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sexta-feira, 29 de abril de 2016

Que honras o povo de Israel, em cegueira, tributou ao seu Rei tão esperado? Por Charles H. Spurgeon


1) Eles Lhe ofereceram uma procissão de honra, da qual tomaram parte oficiais romanos, sacerdotes judeus, homens e mulheres, enquanto Ele mesmo carregava a sua cruz. Este é o triunfo que o mundo oferece Àquele que veio para vencer os inimigos imediatos do homem. Gritos de menosprezo foram as únicas aclamações que Ele recebeu; e escárnios agressivos foram os seus únicos louvores. 

2) Eles O presentearam com o vinho de honra. Em vez de Lhe darem o cálice de ouro do vinho generoso, Lhe ofereceram o entorpecente gole mortal de um criminoso, mas Ele o recusou porque preservaria ileso o paladar por meio do qual provaria a morte. Após o Senhor Jesus haver clamado: “Tenho sede” (João 19.28), eles Lhe deram vinagre misturado com fel em uma esponja, que, fixada em um caniço de hissopo, fizeram chegar-Lhe à boca. Oh! que detestável hospitalidade manifestada para com o Filho do Rei. 

3) Eles Lhe deram uma guarda de honra, que demonstrou sua estima por Ele lançando sortes sobre as suas vestes, das quais se havia apoderado como sua recompensa. Tais eram os guarda-costas do adorado do céu – um quarteto de jogadores brutais. 

4) Um trono de honra foi encontrado para Ele na cruz sangrenta. Na verdade, a cruz era a completa expressão dos sentimentos do mundo para com o Senhor Jesus. Eles pareciam dizer: “Filho de Deus, esta é a maneira segundo a qual o próprio Deus deveria ser tratado, se pudéssemos tocá-Lo”. 

5) O título de honra era apenas nominal – “Rei dos Judeus”. No entanto, a nação judia, em cegueira, repudiou francamente aquele título e chamou o Senhor Jesus de “Rei dos Ladrões”, preferindo a Barrabás e colocando-o no lugar de maior vergonha, entre dois ladrões. Deste modo, a glória do Senhor Jesus foi transformada em vergonha pelos filhos dos homens, mas esta glória ainda alegrará os olhos dos santos e dos anjos, para sempre.

terça-feira, 19 de abril de 2016

O PECADOR É ESCRAVO DO PECADO por C. H. Spurgeon


De acordo com o esquema do livre-arbítrio, o Senhor tem boas intenções, mas precisa aguardar como um servo, a iniciativa de sua criatura, para saber qual é a intenção dela. Deus quer o bem e o faria, mas não pode, por causa de um homem indisposto, o qual não deseja que sejam realizadas as boas coisas de Deus. O que os senhores fazem, senão destronar o Eterno e colocar em seu lugar a criatura caída, o homem ?

Pois, de acordo com essa teoria, o homem aprova, e o que ele aprova torna-se o seu destino. Tem de existir um destino em algum lugar; ou é Deus ou é o homem quem decide. Se for Deus Quem decide, então Jeová se assenta soberano em seu trono de glória, e todas as hostes Lhe obedecem, e o mundo está seguro. Em caso contrário, os senhores colocam o homem em posição de dizer: "Eu quero" ou "Eu não quero. Se eu quiser, entro no céu; se quiser, desprezarei a graça de Deus. Se quiser, conquistarei o Espírito Santo, pois sou mais forte do que Deus e mais forte que a onipotência. Se eu decidir, tornarei ineficaz o sangue de Cristo, pois sou mais poderoso que o sangue, o sangue do próprio Filho de Deus. Embora Deus estipule Seu propósito, me rirei desse propósito; será o meu propósito que fará o dEle realizar-se ou não".

Senhores, se isto não é ateísmo, é idolatria; é colocar o homem onde Deus deveria estar. Eu me retraio, com solene temor e horror, dessa doutrina que faz a maior das obras de Deus - a salvação do homem - depender da vontade da criatura, para que se realize ou não. Posso e hei de me gloriar neste texto da Palavra, em seu mais amplo sentido: “Assim, pois, não de pende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia” (Romanos 9:16).

