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terça-feira, 27 de setembro de 2016

"Politicamente correto ou vergonhosamente omisso?" Rev. Olivar Alves Pereira


Em nome do “politicamente correto” os cristãos estão se tornando vergonhosamente omissos. A falta de coragem em falar a verdade é mascarada pelo “respeito” e pela “tolerância” que na realidade não é nem uma coisa nem outra, mas, sim, diante da omissão da mensagem que deve ser proclamada, custe o que custar, doa em quem doer.

Em nome do “politicamente correto”:

1) Noé teria visto sua família morrer no dilúvio, pois, anunciar o castigo de Deus ao mundo seria (hoje) uma propaganda terrorista;

2) Moisés teria ficado calado quando viu o egípcio matando aquele hebreu, afinal, seria loucura da parte dele se levantar contra o sistema estabelecido;

3) Ana, mãe de Samuel, hoje teria sido processada por “abandono de incapaz” quando cumpriu sua promessa a Deus de dedicar-Lhe o filho que Ele lhe desse;

4) Elias teria sido um intolerante, agitador e incitador de perseguição quando zombou dos sacerdotes de Baal e de seu culto idólatra, e depois mandou que fossem mortos todos aqueles prevaricadores idólatras;

5) Eliseu teria sido condenado tanto pelo IBAMA por ter usado duas ursas, e pelo MP pelo assassinato daqueles meninos que zombavam do ungido do Senhor;

6) Jeremias seria achincalhado por ser “do contra”, pois, onde já se viu um profeta profetizar “coisas ruins” quando todos os outros profetas só “profetizavam” coisas boas? Na verdade, os falsos profetas (assim como em nossos dias) sempre pregaram o que o povo quer ouvir e não o que Deus de fato manda, como o fez Jeremias;

7) E Ezequiel? Ah! Esse profeta boca suja que deveria passar por uma sessão de psicanálise na melhor linha freudiana, pois, ele só falava de sexo e órgãos genitais, sexo, e órgãos genitais… para repreender o povo.

8) Daniel e seus companheiros seriam condenados (e foram) por rebeldia contra o rei. Onde já se viu um servo de Deus se rebelar contra os governantes?

9) João Batista seria (e foi) chamado de endemoninhado, pois, somente quem tem o capeta no couro come gafanhotos com mel (ainda que em nossos dias algumas culturas saboreiem “iguarias” como essa, mas, aí, dessas culturas dizemos que é normal, e, criticá-las seria “etnocentrismo”);

10) E Jesus? Em nome do “politicamente correto” Ele seria chamado de agitador, perturbador da ordem estabelecida, megalomaníaco (se declara Deus!), absolutista, pois, Se declara como “a Verdade” e não como mais uma verdade.

11) Paulo, Pedro, João, Tiago e os demais apóstolos não passam de um bando de aproveitadores que “institucionalizaram” a Igreja de Cristo dando ensejo para que os muitos pilantras se aproveitassem da ganância travestida de ingenuidade de muitos.

Definitivamente, em nome do politicamente correto a omissão tem se instalado no coração dos cristãos que se acovardam, não têm coragem de chamarem de mal o mal, de denunciarem o pecado seja em quem e aonde for.

“A Igreja de Cristo não foi chamada para fazer relações públicas, mas, sim, dar um ultimato à sociedade” (Rev. Marcos Agripino).

Não fomos chamados para dialogar com o mundo, mas, sim, monologar, pois, pregação é monólogo (e muitas vezes ficamos sozinhos enquanto falamos).

Via: Bereianos

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

"O QUE NOS RESERVA O FUTURO POLÍTICO PÓS-PT?" por Franklin Ferreira



Ofereço um possível cenário para o que pode ocorrer nos meses que se seguirão ao impeachment de Dilma Rousseff, e ao indiciamento de Lula da Silva e sua eventual prisão.

1. O PT vai perder muito de sua força, com vários de seus principais líderes presos ou na iminência de serem presos; os quadros do partido com mais senso de sobrevivência já saíram ou estão para sair do PT, migrando para partidos de centro, como o PMDB, ou de centro-esquerda ou extrema-esquerda, como o PSB, a REDE e PSOL. Somente em São Paulo, 20% dos prefeitos petistas deixaram a sigla recentemente. Por isso, candidatos petistas às eleições municipais têm trocado o tradicional vermelho por outras cores e escondido a estrela, o símbolo do partido. Para os próximos meses, o desafio da legenda será sobreviver, eleitoral e judicialmente.

2. Há uma grande possibilidade do PT ser cassado como partido político. Ou, a depender das multas que a Operação Lava Jato aplicar na legenda por causa do “Petrolão”, o PT pode ser extinto. O valor da multa pode chegar à cifra astronômica de 200 milhões de dólares. Não custa ressaltar, para não esquecer: os petistas hipertrofiaram o estado; conduziram a economia à ruína; tornaram-se sócios de empresários eleitos “campeões nacionais”; transformaram políticas sociais em máquina de caçar votos; criaram um contingente de 11,4 milhões de desempregados; as contas públicas estão em ruínas; e superlotaram os cárceres de Curitiba.

