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quarta-feira, 19 de abril de 2017

"Teu casamento pode ser ímpio sem você perceber" por Josemar Bessa


Existe um famoso livro chamado Respectable Sins ( Pecados respeitáveis ). No subtítulo do livro é dito: Confrontando os Pecados que Toleramos.

No meio cristão, muitas vezes fazemos um bom trabalho ao abordar pecados “maiores” como infidelidade, pornografia, relação abusiva... mas temos a tendência de minimizar os pecados “mais respeitáveis” – ou seja que toleramos facilmente.

Quando você olha o índice de conteúdo do livro, alguns tópicos logo se destacam, como pecados que mais facilmente “brilham” em nossas vidas. Coisas que você normalmente tenta minimizar... como raiva, falta de auto-controle, ingratidão... mas há um tópico que é um soco no estômago por ser tão terrível, e tão tolerado.

É o pecado da impiedade... e queremos rapidamente olhar para o pecado da impiedade, e refletir sobre como afeta terrivelmente a caminhada cristã e o casamento.

Assim, à primeira vista, como cristãos, seguidores de Cristo, as pessoas acham que cometem... por isso não lutam... com o pecado da impiedade... ser “ímpio”. Afinal de contas, se alguém é cristão, é porque foi levado a crer em Cristo como seu Salvador, e embora possa agir como um ímpio algumas vezes, os cristãos normalmente não acham que lutar contra o  pecado da impiedade seja um grande batalha para eles.

Bridges faz um bom trabalho no capítulo sobre esse assunto em ajudar o leitor a entender a diferença entre a irreverência, maldade e impiedade. Mas especificamente, Bridges ensina partindo de Romanos 1.18, onde o apóstolo Paulo declara: “Porque do céu se revela a ira de Deus contra toda a impiedade e injustiça dos homens” – Nesta passagem Paulo distingue a impiedade da injustiça.

Impiedade é descrita e descreve uma atitude para com Deus, enquanto a injustiça se refere a ações pecaminosas em si, em pensamento, palavra e ação.

A impiedade pode ser descrita então, como estar vivendo a vida diária com pouco ou nenhum pensamento proposital sobre Deus, sobre a vontade de Deus, sobre a glória de Deus ou sobre a dependência de Deus... Poderíamos continuar aumentando a lista.

Em outras palavras, Deus se torna irrelevante na vida real e diária dessa pessoa e ela vive basicamente – apesar de sua crença, seu cristianismo... – como se Deus de fato não existisse... ou estivesse presente e tivesse que ser honrado como Deus em cada aspecto da vida diária. Por exemplo, alguém faz planos sem sequer considerar Deus totalmente naquela lista que mostramos antes... ou sem reconhecer sua dependência de Deus para levar qualquer plano adiante. Não seria isso óbvio quando a vida de oração é tão tênue? Tiago diz: “Eia agora vós, que dizeis: Hoje, ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos; Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece. Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo.” - Tiago 4:13-15 – Isso é o pecado de impiedade se manifestando.

Muito mais poderia ser dito ou escrito sobre o tópico, mas queríamos olhar sobre como nossos casamentos cristãos podem ser ímpios sem nós nem mesmo percebermos.


Aqui estão alguns exemplos:


1. Como você e seu cônjuge tomam decisões importantes sobre coisas como dinheiro, férias e horários?


Se você está em um casamento ímpio, você vai tomar decisões baseadas mais no que se encaixa no orçamento, o que é conveniente aos horários e como tudo se alinha ao teu calendário. O mesmo que um homem natural faria. No casamento piedoso, por outro lado, as decisões são feitas em oração e processadas entre si em meditação na Palavra e com a comunidade sábia: “O que anda com os sábios ficará sábio, mas o companheiro dos tolos será destruído.” - Provérbios 13:20


 2. Você trabalha de todo o coração para com o Senhor, ou trabalha,  é pai, e ama seu cônjuge com “meio-coração?”

“E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai. Vós, mulheres, estai sujeitas a vossos próprios maridos, como convém no Senhor. Vós, maridos, amai a vossas mulheres, e não vos irriteis contra elas. Vós, filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto é agradável ao Senhor. Vós, pais, não irriteis a vossos filhos, para que não percam o ânimo. Vós, servos, obedecei em tudo a vossos senhores segundo a carne, não servindo só na aparência, como para agradar aos homens, mas em simplicidade de coração, temendo a Deus. E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens” - Colossenses 3:17-23

