Provérbios 18:22). Essa mulher virtuosa é um presente inestimável de Deus.

Não é de se admirar que “o coração do seu marido confie nela” (versículo 11). O marido tem fé nela, porque “ela lhe faz bem e não mal, todos os dias da sua vida” (versículo 12). Ela traz suas muitas qualidades para o casamento; cada uma adapta-se exclusivamente para complementar as fraquezas dele. Os dons dela tornam-se imediatamente os ganhos dele, e ela tem tanto a oferecer que faz com que ele confie nela.

Seu Serviço

Em primeiro lugar, essa esposa extraordinária lhe serve incansavelmente. Sem ficar sentada de braços cruzados, ela “busca lã e linho” ativamente, então estende a “mão de bom grado” (versículo 13) para costurar e fazer material. Ela é “como um navio mercante” (versículo 14), lançando-se para encontrar o melhor tecido, com o melhor preço, a fim de fazer as melhores roupas. Esta mulher altruísta “ainda noite, já se levanta” (versículo 15) para preparar comida para sua família. Uma excelente gestora, ela supervisiona “suas servas”, enquanto servem ao seu lado, no cuidado da casa.

Seu Sucesso

Em segundo lugar, esta mulher empreendedora age com bom senso em suas muitas decisões. Ela “examina uma propriedade” com astúcia, e adquire-a. Lá, ela planta uma “vinha” (versículo 16). Por sua “forte” (versículo 17) determinação, ela ganha uma renda extra para a sua família. Esses ganhos são “rentáveis” (versículo 18), fornecendo recursos adicionais para compartilhar com os outros. Ela trabalha bem até a “noite” com seu “fuso” e “roca” (versículo 19) para fazer roupas para a sua família.

Seu Sacrifício

Em terceiro lugar, esta mulher diligente dá generosamente ao “aflito” e “necessitado” (versículo 20). Quando “a neve” se aproxima, ela também provê para a sua família. Ela planejou com antecedência, fazendo vestidos de “lã escarlate” (versículo 21) para sua família. Ela não poupa nenhum esforço ou custo para prover o melhor que pode. Depois de prover para outros, essa mulher trabalhadora faz “cobertas” e roupas “para si”, com “linho fino e púrpura” (versículo 22). Sua capacidade de dar roupas caras é uma prova clara do favor de Deus sobre o seu trabalho. 

Sua Inteligência

Em quarto lugar, as suas muitas virtudes realçam a posição de seu marido nos “portões” (versículo 23), onde os líderes da cidade se encontram. Com a inteligência afiada, essa esposa virtuosa “faz”, “vende” e “dá” (v. 24) seus bens. Apesar de ser muito competente, ela não compete com a liderança de seu marido, mas a fortalece por sua humilde submissão—e todos sabem disso.

Sua Força

Em quinto lugar, essa esposa preciosa olha para o futuro com “força” e “dignidade” (versículo 25). Embora preveja muitos desafios,  ela “sorri” (v. 25) com confiança no cuidado providencial do Senhor. Ela tem a expectativa de que a provisão dos céus suprirá todas as necessidades de sua família. Quando as pessoas procuram o seu conselho, ela fala palavras de “sabedoria” e “bondade” (versículo 26). Apesar de ocupada fora do seu lar, ela não negligencia a “sua casa” (versículo 27).

Sua Supremacia

Em sexto lugar, ela é uma mãe tão boa que, ao observarem sua excelência, seus filhos “lhe chamam ditosa” (versículo 28). Seu marido vê o seu caráter na criação dos filhos e “a louva”. Ele se gaba de que, entre as mulheres, “[ela] a todas sobrepuja” (versículo 29). Aos seus olhos, não há nenhuma que possa, legitimamente, ser igual a ela.

Sua Espiritualidade

Em sétimo lugar, a verdadeira grandeza dessa mulher é sua devoção espiritual. Ela “teme ao Senhor” (versículo 30). “Graça” e “formosura” apenas são “enganosas” e “vãs”. O que verdadeiramente atrai o seu marido é a sua reverência a Deus. Até os líderes da cidade “a louvam” nos “portões” (versículo 31), reconhecendo a integridade em sua vida. Seu marido valoriza sua fidelidade e diligência. Ele é o mais abençoado dos homens.