3. Com a saída do PT do governo federal e eventual cassação ou extinção da legenda, as fontes que abastecem os militantes esquerdistas profissionais “secará” drasticamente; isso vai baixar em muito a temperatura política, ainda que haja resistência residual por parte de militantes idealistas e aguerridos, para os quais ainda “não caiu a ficha” sobre o que está acontecendo, que não se veem responsáveis diretos pela grave crise que o país passa, e que vivem na fantasia histérica da operação Lava Jato ser uma “conspiração das elites conservadoras e da direita” ou até mesmo da CIA.

4. Provavelmente haverá tumultos no campo e em algumas capitais, insuflado por grupos como o MST e o MTST. Resta saber o quanto de força os governadores estão prontos a aplicar para as Polícias Militares imporem a lei a estes grupos. Estes movimentos também perderão muito do apoio financeiro com a saída do PT do governo federal, necessitando repensar suas ações para não perder os polpudos benefícios governamentais; o governo federal (PMDB) analisa propostas de retirar do MST e congêneres o poder de selecionar as famílias que serão assentadas; e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), mirando a presidência em 2018, se aproxima do MST, sancionando leis de transmissão de terras e acesso a meios de financiamento para este grupo.

5. Resta os sindicatos, que recebem metade do imposto sindical – típico exemplo do infame corporativismo estatal e sindical brasileiro. Este imposto é cobrado compulsoriamente de trabalhadores e empregadores, independentemente de sua condição de associados ou não. Isso tornou os sindicatos dependentes do Estado, representando não os interesses do trabalhador ou da classe, mas os interesses do partido, no caso, o PT. Após o impeachment de Dilma alguns sindicatos talvez façam greves, paralisações e protestos em apoio à destituída, mas nada que uma mudança na legislação não desarme: já há projeto no Senado para acabar com este imposto compulsório, o que diminuiria a força dos sindicatos.

6. Haverá oposição a um novo governo? Sim, mas esta parece que será apenas “pregação para os convertidos”, e que dificilmente seduzirá novos eleitores. Esta oposição, conduzida por representantes da esquerda e da extrema-esquerda, será virulenta, combativa, alegando que Dilma sofreu um “golpe” ou que Lula e Dilma deixaram de ser esquerda ou nunca foram a “esquerda real” – este último argumento não é novo: esquerdistas afirmam religiosamente que Lenin, Stalin, Mao Tse-Tung, Kim Jong-il, Pol-Pot, Fidel Castro, Hugo Chávez e Evo Morales também traíram os ideais da esquerda. Lula e Dilma não serão os primeiros a serem acusados de tal “pecado” contra o socialismo.

7. Membros da força-tarefa de Curitiba já disseram que a Lava Jato – que abalou pela primeira vez a cleptocracia brasileira – continuará por anos; e o vazamento das gravações de Lula em março foi “só a azeitona do Dry Martini”, como dito por um integrante da força-tarefa. Se a lei eleitoral for tomada ao pé da letra, não apenas o PT, mas também o PP e o PMDB poderão ser extintos como partidos políticos.

8. O fato de que o STF proibiu doação de empresas para campanhas eleitorais, por instigação de juristas esquerdistas, criou uma armadilha para os partidos de esquerda e extrema-esquerda. Eles pensaram que tal lei sufocaria os outros partidos, enquanto o “Petrolão” os abasteceria durante 20 anos, mantendo-os no poder de forma inconteste, por meio do marketing, do voto e da “democracia”. A decisão do STF não proíbe que pessoas físicas doem às campanhas, podendo contribuir com até 10% de seu rendimento. Mas haverá muita dificuldade por parte dos partidos esquerdistas de conseguir financiamento de pessoas físicas, por causa do novo ambiente muito crítico ao estatismo, ao coletivismo e às esquerdas em geral.

9. Parece que a próxima disputa presidencial se dará entre Aécio Neves (PSDB), José Serra (PSDB, talvez no PMDB), Geraldo Alckmin (PSDB, mas talvez no PSB), Marina Silva (REDE), Jair Bolsonaro (PSC) e, muito provavelmente, Ronaldo Caiado (DEM). Deve-se ver com ceticismo o surgimento de uma alternativa à lista de candidatos saídos do atual quadro partidário, tais como Sergio Moro, Joaquim Barbosa ou Cármen Lúcia. Para tornar o cenário incerto, o presidente da OAS, Léo Pinheiro, em suas conversas com a Procuradoria-Geral da República, citou os nomes de Dilma, Lula, Serra, Aécio e Marina em sua delação. Tudo aponta para o fato de que as delações da Odebrecht e da OAS é que determinarão os sobreviventes da política brasileira.