Na vida e no matrimônio ímpio, a pessoa dá 100% a alguns aspectos de sua vida, mas então vive sem entusiasmo nos outros. Ele não faz TUDO como que diante de Deus. Ou seja, impiedade. Então há dias em que a pessoa dá 100 % para o seu trabalho e, em seguida, dá as sobras e sucatas para sua esposa e filhos. Há dias em que a pessoa se mata no trabalho, servindo com todo o seu coração, mente, alma e força ( como ao Senhor, como Paulo diz ), e então chega em casa e passa passivamente pela esposa e mal tolera os filhos. No casamento piedoso, você tem suas prioridades retas e opta por fazer tudo, trabalhar de todo o coração ao Senhor em todos os aspectos da sua vida.

Poderíamos continuar aumentando a lista... mas acho que cada um de nós pode fazer isso em aspectos particulares de nossa vida e casamento.

Uma maneira melhor

Em vez de viver uma vida ímpia e um casamento ímpio, Paulo desafia seus leitores em Colossenses 1: 9-10 a serem cheios do conhecimento da vontade de Deus em toda a sabedoria espiritual e entendimento, e andar de maneira digna do Senhor, ou seja, consciente sempre da presença dele – o que é piedade o oposto da impiedade. Temos um casamento piedoso? Uma família piedosa? – “Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós, e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual; Para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda a boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus;” - Colossenses 1:9,10

Em vez de viver um casamento ímpio, deseje conduzir teu casamento de uma maneira que seja completamente agradável a Ele e realmente diante dele – Piedade, e não onde Deus é periférico e na verdade irrelevante na maior parte das coisas que compõe o casamento e a família – Impiedade. Não existe percentual de piedade... ou Deus está sendo considerado em tudo, ou não está.

Como dissemos no início, a impiedade pode ser descrita como estar vivendo a vida diária com pouco ou nenhum pensamento proposital sobre Deus, sobre a vontade de Deus, sobre a glória de Deus, ou sobre a dependência de Deus...

Responda a si mesmo: Você tem percebido diariamente as implicações profundas do pecado da impiedade no tua vida e teu casamento?

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

TRABALHAR FORA OU SER DONA DE CASA?




sábado, 17 de setembro de 2016

“Espere para Namorar até que Possa Casar” por Marshall Segal


Quando jovens deveriam começar a namorar?

Sua resposta depende de por que você pensa que você (ou qualquer outra pessoa) deve começar a namorar em primeiro lugar. Qualquer um pode ver que os custos são geralmente altos: términos esmagadores, pecados sexuais, traições surpreendentes, rejeições repentinas, corações devastados — a dor do amor que nunca andou até o altar.

Então, por que muitos de nós ainda mergulhamos tão rapidamente no namoro?

Bem, em parte porque Satanás mascara os riscos muito bem (Apocalipse 12:9). Ele coloca o romance como um requisito para uma vida boa e projeta todo o resto como sendo vazio, solitário e sem propósito em comparação. Ele tira proveito de nossos desejos e nos convence de que devemos “amar” para que realmente vivamos, de que os maiores prazeres e as experiências mais plenas são encontrados num relacionamento com um namorado ou namorada (ou então com um esposo ou esposa). Ele ameniza as desilusões amorosas e adoça cada pecado sexual com um lindo — mas venenoso — glacê.

Satanás e sua influência dentro e por meio do mundo levam milhões de nós a namorar muito e muito cedo. Isso porque ele ama o que esse tipo de namoro faz conosco.

Eu tive minha primeira “namorada” na sexta série, meu primeiro beijo naquele verão (de outra garota) e, depois disso, uma namorada nova praticamente a cada ano durante o ensino médio. Desde muito novo, eu estava procurando por atenção, segurança e intimidade em garotas ao invés de procurar em Deus. Eu namorei mais cedo que a maioria e mais que a maioria. Meus anos de adolescência foram como um longo novelo de relacionamentos, os quais eram muito sérios para nossas idades. Eles duravam muito tempo e, por isso, terminavam muito dolorosamente. Eu disse “eu te amo” muito cedo e para muitas. E o diabo se sentou no melhor lugar da plateia, amando cada minuto da minha história tão precoce de namoro.

