Livre arbítrio não é, como muitos pensam, a capacidade natural que as pessoas têm de fazer as escolhas gerais do dia-a-dia. Isso, na verdade, é mera expressão do exercício comum da vontade e, ainda que sofra as influências do pecado, não foi erradicada com a queda do homem no Éden.
Observe-se a seguir uma possível definição de livre-arbítrio:
Livre-arbítrio é o poder de julgar (árbitro = juiz) com total isenção entre o bem e o mal, decidir qual alternativa acolher e realizar essa decisão sem qualquer fator que a impeça ou restrinja.
O homem desfrutou dessa faculdade antes da Queda. Ao ser totalmente corrompido pelo pecado, porém, isso se perdeu. Mesmo no homem convertido o livre-arbítrio não foi plenamente restaurado. De fato, todo crente descobre, com tristeza, que o querer o bem está nele, não, porém, o efetuá-lo (Rm 7.18-19) e que existe em sua carne uma lei que limita seu poder de realizar o que quer (Rm 7.21).