10. Apesar da agenda conservadora/liberal só ser representada consistentemente em apenas um partido (de 35), o NOVO, pesquisas recentes mostram que as prioridades de parcela significativa de brasileiros, quando pensam no Estado, são: combate à corrupção, fim do aparelhamento do Estado, redução de sua estrutura e corte de impostos. A REDE, que tem recebido vários políticos ligados ao PT e ao PSOL em seus quadros, tentará capitalizar o discurso da “esquerda real”, apresentando-se como um tipo de esquerda light, socialdemocrata, para tentar atrair os idealistas. Mas se ficar evidente que o discurso da REDE é estatista e coletivista, igual ao do PT, este partido não irá muito longe – como a campanha errática e etérea de Marina em 2014 evidenciou. Difícil ver como o discurso da esquerda, mesmo edulcorado pela REDE, poderá atrair uma parcela expressiva do eleitorado que clama por uma modernização e desburocratização do Estado, especialmente dos estados do sul, parte do centro-oeste e São Paulo. Por outro lado, se partidos de direita (NOVO), centro-direita (DEM, PSC) ou mesmo de centro (PMDB, PDS) enfatizarem tal discurso, pode-se ter algumas surpresas, especialmente nas votações para prefeituras e governos dos estados.

11. Estamos presenciando a maior derrota política da esquerda no Brasil desde 1922, ano da fundação do Partido Comunista Brasileiro. O mais emocionante é que esta vitória não se deu com infantes e blindados nas ruas, mas por meio da democracia e da Constituição. E esta conquista ocorreu a despeito da classe política e das oposições. Este é um triunfo do povo, que foi às ruas em protestos antigovernamentais, os maiores ocorridos na história do país, com milhões tomando as ruas em sete gigantescas manifestações ocorridas entre 2015 e 2016. Milhares de evangélicos participaram destes protestos, que abriram caminho para o impeachment de Dilma e a derrota do PT. Mas ainda há muito a ser feito, especialmente no âmbito cultural e educacional, que ainda são feudos da esquerda militante.

Mas, ao considerar o cenário religioso na Europa Ocidental, nos Estados Unidos e na Rússia, em que a liberdade de expressão dos cristãos está sendo cada vez mais cerceada por políticas conectadas com a esquerda e cada vez mais autoritárias e anticristãs, e do êxodo sem precedentes de cristãos do Oriente Médio e da África, é imperativo reconhecer que o Deus todo-poderoso concede uma nova chance para a igreja evangélica no Brasil, e devemos ser muito gratos por isso. Portanto, em nome do Senhor Jesus Cristo, somos chamados a confessar mais corajosamente, a orar com mais fé, a crer com maior alegria, a amar mais apaixonadamente e a pregar fervorosamente o evangelho de Jesus Cristo, morto na cruz por nossos pecados, sepultado e ressurreto dentre os mortos para nossa salvação. Assim, supliquemos a Deus, em um tempo de novo começo: “Vem Espírito Criador!”

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

"Pensando Biblicamente sobre o Aborto" por Randy Alcorn


Alguns defensores do aborto afirmam que suas crenças têm a Bíblia como base. Eles afirmam que a Bíblia não proíbe o aborto. Eles estão errados. A Bíblia, de fato, proíbe enfaticamente a morte de pessoas inocentes (Êxodo 20:13) e considera claramente o nascituro como sendo um ser humano digno de proteção (21:22-25).

Jó descreveu graficamente a forma como Deus o criou antes de ele nascer (Jó 10:8-12). O que estava no ventre de sua mãe não era algo que poderia tornar-se Jó, mas alguém que era Jó—o mesmo homem, só que mais jovem. Para o profeta Isaías, Deus diz: “Assim diz o SENHOR, que te criou, e te formou desde o ventre, e que te ajuda” (Isaías 44:2). O que cada pessoa é, e não apenas o que ela pode se tornar, esteve presente no ventre de sua mãe.

Salmo 139:13-16 pinta um retrato vívido do envolvimento íntimo de Deus com uma pessoa antes de seu nascimento. Deus criou o “interior” de Davi, não no nascimento, mas antes do nascimento. Davi diz ao seu Criador, “tu me teceste no ventre de minha mãe” (versículo 13). Cada pessoa, independentemente de sua filiação ou deficiência, não foi fabricada em uma linha de montagem cósmica, mas criada pessoalmente por Deus. Todos os dias de nossas vidas são planejados por Deus antes de virmos a ser (versículo 16).

Meredith Kline observa: “O que há de mais importante a respeito da legislação do aborto na lei bíblica é que não há legislação nenhuma. Era tão inconcebível que uma mulher israelita pudesse desejar um aborto que não havia necessidade de mencionar esse crime no código penal”. Tudo o que se precisava para proibir o aborto era o mandamento “Não matarás” (Êxodo 20:13). Todo israelita sabia que o nascituro era uma criança. Assim como nós sabemos, se formos honestos. Nós todos sabemos que uma mulher grávida está “carregando uma criança”.

Toda criança no ventre é obra de Deus e faz parte do seu plano. Cristo ama essa criança e provou isso, tornando-se semelhante a ela - ele mesmo passou nove meses no ventre de sua mãe.

