ÚLTIMOS ARTIGOS
Mostrando postagens com marcador Rebecca VanDoodewaard. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rebecca VanDoodewaard. Mostrar todas as postagens

sábado, 20 de agosto de 2016

“O Que Uma Mulher Cristã Sabe Sobre Beleza ” por Rebecca VanDoodewaard


Tem havido muita conversa sobre a beleza por aqui ultimamente. Um amigo até rotulou a conversa como “ADB – A Discussão sobre Beleza”. Nós temos arrastado Agostinho, reformadores, puritanos, filósofos e os Mahaneys na discussão para nos ajudar e ajudar nossas filhas a pensarem sobre as mulheres e sobre a beleza como cristãs. Aqui estão cinco pontos:

A beleza física é tão real quanto à beleza espiritual. 

A nossa cultura diz às mulheres que a beleza física é tudo que importa. Alguns cristãos reagem a isso dizendo que a beleza espiritual é a única beleza real. Mas isso não é verdade; Deus criou o real, a beleza física, e neste mundo vemos muito disso, inclusive em outras pessoas. Algo puramente físico pode ser bonito (a flor, o pôr do sol, e o cabelo de Taylor Swift) e nós podemos ser gratos por isso. Há uma tensão entre a beleza física e a espiritual, enquanto nós nos esforçamos para manter o corpo e cultivar a alma, mas uma não é menos real do que a outra, embora uma seja menos valiosa do que a outra.

Beleza pode mentir. 

Embora este mundo esteja cheio de beleza física, não é a beleza que já foi uma vez. Deus criou a beleza, a bondade e a verdade para serem aspectos de uma mesma coisa (o refletir de Sua perfeição), mas em um mundo caído de Genesis 3 as três já não andam mais juntas o tempo todo. É por isso que você pode ter uma mulher bonita, sem discrição (Prov. 11:22) e uma mulher enrugada e fraca , porém cheia de bondade, compaixão e paciência. Beleza exterior nem sempre diz a verdade. George Eliot disse: “longos cílios escuros- o que pode ser mais requintado? Acho que é impossível não esperar alguma profundidade da alma por trás de um profundo olho cinza com longos cílios escuros, porém uma experiência me mostrou que eles podem ir junto com o engano, peculato e estupidez …. Em certa demora, alguém começa a suspeitar que não existe uma correlação direta entre cílios e moral … “. E é por isso que esta questão é tão complicada. O pecado cortou a beleza da verdade e do bem, Satanás distorce e abusa da beleza, e temos a tendência de olhar para o lado de fora (1 Sam 16: 7.), somos atraídos pela beleza, mesmo quando ela é divorciada ou está em oposição à bondade e verdade.

Nossas ideias de beleza são mais informadas pelos padrões culturais do que pensamos. 

Na Europa medieval, as mulheres arrancaram seus finos cabelos para darem-se testas altas. Belezas renascentistas foram muito acima do peso para os nossos padrões. Em outras culturas ao redor do mundo, pescoços longos, lábios esticados e cabeças raspadas desafiam as nossas ideias de beleza como meramente culturais e temporais e não atemporais e universais. Nós certamente temos dificuldade em pensar fora da nossa caixa cultural, mesmo quando temos de lidar com passagens da Escritura que exaltam os cabelos grisalhos como uma coisa boa.

Não somos lindas do jeito que somos. 

Há uma batalha acontecendo na cultura secular sobre beleza. Ambos os lados afirmam que a beleza é extraordinariamente importante. Um lado, no entanto, diz que tudo o que estamos fazendo não é suficiente: precisamos ser mais finas, ter o cabelo mais cheio, olhos maiores, as roupas mais caras e por aí vai, a fim de sermos realmente bonitas. Depois, há o outro lado (eu tenho certeza que você já viu os anúncios): toda mulher é bonita do jeito que ela é. Não é verdade. Qualquer um que pensa que elas são perfeitamente lindas apenas como elas são ou está na pré-escola ou tem problemas de percepção. É por isso que, quando você perguntar às mulheres o que não gosta em sua aparência, elas podem citar pelo menos algumas coisas. E elas podem estar certas: manchas e rugas e todas essas coisas são feias, não bonitas (Ef 5:27). Nós temos coisas erradas com a nossa aparência, tanto quanto temos coisas erradas com as nossas almas, e não há muito que possamos fazer sobre isso. Gênesis 3 não só nos fez pecadores: também nos fez feias, embora não tão feias como poderíamos ser, felizmente! Assim como no resto da criação, Deus preservou muita beleza em nós, embora todos nós saibamos que ficamos aquém do padrão estético, tal como fazemos moralmente.