Por que Qualquer Pessoa Deveria Namorar?

A guerra espiritual pelos nossos corações é real, e os riscos são altos, então é vital questionar por que nós pensamos que devemos namorar em primeiro lugar. Por que eu tive uma namorada quando estava com 12 anos (ou 13, 14 e até mesmo 15)?

Muitos de nós desejamos apenas ser felizes, valorizados e pertencer a algum lugar. Imaginamos nossas necessidades mais profundas sendo satisfeitas na intimidade de se estar com uma (ou um) jovem especial.

Todos nós queremos que nossos corações suspirem por alguém ou por alguma coisa. O romance e o mistério do casamento parecem deter as maiores vantagens terrenas do prazer e da amizade. Nós ansiamos ser conhecidos e amados; ansiamos pertencer a alguém, à história de outra pessoa. Nós também desejamos que alguém faça parte da nossa. E todos nós desejamos que nossas vidas valham algo. Queremos contribuir com algo significante para uma causa importante. Queremos fazer a diferença. Não queremos desperdiçar nossas vidas.

Muitos de nós namoramos porque estamos tentando preencher essas necessidades por meio do amor. Se você nos perguntasse, diríamos que estamos “buscando o casamento”, mas muitos de nós não estamos nem sequer perto do casamento — seja em idade, maturidade, educação ou estágio da vida. Nós estamos, na verdade, em busca da felicidade, do pertencimento e da significância, que pensamos que encontraremos no romance.

O que Eu Faria Diferente?

Se eu pudesse fazer tudo de novo, eu não teria namorado no 1º ano do ensino médio (nem no segundo, sequer nos meus dois primeiros anos da faculdade). Eu teria esperado para namorar até que pudesse casar.

Essa reviravolta dentro de mim aconteceu quando comecei a entender as grandes diferenças entre namorar e casar. Um casal de namorados pode até se sentir como casados algumas vezes, mas um casal de namorados nunca é um casal de casados. Entender as distinções entre esses dois relacionamentos nos protegerá de todo o tipo de dor e fracasso no namoro.

O maior prêmio em qualquer vida, independentemente do status de relacionamento, é conhecer Cristo e ser conhecido por ele, é amá-lo e ser amado por ele. O maior prêmio no casamento é a intimidade centrada em Cristo com o cônjuge — conhecer e ser conhecido, amar e ser amado pelo esposo ou esposa. O maior prêmio no namoro é a clareza centrada em Cristo a respeito do casamento (ou em direção ao casamento). Intimidade romântica é mais segurança no contexto do casamento, e o casamento é mais seguro no contexto da clareza. Se queremos ter e aproveitar esse tipo de intimidade centrada em Cristo, precisamos nos casar. E, se queremos nos casar, precisamos buscar clareza sobre com quem nos casar.

Espere para Namorar

Legalmente, pelo menos nos EUA, não podemos nos casar até que tenhamos 18 anos (exceto em Nebraska e Mississippi, onde é preciso ser ainda mais velho —19 e 21 anos, respectivamente).
Além da mera idade, porém, precisamos pensar em algumas perguntas sérias sobre maturidade e estabilidade. Nosso namorado ou namorada amadureceu o suficiente para ter qualquer ideia do que gostaria de ser como esposo ou esposa pelos próximos 50 anos? Nós amadurecemos o suficiente? Algum de nós (ou ambos) será capaz de prover financeiramente para uma família? A fé dele ou dela em Jesus foi testada o suficiente por provas para que estejamos seguros de que é real?

Alguns, sem dúvida, odiarão este conselho — eu tenho certeza que odiaria —, mas todos nós precisamos reconhecer que, apesar de podermos namorar por muito tempo antes de casar, isso não significa que devemos fazê-lo. Não podemos namorar pensando em casar quando o casamento sequer está no radar ainda. Você talvez já esteja sonhando com o casamento (eu estava), mas é realístico que vocês dois se casem logo?

Espere para namorar até que possa casar. Meu conselho — pegue-o ou largue-o — é esperar até que você possa casar prudentemente com ele ou ela nos próximos 18 meses. Isso não significa que você deve casar tão rápido assim. A parte importante é que você pode (se Deus deixou claro que essa é a vontade e o tempo dele para você). Você não achará “18 meses” em nenhum lugar na Bíblia, então você não deveria tratar isso como uma lei de Deus. Mas você pode testar — com o Senhor, com seus pais e com amigos cristãos próximos — se isso parece sábio e seguro para você e para seu coração.