Assim como os termos criança e adolescente, embrião e feto não se referem a seres não humanos, mas a seres humanos em diferentes estágios de desenvolvimento. É cientificamente incorreto dizer que um embrião humano ou um feto não é um ser simplesmente porque ele está em uma fase mais prematura do que uma criança. Isso é a mesma coisa que dizer que uma criança não é um ser humano, porque ele ainda não é um adolescente. Será que alguém se torna mais humano quando cresce? Se assim for, então os adultos são mais humanos do que as crianças, e os jogadores de futebol são mais humanos do que os jóqueis. Algo que não é humano não se torna humano ou mais humano ao ficar mais velho ou maior; tudo o que for humano é humano desde o início, ou não é humano de jeito nenhum. O direito à vida não aumenta com a idade e o tamanho; caso contrário, as crianças e os adolescentes teriam menos direito de viver do que os adultos.

Uma vez que reconhecemos que os nascituros são seres humanos, a questão sobre o seu direito de viver deve ser resolvida, independente da forma como foram concebidos. É desigual a comparação entre os direitos das mães e os direitos dos bebês. O que está em jogo na grande maioria dos abortos é o estilo de vida da mãe, em oposição à vida do bebê. Nesses casos, é justo que a sociedade espere que um adulto viva temporariamente com um inconveniente, se a única alternativa é matar uma criança.

Os defensores do aborto desviam a atenção da grande maioria dos abortos (99%) ao colocarem o foco sobre o estupro e o incesto por causa do fator simpatia. Eles dão a falsa impressão de que a gravidez é comum nesses casos. No entanto, nenhuma criança é um “produto desprezível de um estupro ou incesto”, mas sim uma criação de Deus única e maravilhosa feita à sua imagem. Para uma mulher vitimizada, pode ser muito mais benéfico ter e carregar uma criança do que saber que uma criança morreu em uma tentativa de reduzir o seu trauma.

Quando Alan Keyes se dirigiu aos alunos do ensino médio em uma escola em Detroit, uma menina de treze anos de idade perguntou se ele faria uma exceção para o estupro em sua posição pró-vida. Ele respondeu com esta pergunta: “Se o seu pai estuprasse alguém, e nós o condenássemos por esse estupro, vocês acham que seria certo se, em seguida, nós disséssemos: ‘OK, pelo fato de seu pai ter sido culpado do estupro, nós mataremos você?” A classe respondeu: “Não”. Quando lhe perguntaram por que uma garota teria que passar por uma gravidez, quando algo tão horrível aconteceu com ela, com sabedoria, ele fez a seguinte analogia:

Vamos supor que os Estados Unidos se envolvessem em uma guerra quando você tivesse 19 anos. E, sabemos que, em guerras no passado, tivemos um recrutamento e as pessoas de sua idade eram recrutadas e enviadas para a guerra, certo? Então você teria que ser enviada. Você teria que viver em um campo de batalha. Você teria que arriscar a sua vida. E muitas pessoas, de fato, arriscam suas vidas, vivem em dificuldades todos os dias e, no final, elas morrem. Por quê? Elas estavam defendendo o quê? Nosso país e a sua liberdade. Elas tiveram que passar por dificuldades pela causa da liberdade, não é mesmo.

O princípio da liberdade é que nossos direitos vêm de Deus. Você acha que é errado pedir que as pessoas façam sacrifícios para manter o nosso respeito por esse princípio? ... Só que eu não acredito que seja certo pegar essa dor e torná-la pior... você sabe o que eu acrescento se eu permitir que se faça um aborto? Estou acrescentando o peso daquele aborto. E, em algum momento, a verdade de Deus que está escrita em seu coração retorna a você. E você é ferido por essa verdade.

Portanto, eu não acho justo, nem para a criança e nem para a mulher, deixar que esta tragédia tire a vida de ambos, a vida física da criança e a vida moral e espiritual da mãe. E nesta sociedade, eu acho que fazemos um mal terrível a ambos, porque não temos a coragem de nos posicionarmos a favor do que é verdadeiro. (ProLife Info Digest, 2 de fevereiro de 2000)

Em seu livro, Victims and Victors [Vítimas e Vencedores], David Reardon e associados trazem a experiência de 192 mulheres que ficaram grávidas como resultado de estupro ou incesto. Acontece que quando as vítimas da violência falam por si, a opinião delas sobre o aborto é quase unânime e exatamente o oposto do que a maioria poderia prever: quase todas as mulheres entrevistadas disseram que se arrependeram de abortar seus bebês concebidos através de estupro ou incesto. Dentre as mulheres que deram uma opinião, mais de 90 % disseram que desencorajariam outras vítimas de violência sexual a fazerem abortos. Nenhuma das que deram à luz uma criança expressou arrependimento.

A imposição de pena de morte ao filho inocente de um agressor sexual não traz nenhuma punição ao estuprador e nenhum benefício para a mulher. Criar uma segunda vítima nunca desfaz o dano causado à primeira. O aborto não traz a cura para uma vítima de estupro.

Os discípulos de Cristo não conseguiram entender como as crianças eram valiosas para ele, então eles repreendiam aquelas pessoas que tentavam trazê-las para perto dele (Lucas 18:15-17). Porém Jesus disse: “Deixai vir a mim os pequeninos e não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus”. Ele considerou as crianças como parte do seu reino, e não uma distração.