As Implicações do Livre-Arbítrio

segunda-feira, 21 de março de 2016

“Sereis dispersos, cada um para sua casa, e me deixareis só.” (João 16.32) - C. H. Spurgeon


Poucos se envolveram nas aflições do Getsêmani. A maioria dos discípulos não havia ainda crescido suficientemente na graça, para serem admitidos a contemplar os mistérios da “agonia”. Ocupados com a celebração da Páscoa em seus próprios lares, os discípulos representam os muitos que vivem de acordo com as Escrituras, mas são apenas bebês quanto ao espírito do evangelho. Somente onze homens tiveram o privilégio de entrar no Getsêmani e ver “essa grande maravilha” (Êxodo 3.3). E, dos onze, oito permaneceram distantes, eles tinham companheirismo mas, não daquele tipo íntimo ao qual homens grandemente amados são acolhidos. Somente três, altamente favorecidos, puderam se aproximar do véu do misterioso sofrimento de nosso Senhor. No outro lado daquele véu, mesmo esses três não puderam entrar. Uma determinada distância tinha de existir entre eles e o Senhor. Ele devia pisar sozinho o lagar (ver Isaías 63.3). Pedro e os dois filhos de Zebedeu representam os poucos, experientes e eminentes santos, aos quais nos referimos como “Patriarcas”. Tendo feito coisas grandiosas, em águas grandiosas, eles, em certa medida, podiam medir as enormes ondas da emoção de seu Redentor.

“Meu amado.” (Cântico dos Cânticos 2.8) - C. H. Spurgeon



Este é um nome precioso que a Igreja do passado deu ao Ungido do Senhor. A Igreja cantou: “O meu amado é meu, e eu sou dele; ele apascenta o seu rebanho entre os lírios” (Cântico dos Cânticos 2.16). Em seu cântico dos cânticos, ela sempre O chama por este nome deleitável – “meu Amado!” Mesmo durante o longo inverno, quando a idolatria mirrou o jardim do Senhor, os profetas da Igreja encontraram ocasião para deixar de lado, por algum tempo, o fardo do Senhor e cantar, como o fez Isaías: “Cantarei ao meu amado o cântico do meu amado a respeito da sua vinha” (Isaías 5.1).

Embora os santos nunca tivessem visto a face do Senhor, pois Ele ainda não se havia tornado carne e habitado entre nós, e apesar de nenhum homem ter contemplado a glória dele, o Senhor foi “a consolação de Israel” (Lucas 2.25), a esperança e a alegria de todos os eleitos, o “amado” de todos os que eram justos diante do Altíssimo.

Nós, que estamos nos dias de verão da Igreja, desejamos falar sobre Cristo como o Amado de nossa alma e sentir que Ele é preciosíssimo, “o mais distinguido entre dez mil” (Cântico dos Cânticos 5.10) e “totalmente desejável” (Cântico dos Cânticos

5.16). O fato de que a Igreja ama o Senhor é tão verdadeiro, que o apóstolo ousou desafiar todo o universo a separá-la do amor de Cristo e declarou que nem perseguição, nem aflição, nem perigos, nem opressão, nem espada têm sido capazes de separá-la do amor de Cristo (ver Romanos 8.35). O apóstolo se orgulhou com alegria: “Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou” (Romanos 8.37). Oh, que nós conheçamos mais de Ti, Senhor precioso.

Minha única possessão é o teu amor; Embaixo, na terra, ou em cima, no céu; Não tenho qualquer outro abrigo.

