ÚLTIMOS ARTIGOS
Mostrando postagens com marcador casamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador casamento. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 19 de abril de 2017

"Teu casamento pode ser ímpio sem você perceber" por Josemar Bessa


Existe um famoso livro chamado Respectable Sins ( Pecados respeitáveis ). No subtítulo do livro é dito: Confrontando os Pecados que Toleramos.

No meio cristão, muitas vezes fazemos um bom trabalho ao abordar pecados “maiores” como infidelidade, pornografia, relação abusiva... mas temos a tendência de minimizar os pecados “mais respeitáveis” – ou seja que toleramos facilmente.

Quando você olha o índice de conteúdo do livro, alguns tópicos logo se destacam, como pecados que mais facilmente “brilham” em nossas vidas. Coisas que você normalmente tenta minimizar... como raiva, falta de auto-controle, ingratidão... mas há um tópico que é um soco no estômago por ser tão terrível, e tão tolerado.

É o pecado da impiedade... e queremos rapidamente olhar para o pecado da impiedade, e refletir sobre como afeta terrivelmente a caminhada cristã e o casamento.

Assim, à primeira vista, como cristãos, seguidores de Cristo, as pessoas acham que cometem... por isso não lutam... com o pecado da impiedade... ser “ímpio”. Afinal de contas, se alguém é cristão, é porque foi levado a crer em Cristo como seu Salvador, e embora possa agir como um ímpio algumas vezes, os cristãos normalmente não acham que lutar contra o  pecado da impiedade seja um grande batalha para eles.

Bridges faz um bom trabalho no capítulo sobre esse assunto em ajudar o leitor a entender a diferença entre a irreverência, maldade e impiedade. Mas especificamente, Bridges ensina partindo de Romanos 1.18, onde o apóstolo Paulo declara: “Porque do céu se revela a ira de Deus contra toda a impiedade e injustiça dos homens” – Nesta passagem Paulo distingue a impiedade da injustiça.

Impiedade é descrita e descreve uma atitude para com Deus, enquanto a injustiça se refere a ações pecaminosas em si, em pensamento, palavra e ação.

A impiedade pode ser descrita então, como estar vivendo a vida diária com pouco ou nenhum pensamento proposital sobre Deus, sobre a vontade de Deus, sobre a glória de Deus ou sobre a dependência de Deus... Poderíamos continuar aumentando a lista.

Em outras palavras, Deus se torna irrelevante na vida real e diária dessa pessoa e ela vive basicamente – apesar de sua crença, seu cristianismo... – como se Deus de fato não existisse... ou estivesse presente e tivesse que ser honrado como Deus em cada aspecto da vida diária. Por exemplo, alguém faz planos sem sequer considerar Deus totalmente naquela lista que mostramos antes... ou sem reconhecer sua dependência de Deus para levar qualquer plano adiante. Não seria isso óbvio quando a vida de oração é tão tênue? Tiago diz: “Eia agora vós, que dizeis: Hoje, ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos; Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece. Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo.” - Tiago 4:13-15 – Isso é o pecado de impiedade se manifestando.

Muito mais poderia ser dito ou escrito sobre o tópico, mas queríamos olhar sobre como nossos casamentos cristãos podem ser ímpios sem nós nem mesmo percebermos.


Aqui estão alguns exemplos:


1. Como você e seu cônjuge tomam decisões importantes sobre coisas como dinheiro, férias e horários?


Se você está em um casamento ímpio, você vai tomar decisões baseadas mais no que se encaixa no orçamento, o que é conveniente aos horários e como tudo se alinha ao teu calendário. O mesmo que um homem natural faria. No casamento piedoso, por outro lado, as decisões são feitas em oração e processadas entre si em meditação na Palavra e com a comunidade sábia: “O que anda com os sábios ficará sábio, mas o companheiro dos tolos será destruído.” - Provérbios 13:20