O que Fazer Enquanto Esperamos

Só porque estamos esperando para namorar, não significa que estamos esperando sentados. A vida nunca é somente nem principalmente sobre amor e casamento. Nossa vida agora é sobre Jesus — seu amor por nós e seus planos para nós —, independentemente se estamos solteiros ou casados, se temos 16 ou 60 anos.

Deus tem muito mais no estoque para você do que qualquer relacionamento poderia oferecer. Ele quer dizer algo espetacular por meio de você e da sua vida jovem. Ele quer usar você e seus dons para mudar vidas de outras pessoas. Se ele deseja que você se case, ele quer fazê-lo um futuro esposo ou esposa forte e cuidadoso. Ele quer mostrar ao mundo onde encontrar felicidade por meio da sua alegria.

Você não precisa de um namorado ou namorada para experienciar nenhum dos sonhos de Deus nos seus anos jovens. Então, se não é para namorar, o que fazer?

1. Seja um exemplo de coragem e fé para outros.

1 Timóteo 4:12

Talvez você ainda não possa votar nem mesmo dirigir, mas você pode fazer sua vida dizer algo sobre Jesus. Seu discurso – a linguagem e a atitude que você usa com sua família e amigos — diz algo sobre Jesus agora. Seu comportamento — as decisões que você faz todos os dias sobre o que fazer ou não, as maneiras com que você se encaixa com o resto do mundo ou não — fala ao mundo sobre Deus. Seu amor — a maneira pela qual você trata as pessoas em sua vida — diz algo sobre como você tem sido amado por Deus. Sua santidade — seu comprometimento em confiar em Deus e em sua palavra e em priorizar ele acima de qualquer prazer ou experiência prematura — prega o evangelho aos seus pares escravizados em seus próprios desejos.

2. Viva para servir, não para ser servido.

“Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus; se alguém serve, faça-o na força que Deus supre, para que, em todas as coisas, seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo […]” (1 Pedro 4:10-11)

A maioria das pessoas jovens é tão consumida pelas suas próprias necessidades e desejos que se esquecem das necessidades das pessoas ao seu redor. Mas você é capaz de muito mais do que mexer em redes sociais, comprar e jogar videogames. Olhe, por exemplo, para o que os adolescentes realizaram nas Olimpíadas: jovens de 15 ou 16 anos ganhando ouro contra os melhores do mundo.

E se você decidir usar os dons que Deus lhe deu para fazer a diferença na vida de alguém? Você poderia servir em algum ministério na igreja, mentorear alguém mais jovem ou perguntar ao seu redor sobre as necessidades de sua vizinhança. Você é capaz de muito mais do que o mundo espera de você. Viva de tal forma “que, em todas as coisas, seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo” através de você.

3. Empenhe-se para se tornar o futuro cônjuge que Deus o chama para ser.

“As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor; porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo. […] Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela.” (Efésios 5:22-25)

Alguns de nós talvez nasceram querendo casar, mas nenhum de nós nasceu pronto para casar. O chamado para amar o cônjuge é o chamado para viver a melhor história jamais contada — o próprio Deus veio em carne para morrer por sua noiva pecadora, a Igreja. Nossos instintos naturais não são de morrer para nós mesmos por outra pessoa, mesmo que seja uma pessoa de quem gostemos muito.

Até que você esteja pronto para namorar, Deus estará preparando-o para amar bem, transformando-o de um degrau de prontidão para outro (2 Coríntios 3:18).

4. Choque todos ao redor de você com alegria enquanto você espera.

“[…] não cessamos de orar por vós e de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual; a fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no pleno conhecimento de Deus; sendo fortalecidos com todo o poder, segundo a força da sua glória, em toda a perseverança e longanimidade; com alegria.” (Colossenses 1:9-11)

Ninguém precisa procurar tão longe para encontrar pessoas solteiras azedas, homens e mulheres jovens queixando-se de solidão enquanto todo mundo está namorando alguém. É muito mais difícil encontrar pessoas jovens achando sua identidade, felicidade e segurança em outro lugar.

Surpreenda seus amigos (e todo mundo) sendo contente com o fato de esperar para namorar até que possa casar uma vez que você já tem tudo o que precisa em Deus.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

O CRISTÃO PODE FICAR OU BEIJAR SEM COMPROMISSO?