Com intenso fervor, eu oro, a cada dia,

Te peço, imploro: eu quero estar contigo!

sábado, 19 de março de 2016

“Pela fé, se fortaleceu.” (Romanos 4.20) - C. H. Spurgeon


Crente, cuide de sua fé. Lembre-se: a fé é o único meio pelo qual você pode obter bênçãos. Se ao Senhor pedimos bênçãos, nada, exceto a fé, pode trazê-las até nós. A oração não pode obter bênçãos do trono de Deus, se não for sincera e de pessoas crentes. A fé é o mensageiro angelical entre a alma e o Senhor Jesus, na glória. Se a fé estiver retraída, não poderemos enviar orações ao Senhor nem receber as respostas. A fé é um fio telegráfico que une o céu à terra e por meio do qual as mensagens do amor de Deus correm tão rapidamente, que, antes de clamarmos, Ele nos ouve. Entretanto, se o fio telegráfico da fé estiver rompido, como poderemos receber a promessa?

sexta-feira, 11 de março de 2016

“O pecado …. sobremaneira maligno.” (Romanos 7.13) - C. H. Spurgeon


Devemos nos acautelar de pensamentos levianos a respeito do pecado. Os novos convertidos possuem uma santa timidez e um piedoso temor de não ofenderem a Deus. Entretanto, logo as flores excelentes destes primeiros frutos maduros são removidas pelo tratamento áspero do mundo que nos cerca. Infelizmente, é verdade que mesmo um crente pode se tornar tão insensível, que o pecado, o qual antes o alarmava, não lhe cause mais temor. É de maneira progressiva que os homens se tornam familiarizados com o pecado. O ouvido no qual o canhão tem ribombado com frequência não escutará sons leves.

A princípio, um pecado insignificante nos causa alarme, mas logo dizemos: “Isto é um pecado insignificante, não é?” Então, surge outro pecado, mais sério; depois, outro – e, pouco a pouco, começamos a reputar o pecado como um pequeno erro, sem importância. Em seguida, brota a presunção ímpia: “Não temos caído em pecados escandalosos. É verdade que tropeçamos um pouco, mas permanecemos firmes nas coisas mais importantes. Proferimos uma palavra impura; todavia, em sua maior parte, a nossa conversa tem sido consistente”. Deste modo, justificamos o pecado e o disfarçamos, chamando-o por nomes elegantes.

quinta-feira, 10 de março de 2016

“Através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus.” (Atos 14.22) por C. H. Spurgeon



O povo de Deus tem suas aflições. Quanto Ele escolheu seus filhos, nunca esteve em seus planos que eles não fossem provados. Eles foram escolhidos “na fornalha da aflição” (Isaías 48.10). Não foram escolhidos para ter paz no mundo e alegria terrena. Nunca lhes foi prometido liberdade de doenças e das dores da mortalidade; quando o Senhor deles fez a testamento de privilégios, incluiu punições entre as coisas que inevitavelmente eles herdariam. As provações fazem parte de nosso quinhão. Elas foram predestinadas para nós de conformidade com o solene decreto e deixadas como legado no testamento de nosso Senhor. Assim como é certo que as estrelas estão dispostas no céu pelas mãos de Deus e que suas órbitas estão fixadas por Ele, assim também é certo que as provações estão designadas de modo específico para cada um de nós. Deus ordenou o tempo, o lugar e a intensidade de nossas provações, bem como o efeito que elas terão sobre nós.

“Dizia eu na minha prosperidade: jamais serei abalado.” (Salmos 30.6) por C. H. Spurgeon


“Moabe…tem repousado nas fezes do seu vinho; não foi mudado de vasilha para vasilha” (Jeremias 48.11). Deem a alguém riquezas e façam com que seus navios lhe tragam constantemente ricas mercadorias. Que os ventos e as ondas apresentem-se como servos dele, e conduzam os navios através do profundo e forte mar. Façam com que as terras desta pessoa produzam em abundância e que o clima seja propício às suas colheitas. Permitam que o sucesso lhe sobrevenha ininterruptamente; que seja entre os homens, um negociante bem-sucedido. Façam com que ele desfrute de saúde constante e deem-lhe um coração feliz. Deem-lhe um espírito esperançoso; que ele tenha perpetuamente, uma canção nos lábios. Permitam que seus olhos estejam sempre brilhando com regozijo. Mesmo se tratando do melhor crente que já existiu, a consequência natural de tal estado de tranquilidade será a presunção.

 
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