 2. Você trabalha de todo o coração para com o Senhor, ou trabalha,  é pai, e ama seu cônjuge com “meio-coração?”

“E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai. Vós, mulheres, estai sujeitas a vossos próprios maridos, como convém no Senhor. Vós, maridos, amai a vossas mulheres, e não vos irriteis contra elas. Vós, filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto é agradável ao Senhor. Vós, pais, não irriteis a vossos filhos, para que não percam o ânimo. Vós, servos, obedecei em tudo a vossos senhores segundo a carne, não servindo só na aparência, como para agradar aos homens, mas em simplicidade de coração, temendo a Deus. E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens” - Colossenses 3:17-23

Na vida e no matrimônio ímpio, a pessoa dá 100% a alguns aspectos de sua vida, mas então vive sem entusiasmo nos outros. Ele não faz TUDO como que diante de Deus. Ou seja, impiedade. Então há dias em que a pessoa dá 100 % para o seu trabalho e, em seguida, dá as sobras e sucatas para sua esposa e filhos. Há dias em que a pessoa se mata no trabalho, servindo com todo o seu coração, mente, alma e força ( como ao Senhor, como Paulo diz ), e então chega em casa e passa passivamente pela esposa e mal tolera os filhos. No casamento piedoso, você tem suas prioridades retas e opta por fazer tudo, trabalhar de todo o coração ao Senhor em todos os aspectos da sua vida.

Poderíamos continuar aumentando a lista... mas acho que cada um de nós pode fazer isso em aspectos particulares de nossa vida e casamento.

Uma maneira melhor

Em vez de viver uma vida ímpia e um casamento ímpio, Paulo desafia seus leitores em Colossenses 1: 9-10 a serem cheios do conhecimento da vontade de Deus em toda a sabedoria espiritual e entendimento, e andar de maneira digna do Senhor, ou seja, consciente sempre da presença dele – o que é piedade o oposto da impiedade. Temos um casamento piedoso? Uma família piedosa? – “Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós, e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual; Para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda a boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus;” - Colossenses 1:9,10

Em vez de viver um casamento ímpio, deseje conduzir teu casamento de uma maneira que seja completamente agradável a Ele e realmente diante dele – Piedade, e não onde Deus é periférico e na verdade irrelevante na maior parte das coisas que compõe o casamento e a família – Impiedade. Não existe percentual de piedade... ou Deus está sendo considerado em tudo, ou não está.

Como dissemos no início, a impiedade pode ser descrita como estar vivendo a vida diária com pouco ou nenhum pensamento proposital sobre Deus, sobre a vontade de Deus, sobre a glória de Deus, ou sobre a dependência de Deus...

Responda a si mesmo: Você tem percebido diariamente as implicações profundas do pecado da impiedade no tua vida e teu casamento?

quinta-feira, 7 de julho de 2016

“O Casamento Bíblico” por Pr. Augusto Brayner



Há não muitos anos, talvez 30 ou 40, o tema do divórcio e do novo casamento não tinham tanta importância no meio da Igreja. Não que fossem questões consideradas marginais, mas porque não parecia ser um inimigo tão grande naquele período. As famílias eram bem mais firmes e estáveis, os filhos tinham mais certeza que teriam seus pais juntos ao longo da vida. Segundo Jay Adams, a única obra considerável sobre o tema era “Divorce” de John Murray. Um livro de difícil leitura e que nunca fora muito popular. Contudo, hoje as prateleiras estão cheias dos mais variados tipos de livros sobre o tema, quase todos, com boa dose de tradicionalismo e liberalismo e quase nada que emane da Escritura. Diante disso, me proponho a falar um pouco sobre o tema o dividindo em três pequenos artigos, sendo este primeiro mais voltado ao casamento, noivado, namoro e solteirice à luz da Escritura.

Podemos perceber como a Igreja foi tomada por casos e mais casos de divórcios, são inúmeras as pessoas que já estão no terceiro ou quarto casamento e continuam na Igreja, quando não são eles próprios os pastores. O casamento foi tão banalizado a ponto de haver igrejas com uma junta de advogados para lidar exclusivamente com os divórcios de seus membros. Há algo de muito sério acontecendo! Não se pode deixar de dar a atenção adequada a um assunto que mexe com a vida da Igreja de maneira tão profunda. Portanto, faz-se necessário que comecemos a tratar do tema a partir dos seus fundamentos, considerando as pressões próprias da nossa época.