É de se admirar que o marido confie nela? A realidade de Deus em sua vida faz com que ela seja merecedora de sua total confiança. Em todas as estimativas, ela é “a coroa do seu marido” (Provérbios 12:4). Somente Deus pode dar uma excelente auxiliadora como essa.

O Senhor deu-lhe essa esposa excelente? Você vê como ela é feita especificamente para você? Você reconhece como ela tem contribuído para aumentar o seu relacionamento com o Senhor? Então, dê graças a Deus por essa esposa em quem o seu coração confia.

"Casamentos são construídos momento a momento" por Paul Tripp


Em What Did You Expect?, Paul Tripp lembra aos leitores de que a reconciliação em um casamento é um estilo de vida, não apenas uma resposta quando as coisas vão mal:

Se você é um pecador casado a um pecador, então é muito perigoso permitir-se um descanso enquanto casal. Vocês simplesmente não viverão um dia juntos sem que algum ato de falta de consideração, interesse próprio, raiva, arrogância, autojustificação, amargura ou deslealdade surja em sua torpe cabeça. Frequentemente será benigno e brando, mas ainda estará lá.

Se vocês desejam ter um casamento que vive em unidade, compreensão e amor, precisam ter uma abordagem “pequenos momentos” em seu casamento. Deus esboçou para nós uma vida que não caminha de momentos grandes e definidores para momentos grandes e definidores. Provavelmente, vocês se lembrarão de duas ou três situações que mudaram suas vidas, e que vocês tenham passado juntos. Todos os dias, deitamos pequenos tijolos na fundação do que nossa vida será. Os tijolos das palavras, das ações, das pequenas decisões, dos pequenos pensamentos e desejos menores – todos trabalham juntos para formar o edifício funcional que é o casamento.

Portanto, você deve ver a si mesmo como um pedreiro matrimonial. Você está diariamente na tarefa de adicionar outra camada de tijolos, que determinará a forma de seu casamento nos dias, semanas e anos porvir. As coisas em um casamento vão mal progressivamente. As coisas tornam-se doces e belas progressivamente. O problema é que simplesmente não prestamos atenção e, por isso, nos permitimos a pensar, desejar, dizer e fazer coisas que não deveríamos.

Aqui estão algumas questões úteis para se considerar:

Você luta pelo seu jeito nas pequenas coisas ou vê isso como uma oportunidade para servir?

Você se permite ir para cama irritado depois de pequenas discordâncias?

Você sai para trabalhar dia após dia sem um momento de carinho?

Você se permite fazer pequenas coisas rudes, que você nunca teria feito no namoro?

Você ainda pede perdão nos pequenos momentos de erro?

Você reclama de como o outro faz coisas menores, quando isso realmente não faz alguma diferença?

Você toma decisões sem consulta?

Você investe em uma amizade íntima no seu casamento?

Você reclama das fraquezas do outro? Ou você as vê como uma oportunidade de encorajar?

Você procura pequenas oportunidades para expressar amor?

Você mantém um registro de erros?

Você regularmente expressa apreciação e respeito?

Você guarda pequenas feridas que antigamente vocês teriam discutido?

Você transforma pequenos pedidos em exigências regulares?

Vocês podem ter um bom casamento, mas precisam entender que um bom casamento não é um dom misterioso. Não, pelo contrário, é um conjunto de compromissos que é forjado em um estilo de vida momento-a-momento.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

10 Coisas que os Jovens em um Relacionamento Sério Devem Saber por Jared C. Wilson


1. O seu desejo de fazer sexo com a pessoa amada não é ruim. Seria um problema diferente para nos preocuparmos caso você não desejasse. A chave é que o desejo de glorificar a Cristo deve ser maior do que o desejo de fazer sexo com quem você ama.

2. A chave para que o desejo de glorificar a Cristo seja maior do que o desejo de fazer sexo é que essa decisão deve ser tomada repetidamente.