Seremos bonitas. 

Exatamente onde a nossa cultura nos deixa pendurado (não estamos perfeitamente lindas e é uma batalha perdida) é o lugar onde as promessas da Palavra tornam-se especialmente claras. Nossos corpos estão definhando. Com o passar dos anos, eles estão ficando mais enrugados, flácidos, manchados, curvados e incolores. E enquanto uma mulher cristã cuida de seu corpo como um templo do Espírito (1 Cor 6, 19-20.), ela pode ser satisfeita e sensata durante este processo. Podemos real e verdadeiramente envelhecer graciosamente no sentido mais pleno, sabendo que este é o corpo físico temporário que um dia vai ser deixado de lado e depois receberemos de volta como um corpo espiritual perfeitamente refeito: forte, saudável e muito bonito.

Talvez três palavras devam moldar nossos pensamentos sobre a beleza: a mortalidade, a humildade e a fecundidade. Esses órgãos são temporários e há um limite do que podemos fazer para fortalecê-los enquanto nós os temos. Nós somos mortais: temos uma data de expiração da mesma forma como o leite na geladeira. A mortalidade deveria nos fazer humildes, não deveria? A pessoa de 20 anos mais linda deve se sentir sóbria quando se lembrar de que um dia seu belo rosto e corpo estarão em uma sepultura e as pessoas não vão querer vê-la. É aí que a fecundidade traz equilíbrio. Se estamos todos destinados à sepultura, o que vamos fazer com esses corpos que ocupam muito tempo e esforço? Frutificar. Sabemos que fruto estamos nutrindo: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio.

Sabendo que somos mortais e que vamos morrer, devemos nos esforçar para sermos saudáveis e em bom condicionamento, não por causa da pressão cultural, mas porque somos capazes de servir aos outros. Admitindo-se que nossos corpos estão caídos, ainda abundamos de amor ao próximo. Podemos esconder as manchas e rugas com um pouco de maquiagem, demonstrando bondade para com as pessoas que têm de olhar para nós. E nós podemos usar o autocontrole e humildade ao nos vestir, ao fazer o cabelo e todo o resto, porque vamos ter de dar conta de como passamos cada minuto e cada dólar. Felizmente, é nessa segunda vinda que também receberemos não somente novos corpos, mas também mentes e almas perfeitamente capazes de usá-los da maneira que melhor traz glória a Deus. Vamos começar a praticar agora.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

“Deixando e Unindo” por Rebecca VanDoodewaard



“Um casal deve viver, pelo menos, a cento e sessenta quilômetros de distância dos pais durante, pelo menos, o primeiro ano de casamento.” Isso é o que um casal mais velho nos disse quando estávamos indo à igreja no banco de trás do carro deles. Pensávamos que estávamos cumprindo muito bem esse papel: não era bem o nosso primeiro ano de casamento, mas estávamos a quase 5.000 quilômetros de distância de nossos pais.

Sair de casa, a fim de se unir e formar uma identidade nova e separada como marido e mulher é uma ordenança feita na criação. Gênesis 2:24 nos diz: “deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher…” O Novo Testamento repete este mandato (Mat. 19: 5). Casar implica em sair da casa dos seus pais ( com raríssimas exceções ) e em criar um lar novo e independente. Pelo menos, de acordo com os padrões bíblicos.