AS PRESSÕES DA PÓS MODERNIDADE

Até pouco antes da década de 60 o casamento era tomado, a priori, como algo plenamente bom e reverenciado pela sociedade. Ainda que houvessem muitos adultérios e outros problemas, estar casado era ser bem visto pelas pessoas. O próprio Estado tinha leis duras contra os infiéis que dificultavam e ameaçavam com punição aqueles que promoviam o divórcio. O mundo tinha uma moralidade mais firme, até que a pós modernidade chegou e abalou as estruturas morais da sociedade.

Se antes a ciência tinha a resposta para todas as coisas, agora em um mundo pós moderno, não existe uma verdade acima de todas as demais. Cada um pode levar a vida que quiser, criar o conceito de família que bem entender. Entretanto, essa aparente tolerância acaba quando alguém “ousa” discordar do senso comum vigente. Nunca a instituição matrimonial foi tão afrontada como na presente era. Ao casamento faltava bases mais sólidas para enfrentar ataques dos militantes gays, dos professores universitários e de tantos outros pseudo-intelectuais.

Aliado a isso, ainda podemos citar o descobrimento das muitas formas de contraceptivos, principalmente da pílula do dia seguinte e todo o tipo de invenções, que trouxeram uma sensação de maior controle sobre a vida humana. Mediante as possibilidades de desfazer as consequências naturais do sexo fora do casamento, como a gravidez indesejada, as pessoas começaram a repensar sobre a necessidade do casamento. Sem bases espirituais sólidas, parece que o casamento perdera o sentido. Ora, se eu posso manter relacionamento sexual com quem quiser e não vou engravidar, e ainda que isso aconteça posso buscar o aborto, para que então casar? O que lhes faltava era conhecimento sobre o que é de fato o casamento!

OS GRANDES RISCOS DA NOSSA ÉPOCA

O fato de vivermos em um mundo onde a verdade de todos parece ser tolerada, parece ser uma oportunidade para que tenhamos mais espaço e respeito quando falarmos sobre o que entendemos a respeito do casamento, mas na prática não é bem assim que funciona. Os extremos estão cada vez mais distantes. Hoje vemos pastores e membros de Igrejas completamente liberais quanto ao divórcio e outros que não admitem a legitimidade da separação e do novo casamento sob hipótese alguma.

Essa semente extremista emana desde o Éden nas palavras de Eva. Ao conversar com a serpente ela acrescenta o que Deus não disse, sendo mais dura que a própria lei do Senhor, e ao mesmo tempo retira partes vitais da Palavra de Deus. Eva cai na conversa da serpente ao exagerar e ao diminuir, pois essa é a estratégia mais perversa do Maligno (Gn.3:1-4). Enquanto, a Escritura busca sempre o equilíbrio e a sabedoria no tratar de todas as causas concernentes à vida humana, os crentes tem se pautado cada vez mais no extremismo anti-bíblico. O pensamento do mundo mais uma vez adentrou à Igreja com seu engano sutil.

O mundo da tolerância, na verdade, é o mais intolerante de todos os tempos. As pessoas estão cada vez mais radicais em seus pensamentos. Os militantes pós modernistas estão prontos a ouvir qualquer verdade, desde que elas não contrariem a sua própria. Essa realidade, infelizmente, não é diferente na Igreja.

Os conceitos mundanos ligados a experiência sexual e ao casamento estão disseminados no seio do povo de Deus. Os jovens não vêm motivo para pensar em casamento antes que tenham conquistado um grau de mestre ou doutor. As moças estão no mesmo caminho. Muitas não sabem fritar um ovo, mas são experts em bolsa de valores, estratégias de marketing e planos de carreira orientadas pelo seu personal coaching. Diante disso, devemos passar a meditar de uma maneira segura, bíblica e criteriosa sobre os fundamentos bíblicos do casamento para todos os tempos.

RETOMANDO AS BASES DO CASAMENTO

A união matrimonial é uma expressão analógica da Trindade e da relação que o Deus triúno tem com sua Igreja. Na eternidade Deus escolheu uma noiva para o seu filho e os uniu misticamente (Ap.21:9,10; Jo.15:1-9). Essa união apresenta a perfeição do relacionamento que o Criador propôs desde o princípio, a qual foi restaurada em Cristo, quando o noivo demonstra completa entrega pela sua amada sendo ele mesmo o provedor da vida, o líder espiritual e o protetor daquela que é alvo do seu amor incondicional (Ef.5:26,27). A Igreja redimida por sua vez, é aquela que vive com alegria a função de auxiliadora (Gn.2:18; Ef.5:24) e faz tudo para glória do seu marido (Pv.31:23).

