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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

NÃO FIQUE SOZINHO por Joel Beek

Algumas pessoas diriam que a chama do casamento é a intimidade prazerosa do sexo. Outras diriam que é a amizade entre companheiros queridos. Na realidade, as duas coisas são verdade. Lado a lado, face a face, corpo a corpo e de coração para coração — o casamento tem como objetivo uma amizade íntima. 

Deus nos deu um exemplo desse grande objetivo, quando fez a primeira mulher a partir da costela do homem. Quando Adão a viu, ele exclamou: “Osso dos meus ossos e carne da minha carne!” Os dois se tornaram “uma só carne” (Gn 2.23,24). Eles formaram um par perfeito!

Deus quer que marido e mulher caminhem juntos, conversem juntos, trabalhem juntos e durmam juntos. Certa vez Matthew Henry disse uma frase que ficou famosa: “A mulher não é feita da cabeça do homem para superá-lo, nem de seus pés para ser pisoteada por ele, mas de sua costela para ser
igual a ele, e ficar debaixo de seu braço para ser protegida e perto do seu coração para ser amada”. E então acrescentou:

A visão puritana do sexo no casamento por Joel R. Beeke

O amor conjugal deve ser sexual, logo ambos os parceiros conjugais podem se dar inteiramente para o outro com alegria e exuberância em um relacionamento saudável marcado por fidelidade. Reformadores como Martinho Lutero, Ulrich Zwinglio, e João Calvino estabeleceram este aspecto do casamento ao abandonar as atitudes medievais Católicas Romanas de que o casamento era inferior ao celibato, que todo contato sexual entre parceiros conjugais era um mal necessário para propagar a raça humana, e que um ato procriador que envolvia paixão era inerentemente pecado.

Essa visão negativa estava enraizada na igreja antiga e baseada nos escritos dos notáveis Tertuliano, Ambrósio e Jerônimo. Todos acreditavam que, mesmo dentro do casamento, relação sexual necessariamente envolvia pecado.Essa atitude voltada para a intimidade no casamento, que dominou a igreja por mais de dez séculos, inevitavelmente levou à glorificação da virgindade e do celibato. Por volta do século XV, clérigos foram proibidos de casar. Duas classes de cristãos surgiram: o “religioso” (ou seja, o clero espiritual), que incluía monges e freiras que prometeram abster-se de toda atividade sexual, e o “profano” (ou seja, leigos seculares), que, proibidos de se levantarem para os níveis nobres de virgindade e celibato, foram concedidos o direito de casar.

sábado, 5 de dezembro de 2015

Uma só carne - Joel Beeke



A expressão “uma só carne” é a construção hebraica mais forte para indicar uma mudança de estado. Isto já está subentendido no fato de ter Eva sido formada de Adão. O objetivo do casamento, contudo, não é apenas tornar-se um fisicamente, não importando o quanto isso seja importante e realizador, mas em cada aspecto do relacionamento: um só no coração, um só no amor, um só em confiança, um só em propósito, em pensamento e, acima de tudo, um só em Cristo. Uma unidade que não seja mais profunda do que física, cedo dissipar-se-á e mais provavelmente terminará em um casamento infeliz ou num processo de divórcio. Porém, um casamento que tenha uma unidade global de coração, de mente e atitude terá igualmente uma unidade física especial! A unidade física não produz um grande casamento, mas um grande casamento, em Cristo, produz grande unidade física tanto quanto grande unidade intelectual, emocional e espiritual.

☼ Joel Beeke

 
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