Mudar de cidade, certamente facilita “deixar e unir”, mas não é uma garantia de que irão cumprir esse mandato, assim como ficar na mesma cidade não impede que o cumpram. Então, por que “deixar e unir” é fundamental? Quando um homem e uma mulher se casam, eles felizmente e respeitosamente deixam suas próprias famílias para formar um novo núcleo familiar. “Deixar e unir” é realmente um comando. Sem deixar e unir, a formação de uma nova família é atrofiada; ela não será tão forte e frutífera como deveria, porque ainda estará dependendo de outros para as coisas que ela mesma deveria estar produzindo em si. Assim como o estudante universitário que chega em casa para se divertir no porão com vídeo game, há algo que não está certo sobre isso – não há um desenvolvimento normal ou produtivo.

Isso não significa que um casal deva viver em isolamento: isso também não é saudável, mas significa que eles devem se tornar uma família diferente, com os aspectos bons e úteis de duas culturas familiares diferentes, criando algo novo, não como uma criança que deve satisfação aos pais, mas como uma família que deverá prestar contas diretamente ​​à igreja local como um lar cristão. “Deixar e unir” não nega honrar pai e mãe, apenas produz uma forma mais madura de honrar que usa a formação e ensino recebido pelos pais para contribuir para a Igreja e para a sociedade.

Então, na prática, de que maneira devemos “deixar e unir”? Aqui estão algumas idéias:

Ter o seu próprio círculo de amizades e calendário social. Se, como casal, vocês dependem dos pais para contatos sociais ou eventos, isso não é saudável. Vocês precisam ter seus próprios amigos. A igreja local é o melhor lugar para começar, mesmo que vocês participem da mesma congregação que seus pais. Encontrem casais e solteiros de várias idades que você não conhece bem e se apresentem a eles. Se aproximem, criem amizades em sua igreja e na vizinhança e seu calendário refletirá uma independência social saudável que abençoa os outros, enquanto vocês desenvolvem a hospitalidade juntos.

Resolver problemas cotidianos juntos. Chamar papai e mamãe para consertar o seu cortador de grama, resolver um conflito sobre criação de filhos, organizar o menu semanal ou qualquer coisa que seja um desafio para vocês, geralmente significa que vocês não estão dispostos a fazer o trabalho que ser um adulto e adquirir habilidades para a vida demandam. Se os seus pais facilitam essa dependência, eles não estão interessados ​​em ajudar você a superar isso.

Isso não significa que você não possa pedir ajuda, mas que a ajuda não deve vir sempre de papai ou mamãe. Além disso, as habilidades práticas deverão diminuir a necessidade de ajuda a cada dia. Problemas maiores ou mais sérios (como uma criança rebelde, doença ou um vício da pornografia) exigem ajuda e conselhos, mas que podem vir da igreja local, bem como de pais piedosos. Resolver seus próprios pequenos problemas demonstra uma boa “ética de trabalho” de querer aprender e não ser um fardo para os outros.

Pagar suas próprias despesas. Às vezes, em determinadas situações, um casal vai precisar de ajuda financeira, mas isso precisa ser temporário ou excepcional. A expectativa deveria ser de que o novo casal funcione como uma unidade financeira independente. Depender financeiramente dos pais (de um ou dos dois) para viver significa que vocês não são, em circunstâncias normais, capazes de viver como adultos. Isso também significa que vocês não estão abençoando os outros que estão verdadeiramente em necessidade (Ef. 4:28). Em circunstâncias normais, uma família financeiramente autossuficiente é uma bênção para os pais e para a igreja, pois há provisão para si mesma e para os outros.

Tenha sua própria vida espiritual. Leiam a Bíblia juntos enquanto casal. Orem juntos. Vão à igreja juntos. Se vocês acham que é melhor, encontrem sua própria congregação que não seja a de seus pais. Essas coisas são vitais se vocês pretendem “deixar e unir” de forma bíblica e saudável. A história está cheia de casais que estavam totalmente entrosados, mas de forma errada. Ananias e Safira são apenas um exemplo em Atos 5. Porém, se vocês estão crescendo juntos sob a luz da Palavra e em comunhão sincera com crentes maduros, sem depender dos pais para transportar a carga espiritual, será uma união que honra o Senhor e traz bênçãos para seu casamento.