3. As pessoas que estão em um relacionamento sério demonstram seu melhor comportamento. Portanto, seja qual for esse comportamento agora, pode-se esperar que, com o tempo, vai "piorar". Conforme a intimidade aumenta, as pessoas tendem a baixar a guarda. O casamento não resolve um mau comportamento, mas sim, dá a ele mais liberdade para aparecer. Garotas, se o seu namorado é controlador, desconfiado, manipulador ou te menospreza, ele ficará pior e não melhor, à medida que durar o seu relacionamento. Quaisquer que sejam as desculpas que você inventar ou as coisas que você relevar agora, ficará cada vez mais evidente e difícil de ignorar à medida que durar o seu relacionamento. Você não conseguirá consertá-lo, e o casamento não vai endireitá-lo.

4. Quase todos os cristãos que conheço os quais se casaram com um não cristão declaram seu amor pelo seu cônjuge e não se arrependem de terem se casado; no entanto, eles têm vivenciado uma dor profunda e um descontentamento com seu casamento por causa desse jugo desigual e, hoje, não aconselhariam um cristão a se casar com alguém que não seja cristão.

5. Considerar que você é especial e diferente, e que as experiências dos outros não refletem a sua, é uma visão pequena, insensata e arrogante. As pessoas que te amam e te avisam/aconselham sobre seu relacionamentotalvez sejam ignorantes. De fato, existem pessoas assim. Mas há uma probabilidade bem maior de que seus pais, seus pastores, seus amigos casados há mais tempo sejam mais sábios do que você pensa.

6. Morar juntos antes do casamento é um fator que pode matar seu casamento.

7. O sexo antes do casamento não incentiva o rapaz a crescer, ter responsabilidade e a liderar sua casa e família.

8. O sexo antes do casamento fere o coração de uma garota, talvez imperceptivelmente no início, mas sem dúvidas com o passar do tempo, conforme ela troca os benefícios de uma aliança, mas sem a segurança da mesma. Não foi assim que Deus planejou que o sexo nos trouxesse satisfação. Nunca entregue o seu corpo para um homem que não tenha prometido a Deus total fidelidade a você dentro da aliança de casamento, isso implica em prestar contas a uma igreja local. Resumindo, não entregue seu coração a um homem que não presta contas a alguém que dê a ele uma disciplina piedosa.

9. Todos os seus relacionamentos, inclusive seu relacionamento de namoro, têm o propósito maior de trazer glória a Jesus do que proporcionar a você uma satisfação pessoal. Quando a prioridade máxima em nossos relacionamentos é a satisfação pessoal, ironicamente, acabamos nos sentindo totalmente insatisfeitos.

10. Você é amado por Deus com uma graça abundante através da obra redentora de Cristo. E esse amor que nos envolve pela fé em Jesus nos dá poder e satisfação do Espírito Santo para buscar relacionamentos que honrem a Deus e, através deles, aumentem a nossa alegria.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

"Razões porque está errado o namoro entre cristãos e não cristãos" Por Renato Vargens


Eu poderia enumerar inúmeras razões porque não concordo com o namoro entre cristãos e não cristãos, mas, vou citar somente uma: A Bíblia, a Palavra de Deus não recomenda. 

Talvez ao ler essa afirmação você esteja dizendo consigo mesmo: Que coisa ultrapassada! Qual é o problema? Não tem nada demais. Eu posso evangelizá-lo e levá-lo para a igreja. Vai ver que essa é forma dele conhecer a Cristo! Ah! Que caretice! Isso é palhaçada! Esse tempo já passou! 

Pois é, é comum ouvirmos de nossos adolescentes e jovens frases como estas. Para muitos deles não existe o menor problema em namorar um não cristão. Entretanto, o que talvez eles desconheçam é o ensino bíblico de que não devemos nos colocar em jugo desigual com os incrédulos (II Co 6.14). "Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?

Para Calvino, o jugo desigual era nada menos que manter comunhão com as obras infrutíferas das trevas e estender-lhes a destra de companhia. Em outras palavras isto significa estar ligado ao mesmo tempo, lado a lado na mesma canga. É a metáfora dos bois ou cavalos que têm de andar juntos, desfrutando das mesmas práticas, porque estão presos na mesma canga.