"Claudia Leitte quer mais é beijar na boca. Os Aviões do Forró não querem compromisso com ninguém, só beijar na boca sem namorar, ficar. Fernando e Sorocaba beijam mesmo, pegam mesmo e no outro dia nem se lembram. O Leonardo quer zoar e beber, locar uma van e levar a mulherada pro AP, beber e depois paragadá. Mas e o cristão que ama a Deus? Fica aí, que o vídeo de hoje vai pegar você."




terça-feira, 23 de agosto de 2016

"Casamento, Uma Instituição Essencialmente Cristã" por R. C. Sproul


Alguns anos atrás, compareci a um casamento interessante. Fui especialmente surpreendido pela criatividade da cerimônia. A noiva e o noivo tinham desenvolvido ideias com o pastor para inserir elementos novos e empolgantes no culto, e eu gostei daqueles elementos. Contudo, no meio da cerimônia, eles incluíram porções da cerimônia de casamento clássica e tradicional. Quando comecei a ouvir as palavras da cerimônia tradicional, minha atenção foi despertada e fiquei comovido. Lembro-me de ter pensado: “Não há como melhorar isso, pois as palavras são tão belas e significativas”. Uma grande quantidade de reflexão e cuidado foi colocada nessas velhas e familiares palavras.

Hoje, é claro, muitos jovens estão não apenas dizendo “não” para a tradicional cerimônia de casamento, como também estão rejeitando o próprio conceito do casamento. Mais e mais jovens estão vindo de lares rachados e, como resultado, têm medo e desconfiança quanto ao valor do casamento. Então vemos casais vivendo juntos ao invés de se casarem, por medo de ser grande demais o custo de tal comprometimento. Eles temem que isso os torne vulneráveis demais. Isso significa que uma das mais estáveis e, costumávamos pensar, mais permanentes tradições de nossa cultura está sendo desafiada.

Uma das coisas que eu mais gosto na cerimônia tradicional de casamento é que ela inclui uma explicação para o motivo da existência de algo como o casamento. Nos é dito, naquela cerimônia, que o casamento é ordenado e instituído por Deus — isso significa dizer que o casamento não simplesmente brotou arbitrariamente de convenções sociais ou tabus humanos. O casamento não foi inventado por homens, mas por Deus.

Nós vemos isso nos primeiros capítulos do Antigo Testamento, onde encontramos o relato da criação. Encontramos que Deus vai criando em etapas, começando com a luz (Gn 1.3) e finalizando o processo com a criação do homem (v. 27). Em cada etapa, ele profere uma bênção, uma “boa palavra”. Deus repetidamente olha para o que ele criou e diz: “Isso é bom” (vv. 4, 10, 12, 18, 21, 25, 31).

Mas então, Deus nota algo que provoca não uma bênção, mas o que chamamos de maldição, isto é, uma “palavra má”. O que é essa coisa que Deus viu na sua criação que ele julgou como “não é bom”? Nós a encontramos em Gênesis 2.18, quando Deus declara: “Não é bom que o homem esteja só”. Isso o leva a criar Eva e a trazê-la até Adão. Deus instituiu o casamento, e ele o fez, em primeira instância, como uma resposta à solidão humana. Por essa razão, Deus inspirou Moisés a escrever: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (v.24).

Mas embora eu goste de apreciar as palavras da cerimônia tradicional de casamento, eu creio que a forma da cerimônia é ainda mais importante. Isso porque a cerimônia tradicional envolve fazer um pacto. Toda a ideia de pacto está profundamente enraizada no cristianismo bíblico. A Bíblia ensina que nossa própria redenção é baseada em um pacto. Muito poderia ser dito a respeito do caráter dos pactos bíblicos, mas uma faceta vital é que nenhum deles é uma questão privada. Todo pacto é tomado diante de testemunhas. É por isso que trazemos convidados aos nossos casamentos, para que eles testemunhem os nossos votos — e nos considerem responsáveis por cumpri-los. Uma coisa é um homem sussurrar expressões de amor para uma mulher quando ninguém ouve; mas é muito diferente quando ele fica de pé em uma igreja, diante de pais, amigos, autoridades eclesiásticas ou civis, e diante do próprio Deus e, lá, faz promessas de amá-la e protegê-la. Votos de casamento são promessas sagradas feitas na presença de testemunhas que se lembrarão delas.