É pensando nessa união perfeita que devemos analisar o casamento entre um homem e uma mulher. É preciso levar em consideração que essa união tem primazia desde as primeiras páginas da Escritura (Gn.2,3). Foi Deus quem a instituiu, Ele criou o homem e dentre os mandatos que lhes ordenou, um deles dizia respeito ao casamento (Gn.1:28). Veja, Deus regulou a maneira do homem trabalhar e lidar com a criação, regulou também o culto e submissão ao Criador e fez o mesmo com o casamento. Assim, o matrimônio não pode ser realizado ou desfeito fora dos padrões do grande legislador. O casamento instituído por Deus não foi simplesmente um contrato assinado em cartório. Um contrato é válido enquanto as duas partes o mantém de pé ou até quando determinado objetivo é alcançado, depois disso ele se encerra. O casamento, porém, é uma Aliança de caráter público diante de Deus e dos homens.

Além de não ser apenas um contrato, o casamento também não é simplesmente um evento social. Não se deve confundir o casamento com a cerimônia, esta pode ser simples e reservada, ou exuberante e grandiosa. Aquele, entretanto, tem sempre caráter público por envolver a participação do Estado e, por vezes, da Igreja, quando se tratam de filhos da Aliança. Ao contrário do que pensam os romanos, essa união não é consumada por meio da junção carnal, mas do compromisso público. A intimidade do casal apesar de muito importante, não delimita a instituição da nova família. O que consuma o casamento é a Aliança de compromisso feita diante do Estado e da Igreja. Segundo Van Groningen “a cola da aliança matrimonial é também aquela promessa mútua, não só de se submeterem um ao outro, mas de receberem um ao outro como são e, então, estando assim ligados essas promessas serão realizadas em contínuo desenvolvimento que unirão mais fortemente homem e mulher” (Família da Aliança, p.44)

O casamento é um vínculo de fé, uma Aliança espiritual, por isso não pode ser feito entre crente e descrente. Embora os ímpios possam e devam casar, nunca um crente deve se envolver em aliança matrimonial com um descrente. O casamento cristão é a base da família da Aliança que se une ao redor da Palavra em casa, que se apronta para ir junta cultuar, que almeja a Terra Prometida e que entende suas funções no lar conforme determinadas pelo Senhor. Como um ímpio seria o pastor da casa se ele não conhece o supremo pastor (Gn.2:15)? Como uma mulher ímpia se submeteria ao seu marido como a Igreja se submete a Cristo se ela nem conhece essa relação (Ef.22,23)? O povo da Antiga Aliança sempre foi repreendido por Deus quando se envolveu nesse tipo de relacionamento ilícito (Dt.7:2-4; Ed.10). Segundo Malaquias, o relacionamento de um crente com um ímpio é o mesmo que o filho de Deus se casar com um filho de Satanás (Ml.2:11).

O PRIMEIRO CASAMENTO DA HISTÓRIA

Todo casal sonha com o dia do seu casamento e, sendo crentes, esperam que nesse dia estejam presentes seus melhores amigos, família, um oficial do Estado e um Ministro da Palavra de Deus. Isso se dá não por convenção humana, mas por ordem divina, pois foi assim no Éden. Deus, entendendo não ser adequado que Adão estivesse só, providenciou uma esposa para auxiliá-lo na missão. Não é o mesmo que Abraão faz em Gênesis 24:1-3 mandando seu mais antigo servo buscar uma esposa para seu filho, entendendo que não seria bom que Isaque estivesse só? Abraão aprendeu esse conceito do próprio Deus e simplesmente o pôs em prática. Percebemos, então, que não é por meio de uma imposição da sociedade.