A visão bíblica sobre os filhos é que eles são uma bênção e uma dádiva do Senhor (Salmo 127:3-5). No entanto, a cultura ocidental trata as crianças como obrigações. Temos de aprender a ver todas as crianças como Deus as vê, e devemos agir em relação a elas conforme ele nos manda agir. Devemos defender a causa do fraco e do órfão; manter os direitos dos pobres e dos oprimidos, salvar os fracos e os necessitados e libertá-los dos ímpios (Salmo 82:3-4).

Cristo afirmou que tudo o que fazemos, ou deixamos de fazer, aos filhos de Deus que são mais fracos e vulneráveis, nós fazemos, ou deixamos de fazer, a ele. No julgamento, “O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” (Mateus 25:40).

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

"O mais terrível silêncio e um desafio!" por Josemar Bessa


Como cristãos podem apoiar políticos e partidos claramente favoráveis e defensores do aborto sem racionalizar a escuridão, não só do coração deles, mas de seus próprios corações?

Há poucas coisas (pecados) que Deus mostra o quanto odeia quanto derramamento de sangue inocente (horizontalmente inocente), especialmente o sangue de crianças. Estava vendo uma entrevista essa semana onde  Hillary Clinton se mostra uma candidata radicalmente pró-aborto e vendo que a plataforma dos Democratas reforça os pontos de vista mais radicais a respeito...  enquanto via a entrevista me perguntava como um cristão pode votar em Hillary de boa consciência?

Em Jeremias 19, Deus explicou por que o povo de Judá estava prestes a ir para o exílio: Foi porque eles adoravam ídolos e porque eles "encheram este lugar [falando de Jerusalém] com o sangue dos inocentes. Eles construíram os altos de Baal, para queimarem seus filhos no fogo como oferendas a Baal " (Jer 19: 4-5.).

Por causa destes pecados hediondos, Jerusalém foi destruída e o Templo do Senhor queimado até o chão, com dezenas de milhares indo para o exílio.

Será que Deus odeia o derramamento de sangue inocente menos hoje, especialmente quando é o sangue de crianças? Ouça novamente a Jeremias: "Eles construíram os altos de Tofete no vale de Ben-Hinom, para queimarem seus filhos e filhas no fogo " (Jr 07:31).

Quais são as implicações disto? Veja a descrição do comentarista judeu medieval Rashi, que explicou que os altos de Tofete referem-se ao deus "Moleque, que era feito de cobre, e que era aquecido por baixo, com suas mãos estendidas e aquecidas . E que os pais colocavam a criança em suas mãos, e ela seria queimada ali, e os sacerdotes iriam bater tambores para que os pais não ouvissem a voz de seu filho gritando e pudessem ter pena."  Que horror! Nós hoje também temos nossos “tambores”  - os "tambores" da nossa cultura estão tocando bem alto para não ouvirmos os “gemidos”... clínicas onde o despedaçar de uma criança possa acorrer de forma que não fiquemos chocados com o horror.

Agora, pare por um momento e olhe para estas imagens de bebês abortados e pergunte a si mesmo como o Senhor  se sente sobre o derramamento o sangue de bebês inocentes no útero.

Você pode, como um seguidor de Jesus, votar para um candidato que apoia este derramamento de sangue? Você poderia votar em “Hillarys Clintons” (Aqui no Brasil há muitos e muitas Hillarys e partidos semelhantes ),  uma das melhores amigas  que a Planned Parenthood já teve?

Conforme relatado por LifeNews.com , " A plataforma que o Partido Democrata propôs este ano é mais extrema do que nunca, pedindo a revogação da Emenda Hyde. A plataforma do Partido Democrata já apoia o aborto legalizado na demanda por qualquer motivo, até o momento do nascimento.

Vamos lembrar também que Hillary Clinton se diz uma “pacifista” ( que ironia ) - que evitaria o derramamento de sangue na guerra.  Mesmo havendo  um mundo de diferença entre ir para a guerra para derrotar o terrorismo, por exemplo, e matar um bebê no útero. No útero ela é a favor do derramamento de sangue inocente... na guerra contra o terror ela não é a favor de derramamento de sangue nenhum... nem do assassino terrorista.

A questão de fundo sempre será esta: Você pode olhar fotos de bebês abortados - e ler versículos sobre o ódio de Deus sobre isso, e, em seguida, votar em um candidato que defende agressivamente o "direito" de uma mulher derramar este sangue, até mesmo no nono mês? Apesar de sabermos não fazer diferença em que mês você as mate, é claro.

Temos eleições no Brasil este ano e em outros e outros... Eu, por exemplo, não vejo como você pode olhar Jesus nos olhos, escolher um candidato, plataforma de partido político que defendo algo assim... e dizer que escolheu isso por motivos mais importantes. Mais importantes?

No Brasil temos pastores ativistas políticos, igrejas... que falam muito sobre violência, direitos humanos... Mas nada falam sobre o aborto nunca. Todo ativismo desses não vem de nenhum compromisso com Deus, mas com a cultura, aceitação... como o aborto os colocará na contramão da cultura, sem apoio midiático e sofrendo oposição...  o silêncio é desmoralizante.