Caro leitor, escolher uma pessoa que compartilha da mesma fé e sonhos é fundamental a construção de um namoro equilibrado e saudável. Como escrevi no meu livro "Namoro.com", o namoro deve ocorrer entre pessoas que estejam em igualdade de situações. O fato de existir discrepâncias espirituais pode proporcionar um seriíssimo problema relacional entre aqueles que se gostam.

Do ponto de visto bíblico o namoro entre não cristãos e cristãos é absolutamente desaconselhável. Paulo, ao escrever aos coríntios ordena que um cristão ao se casar, deve fazê-lo “somente no Senhor”. Obviamente isso proíbe o casamento com incrédulos e, portanto, namorá-los.

Vale a pena lembrar o que a Confissão de Fé de Westminster diz a respeito do casamento entre cristãos e não cristãos: “A todos os que são capazes de dar um consentimento ajuizado, é lícito casar, mas é dever dos cristãos casar somente no Senhor; portanto, os que professam a verdadeira religião reformada não devem casar-se com infiéis, papistas ou outros idólatras; nem os piedosos prender-se a jugo desigual por meio do casamento com os que são notoriamente ímpios em suas vidas, ou que mantêm heresias perniciosas”

Isto, posto, afirmo sem titubeios que uma aliança não aprovada por Deus proporciona consequências terríveis para o cristão. Como bem disse o meu amigo Mário Freitas, não existe pecadinho e pecadão e sim "Consequênciazinhas e consequêciazões".


Pense nisso!


Renato Vargens

segunda-feira, 25 de julho de 2016

6 coisas que não são submissão da mulher ao marido por John Piper


O que não é a submissão da mulher ao marido de acordo com 1 Pedro 3.1–6? Quando eu preguei nesta passagem há aproximadamente 20 anos atrás, as mulheres que congregam na minha igreja acharam que esta questão foi realmente útil para elas, porque nós trouxemos do texto pressuposições da nossa experiência. Você pode ouvir que a submissão significa seis ou sete coisas, e cinco destas coisas podem parecer horríveis para você, enquanto duas podem parecer boas.

Se você trouxer as suas ideias pré-concebidas para a Bíblia, você pode jogar o bebê fora quando joga a água da banheira fora e dizer: “Se é isto que submissão significa, então eu estou fora daqui”. E isso seria muito triste. Você pode estar certa, você pode estar errada; mas isto seria triste. Eu escrevi abaixo seis coisas que não são a submissão da mulher ao marido no casamento. E eu realmente quero que vocês leiam este texto.

Mulheres, sede vós, igualmente, submissas a vosso próprio marido, para que, se ele ainda não obedece à palavra, seja ganho, sem palavra alguma, por meio do procedimento de sua esposa, ao observar o vosso honesto comportamento cheio de temor. Não seja o adorno da esposa o que é exterior, como frisado de cabelos, adereços de ouro, aparato de vestuário; seja, porém, o homem interior do coração, unido ao incorruptível traje de um espírito manso e tranquilo, que é de grande valor diante de Deus. Pois foi assim também que a si mesmas se ataviaram, outrora, as santas mulheres que esperavam em Deus, estando submissas ao seu próprio marido, como fazia Sara, que obedeceu a Abraão, chamando-lhe senhor, da qual vós vos tornastes filhas, praticando o bem e não temendo perturbação alguma. (1 Pe 3.1–6 )

1. Submissão não é concordar com tudo

Submissão não é concordar com tudo – por exemplo – a fé cristã, porque o marido em 1 Pe 3.1–6 é um incrédulo.