Essa relação é tão sublime que Deus didaticamente ensinou não apenas as necessidades dos cônjuges no casamento, mas também suas funções. Deus deu a oportunidade de Adão dar nome a Eva em conformidade com a maneira da criação da mulher, com isso, Deus enfatiza a autoridade do homem sobre sua esposa. Adão havia dado nomes aos animais e cada um desses nomes correspondia a maneira que Deus criou determinado ser vivente. Quando Adão concedeu o primeiro nome a sua esposa Eva, não foi diferente. Ela se chamaria varoa, pois procede do varão (2:23). Após a promessa do nascimento do filho que esmagaria a cabeça da serpente (3:15), o sábio Adão troca o nome da sua mulher para que correspondesse a promessa de Deus. Ela se chamaria Eva (esse nome procede do verbo hebraico “ser, estar”, ela seria mãe dos viventes), porque seria mãe de toda a raça humana, especialmente, de onde procederia Aquele que redimiria não apenas o casamento, mas a alma de todo crente.

Se pensarmos nesse casamento nos moldes da nossa época, não veríamos muitos problemas em perceber a beleza, o romantismo e o compromisso entre as partes desde a primeira união matrimonial. Como um bom pai da noiva, Deus a conduziu até a sua presença (Gn.2:22-24). O Senhor foi a testemunha do casamento (Ml.2:14). Ele também foi o pastor e oficial de justiça (ele tem prerrogativa pelas duas esferas criadas por Ele mesmo, Estado e Igreja) que declarou até que a morte os separe (Gn.2:24, Mt.19:6). Ou seja, se alguém tem alguém alguma dúvida quanto a instituição e regulação do casamento feito por Deus, a Bíblia deixa claro que a união matrimonial está longe de ser uma convenção social que pode ser modificada ao longo do tempo. Ela, sem dúvidas, é uma instituição divina que reflete a natureza do Criador, passamse céus e terra mais a Palavra Dele não muda.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Maridos e Esposas por William Gouge


“…Ele [Cristo] não escolheu amá-la [Igreja] porque havia algo de atraente nela que o cativasse. Pelo contrário, o Seu amor surgiu exclusiva e inteiramente de dentro de Si. Não havia nada que a Igreja possuísse de antemão que O moveu para amá-la, nenhuma beleza, nenhuma bondade, nenhum valor; nada! Nem havia nada nela que Ele quisesse ou precisasse. Ele não tinha nenhuma esperança que ela Lhe devolvesse algo além daquilo que Ele havia dado a ela. Decerto, Ele Se deleita na justiça que a cobre como se fosse uma vestimenta gloriosa; e nas graças celestiais que a adornam como se fossem joias preciosas: mas a justiça e as graças são dEle, são os dons gratuitos com os quais Ele Se presenteia por meio de toda a glória dela.

Da mesma maneira, os maridos devem amar as suas esposas. Embora não haja nada na esposa que o mova a amá-la, exceto que ela seja sua esposa; e embora ele não espere nenhum benefício futuro dela, ele deve lhe dar o seu amor. O amor verdadeiro foco no objeto amado, e o bem que pode fazer para ela, em vez de focar no sujeito que ama (aquele que está sendo vigiado), e o bem que pode receber: pois o amor não procura os seus próprios interesses. Esse tipo de amor deve mover os maridos a fazerem tudo que estiver ao seu alcance para embelezar as suas esposas e fazê-las dignas de tal amor.”…

terça-feira, 3 de maio de 2016

"Você deve contar a seu cônjuge que o traiu?" Por: Russel Moore.


O adultério é algo devastador. Após um caso de adultério, a parte ofensora deve, primeiro, afastar-se do pecado através do arrependimento perante Deus. Mas após esse arrependimento acontecer, há outra questão que precisa ser respondida: você deve confessar o adultério ao seu cônjuge?

Algumas vezes, o ato de confessar à esposa ou ao marido parece como se fosse causar mais mal do que bem. Certa vez recebi uma carta de um homem que disse ter cometido adultério anos atrás, mas o caso amoroso durou apenas uma semana e ele tinha se arrependido perante Deus e os outros. A razão por que ele estava inseguro de confessar a sua esposa era que o casamento já estava passando por dificuldades, e ele estava profundamente preocupado que uma bomba como essa pusesse um fim ao casamento e prejudicasse os filhos.