Eu desafio você a olhar Jesus nos olhos e dizer: "eu te amo e eu estou votando em um candidato pró-aborto  por motivos mais relevantes."

domingo, 21 de agosto de 2016

"Precisamos Novamente de Homens de Deus" por A. W. Tozer


A igreja, neste momento, precisa de homens, o tipo certo de homens, homens ousados. Afirma-se que necessitamos de avivamento e de um novo movimento do Espírito; Deus, sabe que precisamos de ambas as coisas. Entretanto, Ele não haverá de avivar ratinhos. Não encherá coelhos com seu Espírito Santo. A igreja suspira por homens que se consideram sacrificáveis na batalha da alma, homens que não podem ser amedrontados pelas ameaças de morte, porque já morreram para as seduções deste mundo. Tais homens estarão livres das compulsões que controlam os homens mais fracos. Não serão forçados a fazer as coisas pelo constrangimento das circunstâncias; sua única compulsão virá do íntimo e do alto.

Esse tipo de liberdade é necessária, se queremos ter novamente, em nossos púlpitos, pregadores cheios de poder, ao invés de mascotes. Esses homens livres servirão a Deus e à humanidade através de motivações elevadas demais, para serem compreendidas pelo grande número de religiosos que hoje entram e saem do santuário. Esse homens jamais tomarão decisões motivados pelo medo, não seguirão nenhum caminho impulsionados pelo desejo de agradar, não ministrarão por causa de condições financeiras, jamais realizarão qualquer ato religioso por simples costume; nem permitirão a si mesmos serem influenciados pelo amor à publicidade ou pelo desejo por boa reputação.

Muito do que a igreja faz em nossos dias, ela o faz porque tem medo de não fazê-lo. Associações de pastores atiram-se em projetos motivados apenas pelo temor de não se envolverem em tais projetos.

Sempre que o seu reconhecimento motivado pelo medo (do tipo que observa o que os outros dizem e fazem) os conduz a crer no que o mundo espera que eles façam, eles o farão na próxima segunda-feira pela manhã, com toda a espécie de zelo ostentoso e demonstração de piedade. A influência constrangedora da opinião pública é quem chama esses profetas, não a voz de Jeová.

A verdadeira igreja jamais sondou as expectativas públicas, antes de se atirar em suas iniciativas. Seus líderes ouviram da parte de Deus e avançaram totalmente independentes do apoio popular ou da falta deste apoio. Eles sabiam que era vontade de Deus e o fizeram, e o povo os seguiu (às vezes em triunfo, porém mais freqüentemente com insultos e perseguição pública); e a recompensa de tais líderes foi a satisfação de estarem certos em um mundo errado.

Outra característica do verdadeiro homem de Deus tem sido o amor. O homem livre, que aprendeu a ouvir a voz de Deus e ousou obedecê-la, sentiu o mesmo fardo moral que partiu os corações dos profetas do Antigo Testamento, esmagou a alma de nosso Senhor Jesus Cristo e arrancou abundantes lágrimas dos apóstolos.

O homem livre jamais foi um tirano religioso, nem procurou exercer senhorio sobre a herança pertencente a Deus. O medo e a falta de segurança pessoal têm levado os homens a esmagarem os seus semelhantes debaixo de seus pés. Esse tipo de homem tinha algum interesse a proteger, alguma posição a assegurar; portanto, exigiu submissão de seus seguidores como garantia de sua própria segurança. Mas o homem livre, jamais; ele nada tem a proteger, nenhuma ambição a perseguir, nenhum inimigo a temer. Por esse motivo, ele é alguém completamente descuidado a respeito de seu prestígio entre os homens. Se o seguirem, muito bem; caso não o sigam, ele nada perde que seja querido ao seu coração; mas, quer ele seja aceito, quer seja rejeitado, continuará amando seu povo com sincera devoção. E somente a morte pode silenciar sua terna intercessão por eles.

Sim, se o cristianismo evangélico tem de permanecer vivo, precisa novamente de homens, o tipo certo de homens. Deverá repudiar os fracotes que não ousam falar o que precisa ser externado; precisa buscar, em oração e muita humildade, o surgimento de homens feitos da mesma qualidade dos profetas e dos antigos mártires. Deus ouvirá os clamores de seu povo, assim como Ele ouviu os clamores de Israel no Egito. Haverá de enviar libertação, ao enviar libertadores. É assim que Ele age entre os homens.

E, quando vierem os libertadores... serão homens de Deus, homens de coragem. Terão Deus ao seu lado, porque serão cuidadosos em permanecer ao lado dEle; serão cooperadores com Cristo e instrumentos nas mãos do Espírito Santo...



sábado, 20 de agosto de 2016

"Confortavelmente Perdidos" por Léo Barbosa


O conforto é o deus deste século.

Não é o dinheiro. Muita gente decide viver com menos. Não é a beleza. Pouca gente faz regime e exercício. Não é o poder. Tá cheio de gente que adora receber ordem. Não é o sucesso. Existem anônimos por opção.