Se nesta situação o marido disser: Você não pode ter esta religião. Nesta família nós adoramos ISIS (ou qualquer outra divindade)! E se a esposa disser: Sinto muito! É possível ser submissa e se recusar a pensar o que o seu marido diz que você deveria pensar. Este texto não faz sentido sem isto. Ela jurou fidelidade a Jesus. Jesus é agora o Senhor dela e o Rei dela. Ela é como uma estrangeira e uma exilada neste casamento. Este marido pertence a outro deus, e ela é chamada a viver com ele. Não se divorcie por problemas de religião. Se ele disser: Eu não quero que você seja cristã!, o que ela diz? Ela diz: Eu te amo. Eu quero ser submissa a você. Eu pretendo ser submissa a você. Mas nesta questão eu realmente não tenho escolha. Eu pertenço a Jesus. Ele pode mandá-la embora. Isso aconteceu em 1 Coríntios 7. O descrente se separará, o que seria uma grande tragédia.

Submissão não significa que você deve concordar com as opiniões do seu marido, mesmo em assuntos tão sérios e fundamentais como a fé cristã. Deus fez você com uma mente. Você tem que pensar. Você é uma pessoa, você não é apenas um corpo e também não é uma máquina. Você é um ser pensante que é capaz de processar se o Evangelho é verdadeiro. E se o Evangelho é verdadeiro, você acredita no Evangelho.

2. Submissão não significa deixar o seu cérebro no altar

Agora, talvez este é o mesmo ponto, mas é necessário dizer isto desta maneira também. Qualquer homem que diz: “Eu sou a cabeça pensante desta família”, está doente e tem um ponto de vista enfermo de sua autoridade. Eu lidei com um casal certa vez. A esposa disse que ela precisava pedir permissão ao marido para ir ao banheiro. E isto realmente acontecia. Eu apenas olhei para ele e disse:

Você não está bem. Você possui uma visão incrivelmente distorcida da autoridade masculina no lar. Você não compreende a Bíblia Sagrada. Você está tomando palavras como ‘autoridade’, ‘liderança’ ou ‘submissão’, e está se afastando da Bíblia e preenchendo estas palavras com o significado que você quer que elas tenham. Você não está tirando o seu entendimento destas palavras da Bíblia.

Submissão nunca significa deixar o cérebro no altar. Durante todo o casamento, o marido está pensando com um centro mental independente que tem pensamentos dignos de serem escutados. É o trabalho da união de uma só carne. Liderança não significa que você não escuta. Liderança nem ao menos significa ter sempre a última palavra. A boa liderança sempre diz: Você estava certa; eu estava errado.

Liderança é tomar a iniciativa. Às vezes eu digo: Quem diz vamos mais frequentemente na sua relação?

Vamos sair para comer.
Vamos tentar colocar as nossas finanças em ordem.
Vamos para a Igreja na hora certa no próximo domingo.

Quem diz isto mais frequentemente? Se é a esposa, você tem um problema, e o problema é com o cara. Se é o cara, ela provavelmente está feliz porque não quer ser aquela que diz “vamos” uma e outra vez. Esposas não querem dizer “vamos” na maioria das vezes. Em geral – eu sei que eu estou generalizando – liderança significa uma tendência em direção à iniciativa à qual a mulher prospera. Não é ditadura. Não é nem mesmo ter a última palavra.

Se você perguntar à minha esposa: “o que é que a submissão significa para os Pipers?”, uma coisa que ela diria é: Nós estabelecemos o princípio desde cedo que se nós não podemos concordar, Johnny vai tomar a decisão. Isto é muito básico. E isto quase nunca acontece. E uma das razões pela qual quase nunca acontece é que nós estamos juntos há muito tempo, e nós sabemos o que o outro pensa. Outra razão importante é que eu sempre me rendo à minha esposa Noel. Eu não preciso estar certo, ou ter o meu direito, ou ter a última palavra.

3. Submissão não significa que você não pode tentar influenciar o seu marido

Submissão não significa evitar o esforço para influenciar ou para mudar o marido. O grande ponto do texto é “Conquistá-lo”. Sua vida é dedicada a mudar este marido de um incrédulo em um crente. Você pode imaginar se alguém dissesse que submissão significa “parar de tentar mudar o marido”? Bem, eu entendo o que eles podem estar querendo dizer. Mas, se o seu marido está vivendo em pecado ou sua esposa está vivendo em pecado ou na incredulidade, você quer que eles mudem, e você não seria uma pessoa amorosa se não quisesse a melhora delas – se você parasse de querer a melhora delas. Isto pode parecer insubordinação para alguns; mas biblicamente, não é.