Esta é, de fato, uma situação dolorosa. Porém, ainda acredito que confessar o adultério ao seu cônjuge é absolutamente necessário. Aqui estão cinco razões:

1) Você precisa arrepender-se perante sua esposa.

Biblicamente falando, cada cônjuge possui um direito exclusivo sobre a sexualidade do outro. A palavra “propriedade” pode parecer radical, mas é exatamente essa a palavra que Paulo usa em 1 Coríntios 7.4. Isso não é uma licença para o abuso, mas significa que nem o marido nem a esposa tem autonomia sobre seus corpos. Logo, visto que seu corpo pertence ao seu cônjuge, seu pecado o afeta, ainda que ele não tenha conhecimento dele. A união marital é algo espiritual e misterioso, conforme Paulo ensina (1 Co 6.16-17). Isso significa que unir-se a outra pessoa é pecar contra o seu cônjuge.

2) Você precisa remover a mentira em seu casamento.

Ocultar o adultério, ainda que você tenha se arrependido dele, é enganar seu cônjuge acerca de algo que está no âmago do seu casamento. Ele merece saber – o que significa que você não terá se arrependido completamente até confessar a ele e pedir-lhe perdão. Até fazer isso, você sentirá um peso de culpa e vergonha incurável sobre o caso amoroso – ou, pior ainda, você finalmente se tornará um amigo do pecado e deixará de sentir vergonha, uma vez que, através do segredo, você desenvolveu um coração insensível. A maneira de evitar isso é através da confissão.

3) Você precisa assumir o seu pecado.

Uma das razões mais importantes para confessar seu adultério ao seu cônjuge é esta: você precisa chegar à conclusão de que seu marido ou esposa é mais importante do que os riscos que você está assumindo por causa da confissão. Você precisa reconhecer o seu pecado; precisa comunicá-lo a seu cônjuge como tal. Não dê qualquer indício de que você o culpa pelo seu pecado. Quando confessar, não levante quaisquer outras questões em seu casamento ou antigas feridas. Esse não é o momento para falar sobre essas coisas. Você precisa assumir totalmente a sua imoralidade.

4) Você precisa aceitar as consequências do seu pecado.

Seu cônjuge se sentirá traído e revoltado. Ele vai se sentir como se o mundo não fizesse o menor sentido para ele. Isso tudo é perfeitamente natural, pois você quebrou o pacto. Você pecou contra o seu cônjuge e quebrou uma relação de confiança. Não se defenda. Não apresente desculpas ou razões. Deixe seu cônjuge expressar a tristeza e a raiva decorrentes disso.

5) Você precisa assumir o primeiro passo na reconciliação.

Você não pode esperar que seu cônjuge fique triste por apenas uns momentos e o perdoe em seguida. Você pode ter a impressão, na medida em que confessa, de que um grande fardo está sendo tirado de suas costas, mas essa é a primeira vez que ele está ouvindo sobre isso. Deve haver uma angústia e uma expressão da ira justa que seu cônjuge tem. Deixe-o fazer isso, e então espere pacientemente pelo seu perdão. Não pense que você está obrigado a algum tipo de reconciliação imediata. Você terá que gastar, de muitas formas, o resto de sua vida em seu casamento reconstruindo a confiança que está ali, mesmo quando seu cônjuge perdoar você. O processo de reconciliação tem de começar com confissão, e isso significa que tem de começar com você.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

“Deixando e Unindo” por Rebecca VanDoodewaard



“Um casal deve viver, pelo menos, a cento e sessenta quilômetros de distância dos pais durante, pelo menos, o primeiro ano de casamento.” Isso é o que um casal mais velho nos disse quando estávamos indo à igreja no banco de trás do carro deles. Pensávamos que estávamos cumprindo muito bem esse papel: não era bem o nosso primeiro ano de casamento, mas estávamos a quase 5.000 quilômetros de distância de nossos pais.

Sair de casa, a fim de se unir e formar uma identidade nova e separada como marido e mulher é uma ordenança feita na criação. Gênesis 2:24 nos diz: “deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher…” O Novo Testamento repete este mandato (Mat. 19: 5). Casar implica em sair da casa dos seus pais ( com raríssimas exceções ) e em criar um lar novo e independente. Pelo menos, de acordo com os padrões bíblicos.