“Deixar e unir”, de fato, traz não somente a sensação, mas também a realidade de uma família nova e forte. Fazer essas (e outras) coisas juntos cria um vínculo entre marido e mulher, gerando uma família nuclear mais forte e frutífera. Você não pode hospedar amigos, resolver conflitos, pagar contas, e orar um pelo outro sem crescer mais em união, mesmo que você tenha obstáculos no caminho. Falhar em “deixar e unir” inevitavelmente enfraquece um casamento a longo prazo. A obediência traz bênção. Deus dá graça e meios para fortalecer o casamento, para que o casal possa, de forma misteriosa, projetar a proximidade que Cristo tem com a Igreja. Afinal, esse é o objetivo, não é?

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

“Sobre Casamentos e a Glória Eterna” por Rebecca VanDoodewaard



Eu conheço duas jovens moças que se casarão nesse verão. Elas têm belas alianças, escolheram todas as testemunhas e daminhas e se divertiram pesquisando por vestidos e em seus chás de panela. Mas isso não é o suficiente para elas. Por mais prazeroso que o período de noivado possa ser, elas querem casar. De fato, elas mal podem esperar. Se você pedisse por favor que elas adiassem as coisas só por um tempinho, elas negariam. Elas fizeram todos os preparativos para que o casamento fosse possível, receberam uma promessa de casamento feita pelo homem que amam e não aceitariam nada menos do que isso, nem poderiam esperar mais do que o tempo necessário para o grande dia.

Então, é o casamento que está ditando no que elas pensam e como vivem nesse momento – não a aliança de noivado. A jóia é apenas um encorajamento e um símbolo do que está por vir. Conversas sobre o pedido de casamento ou sobre os preparativos que já foram feitos não são os pensamentos que mais ocupam a sua mente e sim o que acontecerá da lua de mel em diante. É por isso que fazer as malas, organizar os documentos, e fazer contagem regressiva são as coisas que dominam os seus dias.
Haveria algo totalmente errado com o relacionamento se a noiva – ou o noivo!- aceitasse ficar na “sala de espera relacional” mais tempo do que o necessário. Uma noiva que não está focada no casamento por amor ao seu noivo está desconectada com a realidade, desequilibrada e, geralmente, despreparada para tal compromisso.

Mas nós, cristãos, frequentemente agimos assim, não é mesmo?

Frequentemente, nós nos contentamos e ficamos confortáveis com nossas vidas. Sabemos que Cristo está vindo, mas enquanto tivermos uma vida boa aqui, pra quê a pressa? Nós realmente não agimos como a Noiva de Cristo que as Escrituras dizem que somos – almejando pelo retorno do Noivo. Nós vamos para a Igreja, frequentamos nossas redes sociais, oramos antes das refeições, assistimos as coisas horríveis de sempre, lemos nossas Bíblias, ficamos obcecados por algo no nosso passado e raramente pensamos sobre a morte ou o retorno de Cristo.

Agir como a Noiva que somos é bem diferente de ir comprar o vestido e encontrar um salão. (Cristo faz essas coisas para os cristãos, então não precisamos fazer isso). Para os crentes vivendo nessa Terra isso significa esquecer o que para trás fica e prosseguir para o alvo: a consumação da segunda vinda. Isso significa entender que nós fomos colocados aqui por uma razão: preparar-nos para o casamento.

É para isso que o noivado serve, certo? Para dar tempo para a noiva (e o noivo) arrumar as coisas para o casamento e a vida juntos. Por isso a lista de presentes, os chás e as compras para as noivas desse mundo. Por isso os meios da graça, a santificação e as oportunidades de evangelismo para a Igreja.

Noivas que passam seus noivados perdendo tempo e fazendo planejamentos malfeitos irão se envergonhar quando o casamento chegar e a festa for caótica e faltarem louças na casa nova. Cristãos que perdem seu tempo nessa Terra vão ter que tristemente prestar contas se passarem esse período se preparando mais para outras coisas do que para o retorno de Cristo.