Eu creio que o casamento é a mais preciosa de todas as instituições humanas. É também a mais perigosa. Em nossos casamentos, derramamos as nossas mais profundas expectativas. Colocamos as nossas emoções. Lá podemos alcançar a mais profunda felicidade, mas também podemos experimentar a maior decepção, a maior frustração, a maior dor. Com tudo isso em jogo, precisamos de algo mais solene do que uma promessa casual.

Mesmo em cerimônias formais de casamento, com o envolvimento de estruturas de autoridade, cerca de cinquenta por cento dos casamentos fracassam. Infelizmente, entre homens e mulheres que permanecem juntos como marido e mulher, muitos não se casariam com o mesmo cônjuge novamente, mas permanecem juntos por várias razões. Algo foi perdido quanto ao caráter sagrado e santo do pacto do casamento. A fim de fortalecer a instituição do casamento, devemos considerar fortalecer a cerimônia de casamento com uma clara e bíblica lembrança: o casamento é instituído por Deus e forjado à sua vista.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

“Não Desperte o Amor” por Nicole Whitacre


Uma mãe nos escreveu com a seguinte pergunta:

“Eu tenho uma filha de 15 anos, uma jovem mulher que tenta viver segundo os princípios bíblicos. Você tem algum conselho para nós em relação a esta fase da sua vida onde ela está muito consciente de homens jovens e percebendo as qualidades bíblicas e caráter deles, mas também ainda está na fase de crescimento, amadurecimento, término da escola … na fase de ‘casamento é no futuro’? Como podemos ajudá-la a guardar o seu coração? Manter suas emoções sob controle?”

Como minha mãe sempre lembrava a mim e às minhas irmãs: gostar de meninos é normal! Deus nos fez para ser atraídas pelo sexo oposto. E conforme uma jovem cresce em feminilidade, esses desejos certamente se tornarão mais evidentes.

E como é maravilhoso que a sua filha se sinta atraída por um caráter divino em homens jovens e não se encante simplesmente com aparência ou personalidade. Isso é um sinal de que ela foi treinada por seus pais para discernir o que é verdadeiramente admirável em um homem.

No entanto, também temos a advertência poética e ainda solene do Cântico dos Cânticos: “Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, pelas gazelas e cervas do campo, que não acordeis, nem desperteis o amor, até que este o queira.” (Cântico dos Cânticos 3:5), seguido do santo pressuposto em 1 Coríntios 7, que “a mulher, tanto a viúva como a virgem, cuida das coisas do Senhor, para ser santa, assim no corpo como no espírito;” 1 Cor 7:34.

Na adolescência, o fato de Deus ter nos criado como mulheres para serem atraídas por homens, assim como a admoestação bíblica para guardar nossos corações até o momento apropriado, devem permanecer em constante e saudável tensão. E sua filha vai precisar da sua ajuda para fazer isso!

Para começar, minha mãe iniciou uma conversa comigo e com minhas irmãs sobre rapazes; consistentemente perguntando quem nos atraía e por quê. “Ser atraído não é um pecado”, ela nos disse. “Mas entregar-se a pensamentos sobre eles, mudar o comportamento em torno deles, permitindo-lhes que se distraiam da sua busca por Deus e do serviço a outros é errado.”

Pureza era para ser a nossa busca constante; a Bíblia nos exorta a “fugir paixões da mocidade” (2 Tm. 2:22). Através de conversas constantes sobre nossos corações, nos ajudando a evitar situações que nos tentam a ter pensamentos impuros ou ações, e uma dieta constante da Palavra de Deus sobre este assunto, mãe e pai foram a nossa maior ajuda em nossa busca pela pureza.

No entanto, não foi só sobre “fugir das paixões.” Mamãe nos ajudou a ver que, além de lutar pela pureza, também devemos estar ocupadas perseguindo as coisas de Deus. Ficar sentada tentando não pensar sobre um cara só tem eficácia limitada; mas uma jovem que está ocupada servindo a Cristo não terá muito tempo para saciar suas emoções. Então me deixe encorajá-la a ajudar a sua filha a encontrar formas que ela possa usar seus dons espirituais, servindo no lar e na igreja.