Mudar de cidade, certamente facilita “deixar e unir”, mas não é uma garantia de que irão cumprir esse mandato, assim como ficar na mesma cidade não impede que o cumpram. Então, por que “deixar e unir” é fundamental? Quando um homem e uma mulher se casam, eles felizmente e respeitosamente deixam suas próprias famílias para formar um novo núcleo familiar. “Deixar e unir” é realmente um comando. Sem deixar e unir, a formação de uma nova família é atrofiada; ela não será tão forte e frutífera como deveria, porque ainda estará dependendo de outros para as coisas que ela mesma deveria estar produzindo em si. Assim como o estudante universitário que chega em casa para se divertir no porão com vídeo game, há algo que não está certo sobre isso – não há um desenvolvimento normal ou produtivo.

Isso não significa que um casal deva viver em isolamento: isso também não é saudável, mas significa que eles devem se tornar uma família diferente, com os aspectos bons e úteis de duas culturas familiares diferentes, criando algo novo, não como uma criança que deve satisfação aos pais, mas como uma família que deverá prestar contas diretamente ​​à igreja local como um lar cristão. “Deixar e unir” não nega honrar pai e mãe, apenas produz uma forma mais madura de honrar que usa a formação e ensino recebido pelos pais para contribuir para a Igreja e para a sociedade.

Então, na prática, de que maneira devemos “deixar e unir”? Aqui estão algumas idéias:

Ter o seu próprio círculo de amizades e calendário social. Se, como casal, vocês dependem dos pais para contatos sociais ou eventos, isso não é saudável. Vocês precisam ter seus próprios amigos. A igreja local é o melhor lugar para começar, mesmo que vocês participem da mesma congregação que seus pais. Encontrem casais e solteiros de várias idades que você não conhece bem e se apresentem a eles. Se aproximem, criem amizades em sua igreja e na vizinhança e seu calendário refletirá uma independência social saudável que abençoa os outros, enquanto vocês desenvolvem a hospitalidade juntos.

Resolver problemas cotidianos juntos. Chamar papai e mamãe para consertar o seu cortador de grama, resolver um conflito sobre criação de filhos, organizar o menu semanal ou qualquer coisa que seja um desafio para vocês, geralmente significa que vocês não estão dispostos a fazer o trabalho que ser um adulto e adquirir habilidades para a vida demandam. Se os seus pais facilitam essa dependência, eles não estão interessados ​​em ajudar você a superar isso.

Isso não significa que você não possa pedir ajuda, mas que a ajuda não deve vir sempre de papai ou mamãe. Além disso, as habilidades práticas deverão diminuir a necessidade de ajuda a cada dia. Problemas maiores ou mais sérios (como uma criança rebelde, doença ou um vício da pornografia) exigem ajuda e conselhos, mas que podem vir da igreja local, bem como de pais piedosos. Resolver seus próprios pequenos problemas demonstra uma boa “ética de trabalho” de querer aprender e não ser um fardo para os outros.

Pagar suas próprias despesas. Às vezes, em determinadas situações, um casal vai precisar de ajuda financeira, mas isso precisa ser temporário ou excepcional. A expectativa deveria ser de que o novo casal funcione como uma unidade financeira independente. Depender financeiramente dos pais (de um ou dos dois) para viver significa que vocês não são, em circunstâncias normais, capazes de viver como adultos. Isso também significa que vocês não estão abençoando os outros que estão verdadeiramente em necessidade (Ef. 4:28). Em circunstâncias normais, uma família financeiramente autossuficiente é uma bênção para os pais e para a igreja, pois há provisão para si mesma e para os outros.

Tenha sua própria vida espiritual. Leiam a Bíblia juntos enquanto casal. Orem juntos. Vão à igreja juntos. Se vocês acham que é melhor, encontrem sua própria congregação que não seja a de seus pais. Essas coisas são vitais se vocês pretendem “deixar e unir” de forma bíblica e saudável. A história está cheia de casais que estavam totalmente entrosados, mas de forma errada. Ananias e Safira são apenas um exemplo em Atos 5. Porém, se vocês estão crescendo juntos sob a luz da Palavra e em comunhão sincera com crentes maduros, sem depender dos pais para transportar a carga espiritual, será uma união que honra o Senhor e traz bênçãos para seu casamento.