Isso não é salvação por obras. As noivas não fazem todos os preparativos para merecer o amor de seus noivos; elas já o têm. É esse amor que as motiva a estarem prontas para o casamento. Se nós amamos a Cristo, vamos começar a agir como Sua Noiva. Ele nos deu tudo que precisamos para nos prepararmos para Seu retorno, e já provou Seu grande amor por nós. Como podemos não ficar animados com o encontro com Ele e motivados para usar as ferramentas que Ele nos deu para estarmos prontos?


Fonte: Mulheres Piedosas

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

“Facebook, Privacidade e Unidade no Casamento” por Rebecca VanDoodewaard



Talvez seja eu, mas parece que há uma quantidade terrível de casais publicando coisas sobre seu relacionamento no Facebook. Desde “você é o melhor namorado de todos” até “ele disse __________ quando me pediu em casamento” ou mesmo “Estou grávida, amor”. Bem, o lado emocional de um relacionamento é tão real quanto o sexual. Demonstrações físicas de carinho excessivas em público é inaceitável, contudo, o equivalente emocional é quase que esperado nas redes sociais. Ninguém se importa se um casal está de mãos dadas ou dá um beijo na buchecha do outro, mas mesmo aqueles que não são cristãos mantêm demonstrações públicas de afeto sob controle quando há outras pessoas ao redor. Todavia, os casais cristãos frequentemente exageram nas suas interações emocionais online. 
As pessoas fazem isso pelas mais diversas razões: é um modo de comunicação conveniente (obviamente), publicidade é o modo pelo qual a mídia social funciona, “curtidas” são viciantes, todos os outros estão fazendo e você não quer que as pessoas pensem que a) seu relacionamento está indo de mal a pior, já que vocês não estão se rasgando em declarações na timeline um do outro, ou b) de que você é uma obcecada por privacidade, uma romântica firmemente calcada de outrora. Quando todos os seus amigos estão postando sobre sua lua-de-mel, você é a estraga-prazeres. Eu lido sem problemas com toda essa exposição no meu feed de notícias. E, enquanto não me importo de pular os detalhes horripilantes do relacionamento amoroso de alguém, penso que os próprios casais são os que mais perdem algo ao postar coisas assim. 
A exclusividade emocional que existia no casamento antes das redes sociais – ou antes de todos publicaram tudo nas redes sociais – está se desgastando. Antes do twitter e, especialmente, antes do e-mail, se você queria comunicar algo ao seu cônjuge quando ele não estivesse por perto, você tinha que ligar ou mandar uma carta. Essas duas formas de comunicação são bastante privadas, especialmente pelo fato de que fazer uma ligação significava estar num cômodo particular com uma linha telefônica presa a uma mesa ou parede. 
Nenhum marido em sã consciência convidaria 500 pessoas para irem ao seu escritório escutar e comentar uma ligação para sua esposa. Ainda assim, as pessoas estão bastante satisfeitas de ter centenas de pessoas não só lendo, como também curtindo, comentando e até mesmo compartilhando declarações de carinho aos seus afetos. Momentos que costumavam ser particulares – partes da história particular emocional de um casal – agora são domínio público. Isso tem que ter algum tipo de impacto num relacionamento. Ainda que você se sinta mais conectado com os seus amigos e seguidores ao comunicar esses pensamentos e eventos antes particulares, isso tira parte do prazer e da intimidade do que significa ser marido e esposa – do que significa ser uma só carne.
Publicar coisas sobre o seu relacionamento (inclusive coisas boas) não significa que você caminha em direção ao divórcio, mas isso deve significar que a exclusividade que Deus desenhou para fortalecer e edificar um casamento é enfraquecida a medida que você compartilha e tuíta. Isso se torna ainda mais verdadeiro quando os seus amigos no Facebook não são apenas familiares e amigos próximos, mas também conhecidos, colegas de trabalho e colegas de sala de aula que você não vê há anos. Você está contando coisas significativas e profundas sobre seu relacionamento para pessoas que não se importam. Compartilhar detalhes particulares também pode ser prejudicial para outras pessoas. Pense duas vezes antes de publicar sobre o seu marido maravilhoso e pergunta a si mesma como a sua amiga que sofre com um marido adúltero irá se sentir. 
Pondere por apenas um momento o que a sua felicidade por dizer ao seu marido que está grávida fará com uma mulher estéril da igreja. O que o seu irmão ainda solteiro pensará quando ver fotos do jantar romântico que você planejou para o seu noivo? Aquele casal com dificuldades no casamento se sentirá encorajado ou desanimado com uma publicação sua que diz “você é a melhor esposa e eu vou te amar para sempre!”? 
Não estou falando que é errado postar qualquer coisa que seja sobre o seu relacionamento. Claro, diga às pessoas que ele comprou rosas para você no seu aniversário – seu florista e o banco já sabem disso, assim como qualquer um que entrar na sua sala de estar. Salomão e sua noiva tinham amigos (reais, não amigos virtuais) ouvindo parte da conversa deles. Mas não tudo. Na verdade, há momentos em Cântico dos Cânticos em que se torna óbvio que eles querem fugir para um lugar onde eles possam conversar em particular. 
Aqueles sentimentos e momentos íntimos e profundos deveriam ser mantidos íntimos e profundos: privados. A próxima vez que você tiver o impulso de contar ao seu marido ou esposa algo incrível, marcantes ou edificantes para o casamento, tente usar uma mensagem, uma ligação ou até mesmo um cartão que ele possa guardar. Continue fazendo isso por um tempo – talvez a vida toda – e você verá como seu relacionamento crescerá. 