Como cantou o eterno sindico Tim Maia, "o que eu quero... sossego". Quase todos os modismos, tecnologias, pílulas, produtos e serviços modernos têm como principal função reduzir nossos esforços. Na religião não poderia ser diferente.

Trocamos a Bíblia pelo projetor, o culto pelo streaming, os projetos de evangelização pelos programas de TV, as longas orações por filas da bênção, a obediência pela água ungida etc.

Resultado, estamos espiritualmente obesos e sedentários. Obesos, porque continuamos inchados de orgulho. Sedentários, porque terceirizamos a prática da piedade.

Estamos, em duas palavras, confortavelmente perdidos.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

“Porque Garotas Cristãs Postam Selfies Sedutoras” por Kristen Clark


Quando eu estava no ensino médio, Bethany e eu decidimos que queríamos fazer uma sessão de fotos bem legal de nós mesmas.

Colocamos as roupas mais modernas que poderíamos encontrar, nos cobrimos com jóias, colocamos duas camadas de rímel e nos dirigimos a um lugar privilegiado – o nosso telhado. Recrutamos (imploramos) uma de nossas irmãs mais novas para ser a nossa fotógrafa. Todas nós subimos ao telhado de nossa casa e ela começou a tirar as fotos.

Sim, um telhado é um lugar inusitado para fazer uma sessão de fotos, mas nós fizemos lá para que a perfeita brisa de top model soprasse direitinho o nosso cabelo. Para cada foto, nós posavámos exatamente do jeito que tínhamos visto as modelos profissionais fazerem – com os lábios franzidos, uma sobrancelha erguida, a mão no quadril e olhos sérios.

Sem que ninguém nos ensinasse como posar sedutoramente, nós fomos “profissionais” e sabíamos exatamente o que fazer. Nós postamos nossa sessão de fotos no Facebook com todo orgulho e esperamos os elogios aparecerem.

Sedução é a nova norma.

Infelizmente, vivemos em uma cultura que treina as nossas mentes para ver sedução como norma a partir de uma idade muito jovem. Basta dar uma rápida caminhada pelo shopping e você verá cartazes atrás de cartazes com modelos em pose sensual. Desde a invenção do Pinterest, Instagram e outros aplicativos, imagem sensuais estão em nossa frente mais do que nunca.

Como garotas cristãs, estamos sendo bombardeadas por mensagens de nossa cultura que sedução e poses sensuais são legais, descoladas e normais. Tirar selfies sedutoras não é mais atrevido… é aceitável e louvável. Por vivermos em um mundo caído, faz sentido que a cultura incentive as garotas a agirem assim.

Faz sentido que as supermodelos e meninas não-cristãs não tenham problema em postar selfies assim.
A pergunta que eu tenho pra você é esta: Por que razão as meninas cristãs estão postando selfies sedutoras?

Fico chocada, às vezes, quando eu entro no meu Instagram e vejo algumas das poses sensuais que minhas amigas cristãs estão postando. O que mais me surpreende é que eu leio os comentários de outros amigos cristãos que estão elogiando as imagens e chamando-as de “lindas”. Como assim? Parece uma epidemia ao longo dos últimos anos.

Por que meninas cristãs gostam tanto de postar selfies sedutoras?

Eu sei a resposta para estas perguntas, porque eu costumava ser uma daquelas meninas. Eu costumava ser a garota por trás do iPhone tirando aquelas selfies sedutoras. Eu era a garota do telhado fazendo uma sessão de fotos para que eu pudesse exibir os resultados para os meus amigos.
Quanto a mim, eu postava as fotos porque queria que os rapazes me notassem. Eu queria que as pessoas elogiassem “o quão bonita eu era”. Eu adorava ouvir o louvor e afirmação dos meus amigos. Nunca foi por um “acidente” que eu postei uma foto minha. Era sempre intencional e planejado. Eu já tinha visto imagens suficientes de modelos da moda para saber como uma foto sensual devia ser.
Muitas de vocês que estão lendo este blog, sabem exatamente do que estou falando, porque você já fez a mesma coisa.

A verdade é que, postar selfies sedutoras é apenas um sintoma exterior de uma questão muito mais profunda.

É um sinal de uma menina que anseia por algo mais. É um sinal de uma menina que está tentando encher o seu ego através dos louvores e elogios de seus amigos. Uma menina que deseja atenção de rapazes e tem a esperança de que eles vão notar uma de suas fotos. Uma menina que quer parecer confiante, mas é fraca e solitária no interior. Uma menina que gosta de seduzir os rapazes fazendo com que eles “queiram o que não podem ter.”

Selfies sedutoras são nada mais do que imagens que gritam, “Olhe para mim!”. Elas são uma oportunidade para apontar os holofotes sobre si mesma por um breve momento e esperar que alguém note.

Como garotas cristãs, Deus nos chama para um padrão muito elevado para ficarmos jogando o jogo “selfie sedutora”.

