É uma frase no mínimo impactante para dizer, sendo mulher, nos momentos atuais. E talvez seja exatamente por isso que eu não me sinta acolhida e/ou representada no movimento feminista. O que o feminismo prega, em teoria, é o amor e fraternidade entre mulheres, bem como a luta pelos direitos iguais para todas elas. Entretanto, o que vemos é o ódio e segregação; há o feminismo branco versus feminismo negro, há a profunda rejeição quando uma mulher se diz desconfortável com o movimento e uma destilação de xingamentos contra homens e mulheres que discordam das ideias. Como pode uma luta por direitos iguais segregar dois grupos entre “mais e menos oprimidos” ou o uma tentativa de disseminação de amor se tornar puro ódio entre sexos?
Muitas pessoas dizem não apoiar o atual feminismo, que perdeu a essência de ameno e se tornou radical, embora tal afirmativa não condizer com os ensinamentos feministas da precursora, Simone de Beauvoir, defensora da revolução. O feminismo é baseado em revolução, em choque, em rebeldia. Este também é um motivo pelo qual não me adéquo a ele; qual o sentido de realizar protestos com atos obscenos em público – exatamente o que os ditos machistas apreciam, por sinal – se o objetivo é pregar o respeito à mulher? Por que não podemos aceitar a biologia e suas diferenças entre sexos, considerando que os dois se completam e precisam um do outro? Por que precisamos odiar homens para conquistar os mesmos direitos?