Por fim, até que um jovem tenha manifestado interesse em nós, mamãe nos ajudou a manter os pés firmemente plantados no chão: “Pense nele como o marido de outra pessoa”, ela dizia. “Você não iria considerar adequado sonhar ou fantasiar sobre um homem casado. E o mais provável: este cara que você gosta vai se casar com outra mulher um dia. Suponha que ele não vá ser o seu marido, a menos que ele torne suas intenções conhecidas”. E para a sua filha de 15 anos de idade, esse tempo estará, provavelmente a alguns anos de distância.

Há muito mais que poderia ser dito sobre esse assunto. Eu praticamente nem comecei e essa já é uma longa postagem. Eu quero recomendo três livros Joshua Harris: Eu Disse Adeus ao Namoro, Garoto Encontra Garota, e Not Even a Hint.

Eu oro para que estas poucas dicas, e mais importante, que esses recursos úteis, lhe sirvam, no sentido de ajudar a sua filha a andar pelo caminho da pureza em toda a sua adolescência!

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Conselhos sobre casamento


"Sempre casamos com a pessoa errada, ainda que seja ela a pessoa certa. No casamento, quando o casal está junto, um é usado por Deus para mudar o outro. A base do casamento não pode ser o sentimento, e sim a promessa de companheirismo eterno diante de Deus. O casamento é o que melhor expressa o Evangelho, a renovação da aliança não é simplesmente um ato de vontade, ela se baseia na Nova Aliança de Deus com os homens, no Evangelho, em quem Deus é. Quando casamos, testemunhamos na conservação da aliança, algo sobre Cristo e a Igreja. Alicerce o casamento nas Escrituras Sagradas, somos feitos para Deus e por Deus, o Casal é tipo a união de Cristo com a Igreja, é um plano de Deus, não nosso. ''

  John Piper, Don Carson e Tim Keller

''Lembrem-se de Romanos 8:28-29, o objetivo de Deus em tudo em relação a seus filhos é torná-los imagem de Cristo. Quando pensamos em ser imagem de Cristo, 3 características veem automático na mente: Amor incondicional, Misericórdia e Graça. Como você aprenderá AMOR INCONDICIONAL se casar com alguém que cumpre todas as condições? Como aprenderá MISERICÓRDIA, amabilidade, longanimidade e compaixão se casar com alguém que nunca falha com você? Que nunca é difícil com você? Que nunca peca contra você? Que nunca é lento para ignorar seu pecado e pedir perdão? Como você aprenderá GRAÇA ou derramar seu favor imerecido se você casar com alguém que merece sempre todas estas coisas boas? Ouça-me, o propósito principal do casamento, é que através dele, você se torne imagem de Cristo Jesus. Casamento, eu creio, é o maior instrumento de santificação Você se casará certamente com alguém que não atinge todas estas condições. Para que você possa aprender AMOR INCONDICIONAL, com alguém que precisa de MISERICÓRDIA, então você aprenderá a concedê-la. Você se casará com alguém que não merece GRAÇA, não responde apropriadamente, portanto você aprenderá a se tornar como o Deus que você adora. Você adora a Deus por estas 3 coisas, mas não quer concedê-las aos outros.'' Paul Washer 

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Proteja Seu Casamento (Para Casados e Solteiros) por Isaltino G. C. Filho


Muitas vezes um casamento vai bem, e acaba abalado por causa de um relacionamento inesperado com uma terceira pessoa. Começa de maneira inocente e agradável, torna-se cada vez mais envolvente. Por fim, traz complicações e desgraças para muita gente.

Não foi um acidente ou "um grande amor que surgiu". Foi um relacionamento do qual o casamento deveria ter sido protegido. Não seja ingênuo pensando que isto só acontece com os outros. Muita gente boa já caiu exatamente por ser ingênua assim. Lembre-se de 1 Coríntios 10:12. Por isso, proteja eu casamento...

Eis algumas dicas:

Tenha bom senso com suas companhias

Evite gastar tempo desnecessário com alguém do sexo oposto. Muitos casos surgem por não se agir assim. Um executivo precisa de aulas particulares de inglês e contrata uma jovem professora. Contrate um homem. Não significa que cada contato com alguém do sexo oposto seja porta para o adultério. Significa evitar oportunidades para cair. Companhia contínua cria intimidade. Intimidade com o sexo oposto traz problemas.