Todo o propósito de nossas vidas é apontar outros a Cristo, não para nós mesmas. Esse tipo de foto nunca é centrada em Cristo, mas é sempre centrada em sí mesma. Deus nos chama a viver uma vida moralmente pura em todos os sentidos. Postando fotos sedutoras de si mesma, você não está promovendo a pureza ou santidade dentro do corpo de Cristo.

Desde aquele dia no telhado, Deus me deu convicção de pecado acerca da motivação e condição do meu coração. Diga-me se você acha que selfies sedutoras não são erradas de acordo com Efésios 5:1,3: “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados. Mas a impudicícia e toda sorte de impurezas ou cobiça nem sequer se nomeiem entre vós, como convém a santos”.

O que você acha?

Primeiro somos chamadas a sermos imitadoras (reflexos) de Deus para o mundo que nos rodeia. Você e eu somos filhas de Deus! Precisamos refletir bem o caráter e a pureza de nosso Pai. Em segundo lugar, somos ordenadas a ficar longe de qualquer forma de imoralidade sexual e toda a impureza. Você entendeu isso? “Qualquer forma … toda a impureza”.

Selfies sedutoras não tem chance contra estes versículos.

Nossa cultura nos diz que santidade e pureza é careta e que ser rigorosa demais consigo mesma a levará a uma vida de tédio. Se for esse o caso, então por que há tantas meninas solitárias, tristes, deprimidas, inseguras e carentes?

Deus nos dá padrões de pureza e santidade, porque Ele sabe que é o que é melhor para nós. A verdadeira alegria e contentamento não virá através dos aplausos de seus amigos, ela só virá através de obedecer e honrar a Deus. “Bem-aventurados os irrepreensíveis no seu caminho, que andam na lei do SENHOR. Bem-aventurados os que guardam as suas prescrições e o buscam de todo o coração” Salmo 119:1-2.

Eu sei que você quer ser abençoada por Deus. Tenho certeza! Em vez de ficar se esforçando para alcançar o aplauso vazio deste mundo, se esforce para receber os aplausos gratificantes de seu Rei.
Nada lhe fará mais feliz do que viver para a glória de Deus.

Como garotas cristãs, temos o dever de honrar nosso Rei, em todas as áreas de nossas vidas. Temos a responsabilidade de refletir a imagem de Cristo para o mundo perdido ao redor de nós.

Você vai se juntar a mim em rejeitar a tendência de selfies sedutoras? Você vai dizer não às postagens de fotos que te auto-glorificam e colocam toda a atenção em você?

Nosso mundo precisa desesperadamente de meninas cristãs que estejam dispostas a defender a verdade de Deus, exibindo algo muito maior do que elas mesmas.

Vamos tornar isto pessoal:

Você é culpada por postar selfies sedutoras? Se assim for, qual é a sua motivação por trás das publicações?

Você está disposta a pedir perdão a Deus por não refletir bem a Sua imagem? Se assim for, confesse seus pecados e peça a Deus para criar um coração limpo e puro dentro de você.

De que forma você é tentada a colocar a atenção sobre si mesma, em vez de Deus?

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Cientistas evangélicos criticam criação de embriões que unem humanos e animais

Escultura de híbrido humano e animal feita pelo artista chinês Liu Xue, apresentada na exposição "We are the World". (Foto: Reprodução)

Diante da ideia de unir embriões humanos e animais, bioeticistas cristãos alertam que os experimentos podem gerar animais com vestígios de inteligência humana.

Bioeticistas evangélicos têm reunido esforços contra a proposta do governo dos Estados Unidos de financiar a experimentos que pretendem iniciar a criação de embriões híbridos — meio humanos e meio animais.

De acordo com a principal agência americana de pesquisa médica, National Institutes of Health, o foco dos experimentos seria estudar as doenças humanas e gerar órgãos humanos em animais, para que eles se tornem potenciais transplantes.

No entanto, bioeticistas cristãos alertam que a pesquisa apelidada de “quimera" — monstros híbridos de diversos animais, que fazem referência à mitologia grega — inclui a destruição de embriões humanos, a criação de animais com vestígios da inteligência humana e com a capacidade de produzir a prole humana.

"Poucas pessoas vão se opor ao uso de animais para a criação de tecidos humanos discretos, como rins ou pâncreas. Mas, se os meios para esse fim envolvem métodos imorais, ou exigem a destruição de seres humanos ainda não nascidos, o fim não justifica os meios", disse ao site Baptist Press o reitor e professor de Filosofia Moral na Union University,  C. Ben Mitchell.

De acordo com Mitchell, a pesquisa proposta poderia levar ao desenvolvimento de uma nova espécie. Sua sugestão é confirmada pelo pesquisador biomédico Charles Patrick, vice-presidente de comunicações no Seminário Batista em Southwestern.

O pesquisar afirma que a inserção do tecido cerebral humano em animais poderia "provocar a transferência de características humanas (tais como inteligência, consciência ou fala) em um animal".

“A Bíblia é clara em Gênesis que Deus criou o homem diferentemente dos animais, e deu autoridade ao homem sobre os animais. Parece prudente ter muito cuidado com as tecnologias que, potencialmente, borram a distinção estabelecida na ordem criada por Deus”, ressalta Patrick.

 
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