4. Submissão não é colocar a vontade do marido acima da vontade de Cristo

Submissão não é colocar a vontade do marido acima da vontade de Cristo. Cristo (e não o marido) é o Senhor dela agora, e por amor ao Senhor, ela vai se submeter ao marido, mas o marido não é o Senhor da esposa. Portanto, aonde quer que ela tenha que escolher entre os dois, ela escolhe Jesus. Se o seu marido disser: “Vamos nos envolver em uma falcatrua”!, ou “Vamos fazer sexo grupal!”, a escolha dela deve ser clara: Eu vou com Jesus nesta situação. Ela deve dizer isso não com uma atitude arrogante, mas sim, de modo submisso e cativante. Ele será capaz de discernir nela um desejo de que ele não faça isto para que ela pudesse se alegrar nele como o seu líder. Você sente isso? Eu não vou seguir a sua liderança nisto, e eu não estou seguindo você com um comportamento que diz a você que eu quero seguir a sua liderança, mas neste momento eu não posso – ao menos não desta maneira.  

5. Submissão não significa receber toda a força espiritual através do Marido

Submissão não significa receber toda a força espiritual através do marido. Ele não está lhe dando nenhuma força espiritual neste texto, e ela tem muita. A esperança dela está em Deus. Provavelmente ela está indo à igreja no Domingo de manhã antes que ele acorde, recebendo sua força em algum outro lugar, recebendo cosmovisão em algum outro lugar.

6. Submissão não significa viver ou agir sob medo

O temor a Deus desta esposa é intrépido.

Eu amo as Escrituras. Eu sou um complementarista. Eu acredito que o homem é chamado para um tipo único de liderança no casamento. Eu acredito que as mulheres são chamadas para um tipo único de submissão no casamento. E eu acredito que isto é uma coisa bonita – a maneira com a qual estes dois papéis se complementam e servem um ao outro. Se nós sondarmos a profundidade e continuarmos cavando as Escrituras, mesmo que elas tenham sido escritas em outro tempo, elas vão dar uma forma muito bonita ao casamento no dia de hoje.   

Portanto, à luz de tudo o que eu disse sobre o que não é a submissão, eu a definiria da seguinte maneira: Submissão é o chamado definido para a esposa honrar e sustentar a liderança do marido, e então ajudar a sustentar a liderança do marido de acordo com os seus dons.


quinta-feira, 21 de julho de 2016

"O mais difícil em ser uma garota cristã solteira" por Kristen Clark


Tenho pensado nesse post específico pelas duas últimas semanas. Logo quando pensei no título eu estava animada e pronta pra escrever. Mas, então, eu percebi que esse não é um post normal (1.Uma história como introdução 2. Um conselho 3. Perguntas no final).

Este é um post que requer que eu seja muito realista e honesta. Chegou a hora de abrir meu coração e ser o mais verdadeira que eu puder.

Eu quero que você saiba que eu sou apenas uma garota normal, com problemas e medos normais. Minha vida está longe de ser perfeita e eu estou longe de ser perfeita.

A grama do vizinho é sempre mais verde que a nossa.

Frequentemente, nós, garotas cristãs espiamos a vida dos outros e imaginamos que de alguma forma nossa história é mais difícil. Nós olhamos para a vida dos outros e descobrimos que, por alguma razão, a outra garota consegue mais fácil. Você já se sentiu assim? Eu já, com certeza.

Vamos nos livrar da “síndrome da grama mais verde” agora. Eu desafio você a ser humilde e honesta. Eu vou tirar minha “máscara” e ser realista com você. Quer se juntar a mim?

Aqui está a semente do meu coração.

Eu me lembro claramente uma época da minha vida quando eu olhava para as garotas solteiras mais “velhas” (garotas na faixa dos vinte e poucos anos, que é minha idade atual) e ficava, como ficava, tão feliz em não estar na situação delas. Passar da idade de 22 anos como uma garota solteira era um pensamento terrível pra mim. Eu tinha certeza que nunca seria uma daquelas garotas.
Eu pensava comigo mesmo “Não. Eu não. Minha história será diferente. Eu sei que vou casar com o cara dos meus sonhos na idade de 19-20 anos. Não me preocupo com isso”.