Tome cuidado com as confidências

A pessoa mais íntima de alguém deve ser seu cônjuge. Segundo a Bíblia, são "uma só carne", isto é, uma só pessoa. Se há aspectos de seu relacionamento que você não pode compartilhar com esposo(a) e compartilha com alguém do sexo oposto, a coisa está ruim. As pessoas tendem a se solidarizar com quem sofre e a proximidade emocional se torna perigosa. Um homem que se queixa de sua esposa para outra mulher está traçando um caminho perigoso. Isto vale para quem faz e para quem ouve confidências.

Evite momentos a sós

Decida não ter momentos privados com alguém do sexo oposto. Se um(a) colega de trabalho pedir para ter um almoço com você, convide uma terceira pessoa. Se necessário, não se constranja em compartilhar os limites que você e seu cônjuge concordaram ter no seu casamento. É melhor ser visto como rude que vir a cair em pecado.

Vigie seus pensamentos

Cuidado com o que pensa. Se você só se detém nos defeitos de seu cônjuge, qualquer outro homem ou mulher parecerá melhor. Faça uma lista das coisas que inicialmente lhe atraíram em seu cônjuge. Aumente o positivo e diminua o negativo. Evite filmes, conversas, sites e literatura que apologizam o adultério. Lembre de Colossenses 3:2.

Evite comparações

Um homem trabalha com uma mulher perfumada, maquiada, bem vestida. Em casa encontra a esposa, com criança no colo, cabelo desfeito, banho por tomar. Uma mulher encontra um homem compreensivo com quem pode se abrir, e se sente mais à vontade com ele do que com o esposo. Ignoraram situações e contextos diferentes. Foram iludidos pelo irreal. Lembre-se do pródigo: o mundo lhe era fascinante, mas terminou num chiqueiro. As aparências iludem, porque o mundo em que vivemos em casa é o real. O mundo de relacionamentos fora de casa é sempre artificial.

Evite a síndrome do retorno

É a idéia de que a vida sentimental e sexual caiu na rotina, e agora, a pessoa "renasceu". Já vi inúmeros casos assim: "Eu renasci", ou "Eu me senti jovem de novo". Não banque o adolescente. Você é um adulto com responsabilidades e com uma pessoa com quem partilha a vida. Construa sua vida com seu cônjuge. Se sua vida conjugal se "fossilizou", há outros caminhos. Revigore-a com seu cônjuge. Há pessoas que sempre se fossilizam e pulam de relacionamento em relacionamento, procurando o que não produzem. Temos o que produzimos.

Ponha seu coração no seu lar

A solidez do casamento vem pelo tempo que os cônjuges gastam juntos. Conversas, risos, passeios, programas comuns. Se você não sai com seu cônjuge, marque datas para os próximos meses. Vocês devem ter um ao outro como o melhor companheiro. Mantenham o clima de namoro: querer estar junto com a pessoa. Orem juntos. Dificilmente duas pessoas que oram juntas brigarão entre si. Sejam parceiros espirituais.

Invista em seu cônjuge

O marido da mulher virtuosa é conhecido quando se levanta em público (Pv 31:23). A idéia é que ele está bem vestido e vê o caráter dela pela roupa dele. Uma boa esposa é um bom tesouro (Pv 18:22). De bom tesouro cuida-se e evita-se perdê-lo. Marido: mulher bem tratada é um grande investimento; o retorno emocional é garantido. Mulher: marido bem tratado é um grande investimento; o retorno emocional é garantido.

Busque ajuda

Havendo problemas, busque ajuda. Primeiro em Deus. Lembre-se de Tiago 1:5. Busque orientação de pessoas mais experientes ou de seu pastor. Evite que o problema se avolume. Evite conselhos de gente que não tem o que dizer. Os amigos de Roboão lhe deram maus conselhos (1 Rs 12:6-12). Nesta busca de ajuda, evite por mais lenha na fogueira. Evite também raiz de amargura (Hb 12:15). Busque ajuda e não um juiz a seu favor.

Conclusão

Bons casamentos não acontecem por acaso. São produto de muito trabalho e da graça de Deus. Boa parte do trabalho é investimento emocional no relacionamento conjugal. "Vender a alma" para o cônjuge. Mas investir sem proteger é problemático. É preciso levantar cercas contra os problemas externos, porque os internos são mais vistos e os dois os vivenciam. Não permita brechas. Não dê armas ao inimigo.

 
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