“Deixar e unir”, de fato, traz não somente a sensação, mas também a realidade de uma família nova e forte. Fazer essas (e outras) coisas juntos cria um vínculo entre marido e mulher, gerando uma família nuclear mais forte e frutífera. Você não pode hospedar amigos, resolver conflitos, pagar contas, e orar um pelo outro sem crescer mais em união, mesmo que você tenha obstáculos no caminho. Falhar em “deixar e unir” inevitavelmente enfraquece um casamento a longo prazo. A obediência traz bênção. Deus dá graça e meios para fortalecer o casamento, para que o casal possa, de forma misteriosa, projetar a proximidade que Cristo tem com a Igreja. Afinal, esse é o objetivo, não é?

sexta-feira, 4 de março de 2016

"Submissão não significa abandonar o seu cérebro no altar", diz John Piper


Baseado em experiências individuais, o Pastor ajuda a definir a apresentação, identificando alguns pontos que não mostra submissão ao marido no casamento

O que significa para uma mulher se submeter a seu marido? Até a definição do conceito pode variar de pessoa para pessoa. Baseado em experiências individuais, o Pastor John Piper ajuda a definir a submisão, identificando alguns pontos que não mostra submissão ao marido no casamento.

Em um post para o site DesiringGod.org, um site com o propósito de glorificar a Deus, o pastor descreve esses parâmetros:

1. Submissão não significa concordar com tudo

Submissão não significa que a esposa se transforma em uma mulher do "sim". Piper explica: "É possível ser submissa e se recusar a pensar no que seu marido diz que você deve pensar". O pastor usa o exemplo de um marido que não quer sua esposa pratique o cristianismo. Piper exorta as esposas a usar o bom senso que Deus lhes deu.

quinta-feira, 3 de março de 2016

"O que é matrimônio e divórcio?" Por Solano Portela


Mateus 19.3-6: "Vieram a ele alguns fariseus e o experimentavam, perguntando: É lícito ao marido repudiar a sua mulher por qualquer motivo? Então, respondeu ele: Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem".

 --------------------------------
Os Fariseus experimentavam a Jesus. É interessante que o ponto para esse teste era sobre o seu conceito quanto ao matrimônio. Nessa era, em que a instituição do casamento é tão contestada, ou por vezes desprezada, e até mal definida, qual é o nosso conceito do Casamento? É o conceito bíblico, o conceito divino dessa união? E o que dizer do divórcio? É aceitável, pela Bíblia?

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

A visão puritana do sexo no casamento por Joel R. Beeke

O amor conjugal deve ser sexual, logo ambos os parceiros conjugais podem se dar inteiramente para o outro com alegria e exuberância em um relacionamento saudável marcado por fidelidade. Reformadores como Martinho Lutero, Ulrich Zwinglio, e João Calvino estabeleceram este aspecto do casamento ao abandonar as atitudes medievais Católicas Romanas de que o casamento era inferior ao celibato, que todo contato sexual entre parceiros conjugais era um mal necessário para propagar a raça humana, e que um ato procriador que envolvia paixão era inerentemente pecado.

Essa visão negativa estava enraizada na igreja antiga e baseada nos escritos dos notáveis Tertuliano, Ambrósio e Jerônimo. Todos acreditavam que, mesmo dentro do casamento, relação sexual necessariamente envolvia pecado.Essa atitude voltada para a intimidade no casamento, que dominou a igreja por mais de dez séculos, inevitavelmente levou à glorificação da virgindade e do celibato. Por volta do século XV, clérigos foram proibidos de casar. Duas classes de cristãos surgiram: o “religioso” (ou seja, o clero espiritual), que incluía monges e freiras que prometeram abster-se de toda atividade sexual, e o “profano” (ou seja, leigos seculares), que, proibidos de se levantarem para os níveis nobres de virgindade e celibato, foram concedidos o direito de casar.

 
Topo
Copyright © 2015 Tulipa Reformada. Todos os direitos reservados Tulipa Reformada | Tudo para a Glória de Deus