Oh eu estava totalmente enganada.

Deus tinha uma história completamente diferente para minha vida. O “casar cedo com o cara dos meus sonhos” não estava nos planos dEle.

Então aqui estou eu hoje. Eu tenho 26 anos e sou uma “daquelas garotas” que eu tinha prometido a mim mesma que nunca seria. Estou vivendo uma vida que nunca poderia ter imaginado. Eu estou feliz? Absolutamente. Amo minha vida? Com toda certeza! Eu trocaria? Não mesmo.

Mas não é porque eu amo minha vida que isso significa que ela é sempre fácil. Eu ainda tenho um forte desejo de casar…tipo, ontem seria legal. Ainda luto com preocupações, estresses e aflições com a minha solteirice que nunca acaba.

Depois de pensar sobre isso, tudo se resumia em um problema. Além de todas as dificuldades que existem no fato de ser solteira, eu diria que esta é a mais difícil pra mim.

O que é mais difícil em ser um garota cristã solteira?

Para mim, o mais difícil em ser uma garota cristã solteira é o medo do futuro desconhecido.
Entendeu? Medo do futuro desconhecido.
Não ter absolutamente ideia nenhuma do que o seu futuro reserva pode ser levemente aterrorizante. Especialmente se tiver a ver com romance.
Não há garantias. Não há um plano. Não há uma pista. Não está escrito na parede: “Apenas espere mais alguns poucos anos”
É isso que me assusta. É uma tentação que me leva a preocupação. É isso que dispara meu medo. Eu não sei o que meu futuro reserva.

Esses pensamentos estão constantemente tentando penetrar minha mente e me tentam a me preocupar.

“E se eu ficar solteira pra sempre?”
“E se as pessoas sentirem pena de mim?”
“E se os garotos nunca pensarem em mim como uma opção?”
“E se eu apenas ficar mais velha, mais velha e mais velha?”
“Não! E se todos os meus irmãos casarem e eu for a única que restar?”

Então, o que eu faço a partir de agora?

Desejar o casamento em si é algo bom. Deus criou o casamento e é uma bela dádiva e benção. Eu não acho que desistir desse desejo seja a resposta. Eu não acho que tornar esse desejo um ídolo seja a resposta também. Obviamente, preocupação é pecado e não traz nada de bom.

Então o que eu faço?

Essa frase resume perfeitamente a resposta pra esse dilema:

“Eu não sei o que meu futuro guarda, mas eu sei Quem guarda o meu futuro.”

Deus é o único que eu quero no domínio do meu futuro. Nesses últimos anos eu vi Deus realizar coisas incríveis na minha vida. Eu sei que se Ele quiser que eu case (ter um namorado, ter um relacionamento e etc. etc.) eu terei. Ele obviamente tem um plano diferente.

Saber que Ele propositadamente me deixa solteira durante essa fase da minha vida encoraja meu coração e me deixa animada. Ele tem um plano para minha vida. Não estou em algum “estágio intermediário” esperando minha vida começar. Minha vida está acontecendo agora mesmo. Sua vida está acontecendo agora.

A pergunta é, o que você vai fazer com o tempo que Deus dá a você? O que é que eu vou fazer com esses anos de solteirice?

Tenha um propósito e sirva a Deus.

Eu honestamente acredito que uma das melhores maneiras de superar depressão, tristeza, infelicidade e preocupação durante os anos de solteirice é ter um propósito eterno.

Ter um propósito e servir a Deus traz muita alegria e satisfação. Força você a tirar os olhos de si mesmo e daquilo que você não tem e os coloca nos propósitos de Cristo e nas necessidades dos outros.

Se eu pudesse recomendar uma coisa para as garotas cristãs solteiras durante esse tempo seria:
Tenha uma visão centrada em Deus e O sirva com sua vida.