“O meu amado fala e me diz: Levanta-te, querida minha, formosa minha, e vem. Porque eis que passou o inverno, cessou a chuva e se foi; aparecem as flores na terra, chegou o tempo de cantarem as aves, e a voz da rola ouve-se em nossa terra. A figueira começou a dar seus figos, e as vides em flor exalam o seu aroma; levanta-te, querida minha, formosa minha, e vem. Pomba minha, que andas pelas fendas dos penhascos, no esconderijo das rochas escarpadas, mostra-me o rosto, faze-me ouvir a tua voz, porque a tua voz é doce, e o teu rosto, amável. Apanhai-me as raposas, as raposinhas, que devastam os vinhedos, porque as nossas vinhas estão em flor.” (Cântico dos Cânticos 2:10-15)

Fonte Original: The Crhistian Pundit



sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

“As mentiras do Feminismo” por Rebecca VanDoodewaard


No meu último semestre em uma velha universidade secular, eu fui convidada para um jantar com os professores. Em uma conversa tranquila, a diretora me perguntou do outro lado da – enorme – mesa o que eu estava planejando para o outono (ela tinha distribuído formulários de aplicação para o curso de pós-graduação e queria saber onde eu estudaria). Com quatorze semanas de gravidez, eu lhe respondi que meu plano era: ter um bebê. A mesa inteira ficou em silêncio. Os professores do sexo masculino estavam surpresos e estranhando a minha resposta, enquanto as professoras pareciam visivelmente irritadas. Um outro estudante que também estava presente se aproximou mais tarde para perguntar se eu estava falando sério. A única reação positiva veio do meu – velho, liberal, anglicano, do sexo masculino – orientador de tese. Alguém logo mudou de assunto.

Aparentemente, eles não acreditavam no que tinham me dito nos últimos quatro anos – que eu poderia escolher meu próprio caminho, fazer o que eu quisesse com a minha vida e alcançar o meu potencial, independentemente da opinião das outras pessoas. Eu amei meus estudos e uso minha educação todos os dias em minha casa. Mas esse não era o plano da universidade. Eles tinham uma definição específica para realização e sucesso absoluto, e a minha concepção, para eles, estava equivocada, mesmo que fosse o que eu queria. Eu não compartilhava da linha de pensamento feminista do meio acadêmico secular, e eles não iriam me parabenizar ou apoiar. Aparentemente, o direito da mulher escolher se limita às escolhas “politicamente corretas” aprovadas pelo feminismo.