Não fique sentada esperando sua vida começar. Comece a viver e prosperar agora mesmo. Você tem muito a oferecer a esse mundo. Deus fala em Lucas 10:2 “A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos”

Seja um desses trabalhadores. Você ficará chocada o quão pouco você se preocupará com sua solteirice e seu futuro quando estiver trabalhando pra Cristo.

Eu gostaria que você fosse aberta e honesta comigo.

O que você diria ser a coisa mais difícil para uma garota cristã solteira?
Eu gostaria de continuar essa conversa aqui abaixo. 
Vamos trocas histórias, encorajar umas as outras e compartilhar a ideia de como ser produtiva durante esse tempo.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Feliz dia do amigo, por J. C. Ryler


"...Novamente, as ovelhas amam estar juntas; elas não gostam de estar sozinhas; não há animais que tenham tanto prazer de estarem juntos em um rebanho, e se apegam a companhia do outro tão fielmente. E é assim também com os verdadeiros cristãos: é um prazer para eles se conhecerem e estarem juntos, toda vez que possível. É uma tristeza contínua que muitas vezes eles tenham que viajar sozinhos, sem nada que seja parecido com as coisas que suas almas desfrutam tanto; e esse é um processo muito dolorido. Amigos e parentes podem ser gentis e afetuosos, eles podem ter tudo para tornar este mundo mais agradável, mas o que eles realmente suspiram e anseiam são pessoas com quem eles possam dividir seus sentimentos secretos, que entendam o funcionamento de seu homem interior, que possam compreender a guerra oculta que se passa em seus corações- pessoas com quem elas podem ter doces conselhos sobre a saúde e as tentações de suas almas, com quem eles podem conversar livremente e sem reservas sobre o seu Senhor e Mestre e suas esperanças de perdão através do Seu nome.

Quem, de fato, pode descrever o prazer quando os membros do rebanho de Cristo se conhecem face a face? Eles podem ter sido estranhos antes; eles podem ter vivido separados, nunca estado em companhia juntos, mas é maravilhoso observar como eles se entendem tão rápido e parece existir uma união completa de opinião, gosto e julgamento; alguém pode até pensar que eles se conhecem por anos; aparentam isso de fato, pois são servos de um único Mestre, membros de uma mesma família, e estão convertidos pelo mesmo espírito; Eles tem um Senhor, uma fé, um batismo; eles tem as mesmas experiências, os mesmos medos, as mesmas dúvidas, as mesmas tentações, os mesmos desmaios do coração, o mesmo medo do pecado, o mesmo senso de indignidade, o mesmo amor de seu Salvador. Ah, existe uma união mística entre os que creem que só quem a experimentou conhece; o mundo não pode entender isso, é tudo uma loucura para eles. “O que você pode encontrar”, dizem eles, “para você ter tal interesse na sociedade de outro?”

Mas essa união existe realmente, e é uma coisa abençoada; é como um pequeno vislumbre do céu. Amados, esse amor por estar em companhia dos outros irmãos e irmãs é uma marca especial do rebanho de Cristo; não é estranho isso se considerarmos que as ovelhas estão andando no mesmo caminho estreito, e lutando contra os mesmos inimigos e que nunca ficam tão feliz quanto quando estão em companhia juntas. Os não convertidos não sabem nada sobre essa felicidade; eles se conhecem, são civilizados e educados, e até mesmo gentis em suas maneiras; mas como raramente abrem seus corações, quantos ciúmes e suspeitas há com seus próprios amigos, quantas coisas escondem de seus conhecidos mais próximos! As ovelhas de Cristo não sabem nada sobre isso; no coração delas existe o desejo de estarem juntas, e quando juntas, elas sempre tem seus pensamentos em comum, não há reservas, não ficam para trás."

📖: O caráter do verdadeiro cristão - John Charles Ryler

 “Perfume e incenso trazem alegria ao coração; do conselho sincero do homem nasce uma bela amizade.” (Provérbios 27:9)

 “O amigo ama em todos os momentos; é um irmão na adversidade.” (Provérbios 17:17)

 “Quem tem muitos amigos pode chegar à ruína, mas existe amigo mais apegado que um irmão.” (Provérbios 18:24)
 
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