Ao assistir o filme “A Dama de Ferro” na semana passada, percebi como as promessas do feminismo são vazias. Eles prometeram tudo a Margaret Thatcher (que nem sequer era uma feminista radical). Porém, no final de sua vida, ela tinha um país cada vez mais socializado, filhos praticamente desconhecidos, um marido morto, e, se os produtores do filme foram fieis à verdade, um grande arrependimento. Ela foi extremamente competente em seu trabalho, mas tudo aquilo pelo que ela trabalhou veio a ser de pouca importância no final de sua vida. E as coisas que mais importavam – a sua alma e as almas de sua família – foram negligenciadas. Se nem mesmo a única primeira-ministra mulher da Grã-Bretanha encontrou satisfação e realizacão verdadeira e duradoura em sua vida, o que o feminismo poderia oferecer ao grande número de esposas e mães que estão trabalhando como operárias, secretárias, advogadas ou médicas?

O feminismo quer que as pessoas acreditem que todas as mulheres devem e podem ter carreiras glamourosas, mas a maioria das mães que trabalham fora de casa têm empregos menores, gastam seu dinheiro com babás, e voltam para um lar “bagunçado” no final de um dia de trabalho. Algumas mulheres têm de trabalhar devido a certas circunstâncias. Algumas amam os seus empregos, e um crente pode exercer qualquer vocação legítima para a Glória de Deus, mas a imagem que as feministas pintam está muito longe da realidade. Esse quadro cor-de-rosa é perpetuado pela suposição cultural de que as mulheres que ficam em casa fazem isso porque elas não podem fazer nenhuma outra coisa, e que ficar em casa significa que você vive em uma bolha de brinquedos, pratos e lavanderia.

As feministas se recusam a ver que ser dona-de-casa proporciona a uma mulher mais tempo na cozinha do que qualquer aficcionado por gastronomia pode ter, mais oportunidades de ler do que qualquer bibliotecária, mais chances de moldar o caráter das crianças que qualquer super babá, mais tempo para fazer o bem do que qualquer mulher engajada em obras sociais, mais tempo para decorar a sua casa do que qualquer decoradora ou arquiteta e mais tempo para ler estatísticas econômicas do que qualquer economista. Ficar em casa cria mais oportunidades para desenvolver os seus interesses, habilidades, capacidades e modos de servir do que qualquer outro trabalho lá fora. Ainda assim, as feministas empurram as mulheres em cubículos, dizendo-lhes que apenas dessa forma elas terão uma vida, se sentirão realizadas, e estarão em contato com o mundo exterior.

Nossa cultura está cada vez mais às avessas. Ela aplaude a Martha Stewart, que sacrificou seu casamento e sua moral para construir uma empresa que ganha milhões de dólares em cima de mulheres americanas que não têm tempo para pensar criativamente sobre suas próprias casas. Ao mesmo tempo ela zomba de pessoas como minha mãe, que recusou uma incrível oportunidade de estudos de graduação, a fim de ensinar seis crianças em casa por quase 30 anos.

No final das contas, é o padrão bíblico de ser “boas donas-de casa” (Tito 2:5), que traz bênção para as mulheres, porque foi Deus quem ordenou isso para seu benefício pessoal e familiar – e, portanto, social. Martha Stewart tem ações, títulos, mansões, veículos de luxo, e uma incrível coleção de antiguidades. Eu não. Eu tenho um lar agitado, uma mini-van cheia, um monte de roupas, e a esperança da Glória. Claro, há dias em que um emprego de escritório parece administrável ou a carreira acadêmica, atraente. Mas quanto tempo, no máximo, esse prazer e satisfação permaneceriam durante toda a minha vida? É apenas a obediência que traz a felicidade eterna.

“Disse-lhe o seu senhor: Muito bem, servo bom e fiel; sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.” Mateus 25:23.

ps. Eu não tenho a intenção de comunicar, com esse artigo, que o trabalho fora de casa é necessariamente errado. O que eu intenciono tratar é o falso pressuposto cultural de que uma mãe / dona-de-casa não sabe de nada, não faz nada, e não contribui em nada, quando é ao contrário, é uma alta vocação e realização de um chamado.


 
Topo
Copyright © 2015 Tulipa Reformada. Todos os direitos reservados Tulipa Reformada | Tudo para a Glória de Deus